A eficiência que fez o Atleti prevalecer, apesar do vareio de Bayern e Barça nas estatísticas
A Allianz Arena viu um massacre do Bayern de Munique. Que não necessariamente correspondeu à classificação. Independente da postura ofensiva dos bávaros, o Atlético de Madrid avançou à final da Champions League. Eficiência. O termo que melhor resume a proposta de jogo dos colchoneros precisou ser seguido à risca nos quatro últimos jogos do time da competição. Afinal, Barcelona e Bayern não são adversários que dão muita margem aos erros. Fiel à sua proposta e aproveitando muito bem suas chances, o Atleti derrubou os dois gigantes.
VEJA TAMBÉM: Copeiro como sempre, Atlético ganha mais uma chance de alcançar o sonho do título europeu
O DNA de Bayern e Barça se aproxima, a partir das ideias de Guardiola. E, se ambos prezam pela posse de bola, o Atlético precisou jogar de uma maneira ainda mais abnegada contra os adversários. Juntando os quatro jogos, sua média não passou de 25% do tempo com a bola. No segundo jogo contra os blaugranas, a posse não foi além dos 22,8%. Enquanto as duas equipes chegaram a 2746 passes, o Atleti não passou dos 951. O que, obviamente, obrigou os colchoneros a trabalharem muito defensivamente: foram 181 tentativas de desarmes, 60% a mais que os oponentes, além de 189% a mais em bolas afastadas e 107% a mais em bloqueios.
Enquanto isso, a meta de Jan Oblak não permaneceu a salvo do perigo. Nesta terça, foram 33 arremates, um recorde desde a chegada de Diego Simeone em 2011/12, bem como nove defesas do goleiro, maior marca do clube na história da Champions. O Atlético enfrentou 87 arremates de Barcelona e Bayern, enquanto efetuou 34 disparos a gol. Converteu 14,7% de suas finalizações nas duas partidas, mais que o triplo dos 4,6% dos rivais. Precisão que se escancarou com Griezmann em Munique.
Que o objetivo do Atlético de Madrid não seja buscar o gol a todo momento, o sucesso da estratégia adotada por Diego Simeone é evidente. Mas que, obviamente, também depende da qualidade do time para cumpri-la com disciplina. O empenho defensivo, somado à eficiência do ataque, eliminou dois times vistos como melhores. Que a maioria dos números ofensivos tenham sido superiores, o Atleti conseguiu prevalecer no mais importante: o placar. Assim, vai para a sua terceira decisão continental em cinco anos sob as ordens do treinador.



