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Atlético de Madrid mostra sua força para o mata-mata e, em temporada de oscilações, consegue grande classificação

Gol de Renan Lodi garantiu a vitória por 1 a 0 em Old Trafford que coloca os colchoneros entre os oito melhores times da Europa

A temporada do Atlético de Madrid, como um todo, não correu como o torcedor imaginava. Reforçado e atual campeão espanhol, sem Barcelona e Real Madrid especialmente fortes, ficou cedo demais fora da briga pelo título de La Liga. Mas terá uma classificação sobre o Manchester United em Old Trafford para comemorar e, quem sabe, mais uma campanha longa na Champions League. Renan Lodi marcou o único gol da vitória por 1 a 0 nesta terça-feira que levou os colchoneros às quartas de final.

Era um duelo de muito equilíbrio. Os dois times passaram por oscilações. Havia muito espaço entre as piores e as melhores atuações e era uma questão de quem encaixaria a mais competente na hora certa para passar. Foi sem dúvida o Atlético de Madrid. Não esteve brilhante, mas dentro das suas melhores características. Castigou em ataques rápidos e objetivos, foi impecável na defesa quando recuou as linhas no segundo tempo.

O Manchester United terminará a temporada pela quinta vez consecutiva sem conquistar um título. Eliminado da Copa da Inglaterra, agora da Champions, e sem chance na Premier League. Sequência como essa aconteceu pela última vez em Old Trafford entre 1977 e 1982 – o United dividiu o título da Charity Shield de 1977, equivalente à Supercopa da Inglaterra, com o Liverpool após empate por 0 a 0; convenhamos que não conta.

Nem foi uma atuação horrível do Manchester United, mas insuficiente para colocá-lo entre os oito melhores times da Europa. Insuficiente como toda uma temporada, mais uma no limbo, que poderia ter sido pior sem os gols de Cristiano Ronaldo – apesar dos ajustes táticos que sua presença exige. A única vitória nos últimos cinco jogos foi quando ele marcou três vezes. Nesta terça-feira, não estava no seu melhor. Terminou o jogo sem dar uma finalização sequer.

Ele até fez um primeiro tempo relativamente produtivo, tentando sair da área para participar das construções. Como aos 12 minutos, quando começou a jogada que terminou com passe de Bruno Fernandes para Anthony Elanga exigir boa defesa de Oblak. O goleiro esloveno não está em sua melhor temporada, mas fez defesas importantes. De Gea também. Aos 15, foi com a mão direita quase no ângulo para espalmar a bicuda de Rodrigo de Paul.

O meia argentino foi um dos destaques do Atlético de Madrid, controlando o meio-campo ao lado de Koke, apesar da posse de bola menor. Funcionaram o desarme e aceleração para Antoine Griezmann, outro em boa noite, ou pelos lados com Marcos Llorente e Renan Lodi. Koke enfiou uma bonita bola para Llorente aos 33 minutos. O cruzamento encontrou João Félix livre na pequena área. Mas o gol foi anulado por impedimento de Llorente.

A qualidade ofensiva do Atlético de Madrid, mesmo em doses menores, apareceu no único gol da partida, aos 40. A troca de passes foi excelente antes de Félix passar de calcanhar para Griezmann. Ele deu o cruzamento para Renan Lodi, nas costas de Diogo Dalot, marcar com uma cabeçada muito firme.

O Atleti não é time de ir para cima e matar o jogo. Ele prefere controlar na defesa. Baixou suas linhas depois do intervalo e a posse de bola caiu para cerca de 35%. É o tipo de estratégia que exige dos jogadores colchoneros concentração total, organização afiada, raça e coração, e nem sempre tudo isso apareceu em uma temporada estranha em que o sistema defensivo de Simeone sofreu muito mais do que costuma.

Em Old Trafford, estava lá. Por mais fraco que tenha sido a produção ofensiva do Manchester United, por pior noite individual em que estivesse, limitar Ronaldo a nenhuma finalização é um feito daqueles. As poucas chances que apareceram não foram aproveitadas. Jadon Sancho deu um voleio bonito da esquerda, por cima do travessão, e Oblak apareceu com uma maravilhosa defesa em desvio de cabeça de Varane.

Rangnick usou o que tinha à disposição. Rashford entrou, Nemanja Matic reforçou a bola aérea, Pogba substituiu Bruno Fernandes, Edinson Cavani foi introduzido no lugar de um volante, até Juan Mata teve uns dez minutos para tentar um milagre. Nada aconteceu. O Manchester United não conseguiu fazer acontecer. E o Atlético de Madrid não deixou.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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