Europa

Capitão Ibra

Zlatan Ibrahimovic é um quebra-cabeça. Que o sueco é um dos principais atacantes do futebol mundial na atualidade, ninguém discorda. Mas algumas peças não se encaixam. Brilhante na Juventus e na Internazionale, não foi mais que razoável no Barcelona. Mesmo custando € 69 milhões ao Barça, acabou emprestado ao Milan para não ser reserva de Pedro Rodríguez e David Villa – e com o preço de seus direitos fixados em € 24 milhões, bem menos da metade do valor pago pelos catalães.

De volta ao calcio para ser campeão italiano novamente (ao menos no campo, pela sexta vez), Ibrahimovic não conseguiu repetir na Champions League o mesmo padrão de atuações que se acostumou a ter na Itália. Foi discretíssimo no confronto contra o Tottenham, quando o Milan mais precisava de seus gols e presença de área. Não se trata exatamente de uma novidade: suas exibições opacas em copas européias vêm desde os tempos de Juve e Inter.

Pela Suécia, jamais conseguiu se transformar na referência que sua reputação o obriga a ser. Por anos, a seleção sueca se acostumou com a liderança técnica de Henrik Larsson. Com sua aposentadoria, a expectativa era de que Ibrahimovic assumisse essa posição, até mesmo por ter um peso ainda maior que o de seu ex-colega no futebol mundial. Mas, pelo contrário, colecionou problemas disciplinares, discussões com o ex-técnico Lars Lagerbäck e até períodos de afastamento.

Entretanto, com a troca de comando e a chegada de Erik Hamrén, a situação parece estar mudando. Em seu retorno às convocações, Ibrahimovic ganhou um voto de confiança do novo treinador ao receber a faixa de capitão. E na última quarta-feira, brilhou contra a Finlândia, marcando três vezes no massacre sueco por 5-0. O atacante do Milan não anotava um hat-trick em partida internacional desde 2004, quando fez quatro gols num 7-0 sobre Malta, válido pelas eliminatórias européias para a Copa de 2006.

Mais que os gols, sua postura em campo mudou, lembrando em nada o Ibrahimovic burocrático e displicente que a Europa se acostumou a ver em partidas recentes da seleção sueca.

Ibra não é mais um garoto. Completará 30 anos em outubro, o que para um jogador de futebol significa a entrada nos últimos anos de carreira. Se tiver ambição de atingir algum feito relevante com a camisa sueca, a Eurocopa de 2012 e o Mundial do Brasil serão, provavelmente, suas últimas chances. A Suécia e o futebol agradecem.

Suécia goleia duas vezes

A fase positiva de seu principal jogador ressalta o bom momento que vive a seleção sueca. Pelo Grupo E das eliminatórias para a Euro-2012, foram mais duas vitórias: 4 a 1 na Moldávia (fora de casa) e o citado 5 a 0 na Finlândia, em Solna. Com cinco vitórias em seis jogos, a equipe abre boa vantagem para a Hungria, terceira colocada na tabela, e segue três pontos atrás da líder Holanda – com um confronto direto a ser jogado em mando sueco.

É pouco provável que a seleção laranja tropece diante de San Marino, Finlândia e Moldávia, o que pode transformar a partida entre ambas, marcada para a última rodada, num jogo para cumprir tabela. Porém, a segunda vaga do grupo parece ser sueca e um adversário acessível nos playoffs de classificação pode valer a vaga, reavendo a frustração pela má campanha nas eliminatórias para a Copa da África do Sul.

Noruega endurece, mas perde a liderança para Portugal

Como era de se esperar, Noruega e Portugal fizeram uma partida equilibrada em Lisboa, valendo a liderança do Grupo H. Jogando fora de casa, a equipe de Egil Olsen quase abriu o placar logo no primeiro minuto de jogo. Depois, os portugueses passaram a pressionar em busca do gol, com a Noruega levando perigo nos contra-ataques. Portugal apresentava dificuldades para vencer o sistema defensivo norueguês e o primeiro tempo terminou com o placar em branco.

No começo da segunda etapa, Hélder Postiga marcou o gol que daria a vitória e a liderança do grupo ao time de Cristiano Ronaldo. A seleção portuguesa ainda teve oportunidades de ampliar, mas esbarrou na boa atuação do goleiro Rune Jarnstein.

Dinamarca vence e embola Grupo H

Ainda pelo Grupo H, a Dinamarca viajou até Reikjavik e venceu a Islândia por 2-0, gols de Lasse Schone e Christian Eriksen – que marcou pela primeira vez pela seleção dinamarquesa.

A vitória esperada embola de vez a classificação da chave, com Portugal, Dinamarca e Noruega num tríplice empate, cada um com dez pontos. Nos critérios de desempate (confronto direto), Portugal lidera, com a Noruega em segundo e a Dinamarca em terceiro. Promessa de equilíbrio até as últimas rodadas.

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Equipe Trivela

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