Champions League

Assistente que pediu autógrafo a Haaland o fez por uma boa causa: ajudar crianças com autismo

Segundo jornal romeno, Octavian Sovre trabalha desde 2015 com associação e há cinco anos coleta assinaturas para leilões

Octavian Sovre ganhou as manchetes e muitas críticas na terça-feira (7) ao ser capturado por uma das câmeras do túnel do Estádio Etihad pedindo um autógrafo a Erling Haaland após o jogo entre Manchester City e Borussia Dortmund. O motivo por trás do gesto incomum, no entanto, foi bastante nobre: ajudar a levantar fundos para uma associação que ajuda crianças e adultos com autismo na Romênia.

O pano de fundo para a cena foi revelado pelo jornal romeno Gazeta Sporturilor. Segundo a publicação, Sovre é voluntário da SOS Autism Bihor desde 2015 e há pelo menos cinco anos coleta souvenirs de partidas de que participa como árbitro assistente para levar a leilão e ajudar a financiar a associação.

Simona Zlibut, presidente da SOS Autism Bihor, saiu em defesa de Sovre após a repercussão negativa de seu gesto, com espectadores apontando falta de profissionalismo e parcialidade na ação do assistente. À Gazeta Sporturilor, Zlibut afirmou: “Este autógrafo é por uma causa nobre. Talvez as pessoas não saibam, mas o Tavi (Sovre) está diretamente engajado em apoiar a associação. Ele nos ajudou muito em todos esses anos”.

Em entrevista ao jornal romeno, Sovre afirmou que não imaginava que a cena se tornaria pública e que, desde então, avisado por sua família de toda a repercussão, não buscou ver o que estava sendo falado e escrito sobre ele.

Ao longo dos últimos cinco anos, o assistente revelou já ter coletado cerca de 250 autógrafos, nem sempre só de jogadores de futebol. “Por exemplo, nas Olimpíadas, entrei em contato com atletas de elite de outros esportes. Dali em diante, foi escalando. Todos esses autógrafos foram para os leilões”.

À Gazeta Sporturilor, Sovre contou ainda uma conversa no passado com Lionel Messi, que foi generoso em sua contribuição. “Uma situação especial para mim foi com o Lionel Messi. Conversei com ele sobre o assunto. Ele me escutou e, quando viu do que se tratava, assinou nove cartões, não um, para mim. Eu não teria pedido isso a ele, mas ele ficou impressionado quando eu lhe disse sobre as pessoas que se beneficiariam desses autógrafos.”

Apesar de sua intenção nobre, Octavian Sovre ainda pode ser punido pela Uefa por seu gesto, com o jornal inglês The Times destacando que a entidade estaria pronta para reforçar instruções aos árbitros para não pedirem autógrafos a jogadores. Esta não é a primeira vez que o assistente se vê envolvido em alguma polêmica nesta edição da Champions League. O romeno fazia parte da equipe de arbitragem cujo quarto árbitro, Sebastian Coltescu, foi acusado de racismo em duelo entre PSG e Basaksehir, na fase de grupos. Apenas indiretamente ligado ao incidente, Sovre não foi suspenso, mas acabou advertido por comportamento inadequado e forçado a participar de um programa de reeducação.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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