Champions League

A magia de Mata salva o Manchester United em mais uma partida complicada na Champions

A volta do Manchester United à Champions League não tem sido um passeio no parque. Estreou na fase de grupos perdendo do PSV, fora de casa, um time com orçamento muito menor que o dos ingleses. Nesta quarta-feira, sofreu contra o Wolfsburg, em Old Trafford, mas conseguiu a vitória graças à magia de Juan Mata, que vem crescendo bastante de produção neste começo de temporada.

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Não que a anterior tenha sido ruim. Mata entrou em campo 35 vezes e marcou dez gols, uma marca razoável para um meia-atacante. Porém, está cada vez mais decisivo. Nas últimas duas partidas do Manchester United na Premier League, contribuiu com uma bola na rede e uma assistência, nas vitórias contra Southampton e Sunderland. Contra o Wolfsburg, repetiu esses números, com requintes de genialidade.

O público do Teatro dos Sonhos levou um grande susto antes dos cinco minutos do retorno da fase de grupos da Champions League para o estádio, após uma temporada em que o Manchester United não conseguiu se classificar. Caligiuri fez uma linda jogada pela direita, driblando seus marcadores com facilidade e soltou no meio. Max Kruse devolveu com um toque de primeira, que o próprio ítalo-germânico empurrou às redes.

A primeira resposta do Manchester United veio justamente pelos pés de Mata. No bico da grande área, pela direita, ele chutou colocado, e a bola havia tomado a direção que ele planejou, mas Dante se jogou para desviar de cabeça. Pelo mesmo lado da defesa, em cima do lateral esquerdo Ricardo Rodríguez, bom no apoio e nem tanto na marcação, Martial entrou na área e rolou para trás. Encontrou Rooney que tinha uma missão fácil para um jogador do seu calibre. Era só completar para o gol. O camisa 10 isolou.

Novamente pela direita no bico da grande área, Mata tentou um cruzamento, e a bola bateu na mão de Caligiuri. Pênalti. O próprio espanhol cobrou e empatou. A virada veio em uma jogada magistral de Mata. O cruzamento veio da direita e a defesa do Wolfsburg cortou. Schweinsteiger não pegou o rebote em cheio, e a bola chegou pingando para o espanhol emendar de primeira, e de calcanhar, dar um passe lindo para Smalling apenas empurrar às redes e virar o jogo.

O Wolfsburg ainda descolou duas boas chances de empatar, com Schürrle e Rodríguez, mas o Manchester United conseguiu se segurar. Não fez uma grande exibição e sofreu tanto para criar boas chances de gol, quanto para evitar as do clube alemão. Mas, no fim, prevaleceu a qualidade de Mata, que vai se tornando um jogador muito importante para Van Gaal.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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