Atlético vence Barcelona reforçando que deixou ‘fama’ para trás, apesar de flertar com drama
Ida das quartas da Champions League termina com enorme vantagem dos Colchoneros sobre o Barça
O Atlético de Madrid foi ao Camp Nou nesta quarta-feira (8) e saiu com uma vitória gigante. O Barcelona terminou derrotado, 2 a 0, pela ida das quartas de final da Champions League, em partida marcada pela faceta que Diego Simeone tem passado a alterar na equipe que treina desde 2011.
Se por muito tempo os Colchoneros foram conhecidos por serem “retranqueiros”, uma equipe muito competitiva e que se defendia com todo mundo se dedicando, eles têm mudado essa fama nas últimas temporadas com um futebol mais ofensivo e, ao mesmo tempo, mais expostos defensivamente.
Não é à toa que nesta Liga dos Campeões o time de Madri foi vazado 26 vezes e só contra o Barça teve o primeiro jogo sem sofrer gol. Simeone foi questionado sobre isso antes da partida. “Todo time, quando ataca melhor, acaba defendendo pior”, iniciou.
— O Barcelona é um deles. Eles têm capacidade de marcar muitos gols, e isso favorece o estilo de jogo deles. Nós estamos nesse processo de atacar melhor do que defender — completou.
A ida das quartas ajudou a reforçar isso porque o Atlético não entrou só para se defender como visitante — há alguns anos, talvez, a postura fosse segurar o 0 a 0 e só decidir em casa.
A equipe até lutou pela posse de bola com os catalães em algum momento da partida, mas abriu o placar em momento de baixa. No segundo tempo, mesmo com um a mais, também mostrou como se defende mal ao permitir várias chances ao adversário. Conseguiu, a partir de posse longa, aumentar a vantagem.
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As dinâmicas ofensivas que deram a vitória ao Atlético de Madrid
Os dois gols do Atleti vieram de formas diferentes que mostram repertório ofensivo. O primeiro, aos 44 minutos do primeiro tempo, foi uma pintura: de falta, Julián Álvarez mandou no ângulo. A jogada da infração veio com o argentino conduzindo em saída rápida desde a defesa e lançando para Giuliano Simeone em profundidade, atacando o centro do ataque que estava esvaziado.
Pau Cubarsí foi expulso porque tocou no argentino quando ele ia para a cara do gol.
Com um a mais, a equipe sofreu e só conseguiu segurar a bola como era esperado após as entradas de Alex Baena e Alexander Sorloth. Aos 24 da etapa final, em posse de bola paciente e de pé em pé, Griezmann lançou na ponta esquerda para Matteo Ruggeri, que cruzou, e o centroavante norueguês completou.
A enorme vantagem do Atlético de Madrid poderá fazer o time de Simeone voltar à fama de “retranqueiro” na volta, na próxima terça (14), no Metropolitano, para segurar a classificação. A questão é que, quando tentou fazer isso após vencer a ida da semifinal da Copa do Rei por 4 a 0, tomou três do Barça na volta. Um exemplo de como não defendem mais tão bem quanto antes.
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Barcelona era superior até expulsão e gol do Atlético
A partida iniciou bem equilibrada e interessante. Surpreendentemente, o Atleti lutou pela posse de bola em 25 minutos, praticamente em 50% para cada lado. O Barça criava muito a partir de roubadas de bola no campo de ataque. Assim que Marcus Rashford exigiu defesaça de Juan Musso com o pé e, em outra jogada, o próprio inglês marcou em passe de Lamine Yamal, que estava impedido após enfiada mágica de Pedri.
O Atleti teve suas chegadas em velocidade no início do jogo, muito bem em inversões pelos corredores e com Álvarez e Antoine Griezmann essenciais nas flutuações para o meio. No entanto, quando chegou, não finalizou bem: o argentino — que abriria o placar depois — chutou no meio do gol em boa jogada individual e Simeone bateu cruzado sem direção.
Após o Barcelona monopolizar as ações após os 25 minutos, com Rashford obrigando nova intevenção de Musso, o Atleti encontrou em uma saída de bola rápida a expulsão e o gol que mudou os rumos do jogo.
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Barcelona merecia melhor sorte na etapa final
Com as entradas de Fermin López no lugar de Robert Lewandowski e Gavi no de Pedri, a equipe da casa passou a jogar em um 4-2-3 e dominou boa parte das ações na etapa final — terminou até com mais posse que o primeiro tempo.
Apesar do gol sofrido aos 24, na única grande chance colchonera, o Barça empilhou oportunidades e ficou a detalhes de pelo menos diminuir. Rashford, cara a cara, limpou o goleiro e chutou na rede pelo lado de fora. Em falta, o inglês obrigou Musso a afastar a bola para o travessão. Dois escanteios desviados na área quase terminaram em gols. Cancelo carimbou a trave em chute desviado. Faltou pouco para os Culés.