Champions League

22 motivos de orgulho da Moldova (e da Transnístria) no futebol além da estreia do Sheriff na Champions

Aproveitamos a façanha do Sheriff Tiraspol para contar um pouco mais sobre a história do futebol na região

O sucesso da Moldova é relativo nesta Champions League. Pela primeira vez, a bandeira moldava tremulará na etapa principal da competição continental, tornando-se o 34° país europeu a alcançar a fase de grupos. Porém, ainda que domine o Campeonato Moldavo, o Sheriff Tiraspol não compartilha exatamente sentimentos nacionalistas. Pelo contrário, os aurinegros são uma bandeira da região separatista da Transnístria, que possui bastante autonomia em relação ao poder central e se aproxima bem mais dos russos. O próprio Sheriff se beneficia de tal status, fundado por antigos agentes da KGB e integrado numa série de relações escusas envolvendo os seus bastidores. Em consequência, levou 19 dos últimos 21 títulos na liga local.

Ainda assim, oficialmente, é a Moldova que estará representada na Champions. E, diante de tal ineditismo, aproveitamos o gancho para contar um pouco da história do futebol local. O esporte começou a ser praticado no atual território moldavo em 1910, quando ele fazia parte do Império Russo. Após a Primeira Guerra Mundial, em meio às disputas, a região da Bessarábia (onde fica a capital Chisinau e que possui ligações étnicas com os romenos) se integrou ao Reino da Romênia, enquanto a Transnístria seguiria em grande parte do tempo com a União Soviética. Assim, entre as décadas de 1920 e 1930, cidades importantes da atual Moldava participaram do Campeonato Romeno e cederam jogadores à seleção romena.

Em 1940, a Bessarábia foi anexada pela União Soviética e, junto com a Transnístria, compôs a República Soviética Moldava. A região foi palco de uma guerra com a Romênia em meio aos conflitos da Segunda Guerra Mundial, até que fosse tomada em definitivo pelos soviéticos a partir de 1944. Por conta disso, os clubes moldavos passaram a participar do Campeonato Soviético. Isso permaneceria até 1991, quando ocorreu a dissolução da URSS e a formação da Moldova como país independente – apesar dos anseios separatistas da Transnístria, que geraram um novo conflito no início dos anos 1990, resultando no status autônomo da região mesmo sem a independência completa. A partir de então, criou-se o Campeonato Moldavo e a seleção local.

Abaixo, selecionamos 22 motivos de orgulho da Moldova no futebol, passando também pelos tempos em que a região integrou a Romênia e a União Soviética. Destacamos os feitos dos clubes, dos principais jogadores e também da seleção após sua independência. Além disso, conforme a designação oficial da Uefa, os transnístrios e o restante dos moldavos compartilham a mesma lista. A vitória sobre o Shakhtar Donetsk na abertura da fase de grupos ficou de fora da contagem. Confira:

Irmãos Vâlcov, os pioneiros

As primeiras estrelas do futebol nascidas na atual Moldova foram os irmãos Colea, Petea e Volodea Vâlcov. O trio despontou no Mihai Veteazul, time bessarábio que disputava o Campeonato Romeno e chegou a duas semifinais, em 1928 e 1930. O sucesso dos irmãos os levou para o Vênus Bucareste, uma potência da liga nacional nos anos 1930, e eles foram quatro vezes campeões nacionais. Petea jogou pela seleção romena na Copa Mitropa, enquanto Colea e Volodea foram treinadores da equipe nacional. Colea ainda dirigiu Dinamo e Steaua Bucareste após a Segunda Guerra Mundial, faturando uma Copa da Romênia na casamata.

Waldemar Zaclis, campeão pelo São Paulo

Durante a década de 1920, um grande número de imigrantes da Bessarábia chegaram à América do Sul. Um deles, Waldemar Zaclis, virou jogador profissional e fez carreira em clubes tradicionais do futebol paulista – em especial o São Paulo. Zaclis nasceu em Telenesti, uma cidade que pertencia à Romênia em 1918, mas hoje faz parte da Moldova. Mudou-se ao Bom Retiro em 1924, aos seis anos, e cresceu sem tantas ligações com os moldavos ou os romenos, por suas origens judaicas. O zagueiro despontou no São Paulo em 1938 e defendeu o Tricolor até 1944. Teve a honra de estar presente na estreia de Leônidas e se destacou na conquista do Paulistão de 1943. Ainda jogaria por Palmeiras e Comercial, antes de pendurar as chuteiras precocemente para trabalhar como advogado, após se formar na USP. Zaclis faleceu em 2004, em São Paulo. Sobre sua história, vale conferir uma reportagem de 2015 feita no site O Craiovano, do amigo João Vítor Roberge.

Simatoc, a grande estrela moldava

Nicolae Simatoc, campeão no Barça

A maior figura do futebol com origem moldava é o meio-campista Nicolae Simatoc. Nascido em 1920, ele iniciou sua carreira em equipes da Romênia e da Hungria. Já na virada dos anos 1940 para os 1950, o astro do futebol local teve o gosto de jogar nas maiores ligas europeias, após deixar a Romênia por conta do regime comunista. A Internazionale abriu as portas na Itália para Simatoc, que disputou 17 partidas pelo clube na Serie A e foi vice-campeão nacional. Ele também defendeu o Brescia, antes de se transferir ao Barcelona em 1950 – onde chegou com o status de refugiado político, ao lado do lendário Lászlo Kubala. O meio-campista conquistou La Liga em 1951/52, além de ter faturado duas edições da Copa do Rei. Foram 38 partidas em duas temporadas com os blaugranas. Depois, ainda encerraria a carreira no Oviedo. Também foi treinador de equipes menores na Espanha, antes de se radicar na Austrália. Faleceu em 1978, na cidade de Sydney.

Nistru Chisinau, o representante na elite soviética

O clube moldavo mais relevante do período soviético era o chamado Nistru Chisinau. Foi a única equipe da república a disputar a primeira divisão do Campeonato Soviético. O Nistru apareceu na elite em 11 oportunidades, com seu auge entre 1956 e 1964. Foram nove participações consecutivas na competição, com destaque ao sexto lugar em sua campanha de estreia. Já em 1968, mesmo na segundona, o Nistru chegou a vencer um amistoso contra o Japão. Depois, a equipe voltaria à primeira divisão em 1974 e 1983, mas caiu logo na sequência. Após a independência, o Nistru foi rebatizado como Zimbru e dominou a nova liga. O time conquistou oito dos primeiros nove títulos do Campeonato Moldavo, até perder a hegemonia para o Sheriff Tiraspol, contra o qual sustenta uma grande rivalidade pelas questões geopolíticas.

Pavel Cebanu, a estrela soviética

O principal jogador moldavo no período soviético foi o atacante Pavel Cebanu. Nascido na atual Ucrânia, mas de origem moldava, ele atravessou a carreira inteira no Nistru Chisinau. Foram 341 partidas pelo Campeonato Soviético de 1973 a 1985, com 45 gols marcados, e duas empreitadas na primeira divisão. Curiosamente, o moldavo tinha o apelido de “Zé Maria”, em referência ao histórico lateral do Corinthians e da seleção brasileira em duas Copas do Mundo. Cebanu não chegou a defender a seleção soviética, mas foi eleito pela Uefa em 2004 como o melhor jogador moldavo nos primeiros 50 anos da entidade continental. Além disso, o veterano se tornaria depois presidente da federação moldava, permanecendo no cargo de 1997 a 2019.

Igor Dobrovolski, o filho adotivo

Dobrovolski nasceu em Odessa, mas cresceu em Tiraspol e é tratado como moldavo pela federação local. Cria do Nistru Chisinau, o camisa 10 depois estourou com o Dynamo Moscou. Nesta época, ganhou as primeiras convocações à seleção soviética, com a qual faturou o ouro olímpico em 1988 como artilheiro e ainda disputou a Copa do Mundo de 1990. Dobrovolski rodou por diferentes clubes da Europa Ocidental depois do fim da URSS. Defendeu Atlético de Madrid, Olympique de Marseille, Genoa e Fortuna Düsseldorf, entre outros. Além disso, optou pela seleção da Rússia e esteve presente na Euro 1996, após jogar a Euro 1992 com a equipe da Comunidade dos Estados Independentes. O ídolo voltou à Moldova para pendurar as chuteiras no Tiligul Tiraspol em 2004, quando iniciou a trajetória como técnico. Na casamata, Dobrovolski possui o recorde de vitórias à frente da seleção moldava e ainda foi o responsável por encerrar a hegemonia do Sheriff Tiraspol na liga nacional, no comando do Dacia Chisinau campeão em 2010/11.

Tiligul Tiraspol e o quase acesso

A principal equipe de Tiraspol no período soviético era o Tiligul. A agremiação fundada em 1938 militou nas divisões de acesso do Campeonato Soviético e por muito pouco não se tornou o segundo time moldavo na elite. A grande campanha do clube aconteceu na segundona de 1991, quando terminou com a segunda colocação e faturou o acesso. Porém, com a dissolução da União Soviética, a liga deixou de existir e o Tiligul nunca cumpriu a promoção. A equipe teve relativo sucesso após a independência, com três títulos na Copa da Moldova. Porém, fechou as portas em 2009, eclipsada pela ascensão do Sheriff.

A vitória sobre Gales em 1994

A seleção da Moldova disputou suas primeiras partidas em 1991, de maneira extraoficial, diante do fim da União Soviética. A primeira participação competitiva do país como filiado da Uefa ocorreu nas Eliminatórias para a Eurocopa de 1996. E os novatos logo registraram uma vitória imponente. Primeiro, ganharam da Geórgia, outra ex-república soviética de projeção bem maior no antigo país. Já o grande feito ocorreu com os 3 a 2 sobre Gales, em Chisinau. Os galeses eram estrelados por Gary Speed e Neville Southall, mas acabaram tomando a virada dos azarões. Os moldavos passariam longe da classificação, mas ficaram na quarta colocação da chave, em campanha respeitável para um estreante. Terminaram à frente de Gales e Albânia.

Serghei Clescenco, o maior artilheiro

Um dos primeiros nomes de destaque da seleção da Moldova após sua formação é o atacante Serghei Clescenco. Ele permanece como maior artilheiro da história da equipe nacional, com 11 gols, acumulados entre 1991 e 2006. Ídolo do Zimbru Chisinau nos anos 1990, Clescenco também rodou por diferentes clubes do exterior. Jogou na Holanda e na Rússia, embora sua melhor fase tenha acontecido em Israel, por Maccabi Haifa e Hapoel Tel Aviv. Foi, inclusive, campeão pelos dois clubes. E seu DNA permanece na seleção, já que seu filho, Nicky Clescenco, ganha as primeiras convocações aos 20 anos.

Alexandru Popovici, pioneiro na Bundesliga

Após a independência da Moldova, o primeiro jogador do país a atuar numa das grandes ligas europeias foi o atacante Alexandru Popovici. Nascido em Tiraspol, ele teve uma rápida passagem pelo Duisburg. Jogou quatro partidas na Bundesliga 1997/98 e foi vice-campeão da Copa da Alemanha. Depois, transformaria-se num andarilho da bola – jogando ainda na Rússia, na Coreia do Sul, na Ucrânia e no Azerbaijão. Pouco depois o Hamburgo também contou no meio-campo com Alexandru Curtianu, trazido do Zimbru Chisinau. Ex-jogador do Zenit e campeão da Copa da Rússia, atualmente é o técnico do Dynamo São Petersburgo.

Zimbru faz bonito na Copa da Uefa

O Zimbru Chisinau é, ao lado do Sheriff Tiraspol, o clube moldavo que mais vezes disputou as competições europeias. E os auriverdes chegaram a registrar uma boa campanha na Copa da Uefa em 1995/96. A equipe eliminou os israelenses do Hapoel Tel Aviv e os letões do RAF Jelgava, para alcançar os 16-avos de final. Porém, o Sparta Praga foi um desafio grande demais e o time moldavo perdeu os dois compromissos. Já em 2014/15, o Zimbru esteve prestes a disputar a fase de grupos da Liga Europa. Superou nas preliminares Shkëndija, CSKA Sofia e Grödig. O problema veio na última etapa, contra o PAOK. Os moldavos até venceram a ida por 1 a 0, mas tomaram de 4 a 0 na Grécia e ficaram de fora.

Zimbru Chisinau dá trabalho na Champions

Além disso, pouco antes da ascensão do Sheriff Tiraspol, por duas vezes o Zimbru Chisinau quase chegou à fase de grupos da Champions League, parando na última etapa qualificatória. A primeira tentativa aconteceu em 1999/00. Os auriverdes superaram St. Patrick’s Athletic e Dinamo Tbilisi, antes do duelo com o PSV. Após o empate em Chisinau, a derrota por 2 a 0 em Eindhoven encerrou o sonho dos azarões. Já em 2000/01, o Zimbru de novo superou as duas primeiras fases, contra KF Tirana e Maribor. Contudo, pegaria o Sparta Praga de novo e perderia os dois compromissos por 1 a 0.

As Eliminatórias da Euro 2008

A Moldova disputou 68 partidas por Eliminatórias da Eurocopa, com 12 vitórias. O melhor desempenho foi registrado na campanha rumo à Euro 2008, com três vitórias e três empates em 12 partidas. A equipe ainda ficou a 12 pontos de conquistar a classificação, mas conseguiu ótimos resultados. Os moldavos chegaram a derrotar a Bósnia em Sarajevo, empataram com a Turquia em Chisinau e enfiaram 3 a 0 sobre a Hungria também em Chisinau. O treinador da equipe na época era Igor Dobrovolski.

Sheriff bota a Moldova na Liga Europa

O Sheriff Tiraspol por duas vezes chegou na última fase preliminar da Champions League na virada da década passada. Consolidado como força hegemônica na Moldova, a equipe aprontou além das fronteiras. Em 2009/10, o Sheriff eliminou Inter Turku e Slavia Praga. Pegaria o Olympiacos na fase decisiva e perderia os dois jogos. Já em 2010/11, as vítimas foram Dinamo Tirana e Dinamo Zagreb. O problema ocorreria contra o Basel, que também bateu os transnístrios nos dois encontros. Ao menos, ambas as campanhas valeram as participações inéditas na fase de grupos da Liga Europa.

A vitória sobre Montenegro em 2013

Em Eliminatórias para a Copa do Mundo, a seleção da Moldova disputou 62 partidas, mas soma apenas cinco vitórias. As duas primeiras aconteceram contra Azerbaijão e Belarus, enquanto os moldavos também derrotaram duas vezes San Marino. E foi no qualificatório para o Mundial de 2014 que o país conquistou seu grande resultado na competição. Na última rodada, Montenegro ainda tinha mínimas esperanças de classificação e teve suas chances encerradas pela Moldova. Os visitantes ganharam por 5 a 2 em Podgorica, com destaque aos dois gols de Alexandru Antoniuc, na época meia do Rubin Kazan e que hoje defende o Milsami Orhei. Já o treinador era Ion Caras, figura histórica do Nistru Chisinau nos tempos de jogador.

O Zimbru Chisinau de 1959

Alexandru Epureanu, centenário na seleção

O zagueiro Alexandru Epureanu está entre as maiores figuras da história da seleção da Moldova. Formado pelo Zimbru Chisinau, ele defendeu o Sheriff Tiraspol, antes de rodar pelo exterior. Teve uma passagem destacada especialmente pelo Dynamo Moscou, antes de se tornar um símbolo do Istambul Basaksehir. O beque supera as 200 partidas pelo clube turco e participou da conquista recente da Süper Lig. Capitão da seleção, é o recordista em partidas e o primeiro atleta a chegar aos 100 jogos com a equipe nacional. Ainda foi eleito cinco vezes o Jogador Moldavo do Ano, um recorde na premiação.

Alexandru Gatcan, capitão do Rostov

Uma das estrelas moldavas que atuaram no Campeonato Russo é o meio-campista Alexandru Gatcan. O volante até passou pelo Spartak Moscou e pelo Rubin Kazan, mas seu ápice aconteceu mesmo com o Rostov. Foram 11 anos com os auriazuis, superando os 300 jogos e disputando até Champions League. Permaneceu como capitão do clube, foi campeão da Copa da Rússia e recebeu o prêmio de jogador do ano na Moldova em quatro oportunidades. Aposentado na última temporada, o veterano acumulou 63 aparições pela seleção.

Artur Ionita, referência na Serie A

O jogador de Moldova com a carreira mais estabelecida nas grandes ligas europeias é o meio-campista Artur Ionita. Cria do Zimbru Chisinau, ele passou com destaque pelo Aarau na Suíça, antes de desembarcar na Itália. Ionita acumula sete anos defendendo equipes da Serie A e da Serie B. Primeiro vestiu a camisa do Verona, depois defendeu o Cagliari por quatro temporadas e desde 2020 está no Benevento. Já pela seleção principal, o meio-campista acumula 55 aparições desde 2009.

As primeiras vezes do Sheriff na Liga Europa

As duas primeiras campanhas do Sheriff Tiraspol na Liga Europa não impressionaram tanto. A equipe passou distante de se classificar, embora tenha arrancado pontos de adversários mais tradicionais. Em 2009/10, os transnístrios derrotaram o Twente, além de empatarem as duas contra o Steaua Bucareste. Já em 2010/11, ganharam do Dynamo Kiev em casa e empataram fora, além de arrancarem um empate contra o AZ. Nada suficiente à sobrevivência aos mata-matas, entretanto.

Sheriff a um ponto dos mata-matas da Liga Europa

O Sheriff Tiraspol voltou mais duas vezes à Liga Europa depois disso. Em 2013/14, a equipe sucumbiu ao Dinamo Zagreb nas preliminares da Champions, mas derrotou o Vojvodina e chegou ao Grupo K do torneio secundário. Venceu o Tromso e arrancou ainda dois empates contra o Anzhi, apesar das derrotas contra o Tottenham. Já em 2017/18, eliminado pelo Qarabag na Champions, o Sheriff despachou o Legia Varsóvia para chegar à Liga Europa. Passou perto dos mata-matas, dessa vez. Foram oito pontos conquistados, com vitórias sobre Lokomotiv Moscou e Fastav Zlín. Porém, com o mesmo número de pontos do Copenhague, o Sheriff acabou eliminado na briga pela segunda colocação por causa da desvantagem no confronto direto com os dinamarqueses.

Milsami Orhei a um triz da Liga Europa

Um dos raros clubes a desafiar o Sheriff Tiraspol desde o início de sua dinastia é o Milsami Orhei. O time fundado em 2005 foi um dos únicos, ao lado do Dacia Chisinau, a conquistar o Campeonato Moldavo em meio à sequência de títulos do Sheriff. E o clube de Orhei não fez feio na Champions League de 2015/16, depois de levar sua taça. O Milsami foi capaz de eliminar o Ludogorets Razgrad com duas vitórias. Porém, sucumbiria ao Skënderbeu na rodada seguinte e também não conseguiu chegar à fase de grupos da Liga Europa, batido na última fase qualificatória pelo Saint-Étienne.

A façanha rumo à Champions

A campanha do Sheriff Tiraspol nas preliminares desta Champions foi espetacular. A equipe permaneceu invicta e tirou adversários de peso. Primeiro, vieram vitórias duplas contra Teuta e Alashkert nas fases inaugurais. As proporções do feito aumentaram contra o Estrela Vermelha, em que o empate em Belgrado antecedeu a vitória em Tiraspol. Não bastasse tirar um adversário acostumado ao torneio nos últimos anos, depois o Sheriff eliminou categoricamente o Dinamo Zagreb, que vinha de ótimos desempenhos internacionais. Enfiou 3 a 0 em Tiraspol e segurou o 0 a 0 na Croácia que consumou a história.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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