Champions League

Arsenal dá sorte por conservadorismo exagerado, e Atlético tem motivos para lamentar

Equipe espanhola acordou no segundo tempo e merecia melhor sorte do que empate no Metropolitano

O Atlético de Madrid buscou o empate no segundo tempo e ficou no 1 a 1 com o Arsenal nesta quarta-feira (29) pela ida da semifinal da Champions League. O Metropolitano lotado viu o mandante sair atrás após uma primeira parte muito conservadora, mas se inflamou pelo ótimo retorno após o intervalo.

Os Gunners, em 45 minutos iniciais nem tão bons, ousaram mais que os espanhóis por uma grande pressão na saída de bola. Foi assim que forçaram um erro de Julián Álvarez e conseguiram o pênalti que foi sofrido e convertido por Viktor Gyokeres.

Para a etapa final, no entanto, o Atleti se transformou. Com a surpreendente entrada do zagueiro Le Normand no ponta Giuliano Simeone, empurrando Marcos Llorente para o ataque, o time passou a sufocar cada metro que os ingleses pisavam com a bola, assustou o outro lado e precisou de dez minutos para empatar, também em penalidade, com Álvarez se redimindo.

Os Colchoneros mandaram bola na trave, tiveram duas chances cara a cara com Ademola Lookman e ficaram a detalhes de empatar. O lado espanhol teve quase 60% de posse de bola, 13 finalizações, três grandes chances e 2 gols esperados, segundo dados do “SofaScore”.

Álvarez comemora gol do Atlético de Madrid
Álvarez comemora gol do Atlético de Madrid (Foto: IMAGO / Ball Raw Images)

O Arsenal deu sorte de sair com um empate, afinal, só finalizou pela primeira vez no segundo tempo aos 39 minutos e só teve iniciativa de ter a bola na reta final de jogo, quando quase foi recompensado com um pênalti em Eberechi Eze que foi retirado pelo árbitro após consulta ao VAR. A partida de volta está marcada para próxima terça (5), no Emirates Stadium, em Londres.

Arsenal pune Atlético no fim do 1º tempo

Foi uma etapa inicial pouco agitada, de dois times que não ousaram tanto e alternaram momentos com as linhas mais altas ou mais baixas. O Atlético foi quem teve menos a bola e acabou, por muitas vezes, postado no 5-4-1 pouco agressivo.

Quando o lado espanhol atacou, conseguiu levar perigo a partir das subidas de Matteo Ruggeri. O lateral foi quem tocou para meia-lua, onde Álvarez bateu para grande defesa de Raya. Foi dele também o cruzamento para cabeçada do argentino por cima do gol.

O visitante, em geral, foi o mais perigoso na partida. Hincapié chutou por cima do gol um bom levantamento de Noni Madueke, que também incomodou com batida de fora da área que passou rente à trave. Em contra-ataque, Gyokeres conduziu do meio-campo até a linha de fundo esquerda e tocou para Martin Odegaard finalizar em cima da marcação. Tudo isso antes de abrir o placar, dois minutos antes dos acréscimos.

Jogadores do Arsenal celebram gol sobre o Atlético de Madrid
Jogadores do Arsenal celebram gol sobre o Atlético de Madrid (Foto: IMAGO / Alterphotos)

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Atleti domina etapa final até pênalti retirado

O retorno fulminante dos Colchoneros durou até cerca de meia hora. Foram várias as chances, uma dose de vacilo dos atacantes e de sorte dos ingleses. Álvarez cobrou falta na rede pelo lado de fora que fez muita gente gritar gol. Lookman, na cara de David Raya, bateu de bico no meio do gol. Na sobra, Griezmann foi bloqueado e o escanteio culminou depois na penalidade cometida por Ben White em toque de mão.

Depois do gol, ainda teve Griezmann carimbando o travessão em batida após cruzamento de Ruggeri e, na sobra da jogada, finalizando em cima da marcação. A melhor chance, porém, ficou nos pés de Lookman, que ganhou a dividada com a defesa e estava de frente para o gol, mas bateu fraco e o goleiro gunner encaixou.

O pênalti em Eze anulado e a longa demora para análise no VAR mudaram o controle do jogo. Entre os 39 e os acréscimos, o Arsenal finalizou cinco vezes. Cristhian Mosquera exigiu defesa de Jan Oblak. Em bomba de fora, Declan Rice assustou. No fim, o Atlético ainda chegou com Nahuel Molina, mas errou o alvo de novo.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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