Campeão do mundo e surpresa: Cinco técnicos livres no mercado para a temporada 2026/27
A próxima temporada pode ter mudanças curiosas nos comandos técnicos das equipes na Europa
Com o fim da temporada europeia após a decisão da Champions League entre Arsenal e Paris Saint-Germain, no próximo sábado (30), diversos treinadores ficarão livres no mercado. E o planejamento de alguns clubes europeus para a campanha de 2026/27 passa também por apontar um novo comandante.
De Didier Deschamps, campeão do mundo com a França e que disputará a Copa do Mundo de 2026 antes de deixar a seleção, a Andoni Iraola, que levou o Bournemouth de Rayan à Europa League, listamos cinco técnicos livres que podem assumir novos trabalhos na próxima temporada.
Antonio Conte
De forma surpreendente, o histórico técnico italiano anunciou ao fim da campanha da Serie A que deixa o Napoli já nesta semana. Depois de dois anos, um título da liga e um fim em que cita um clube “seu união e harmonia internamente”, Conte agora está livre no mercado.
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Um dos grandes nomes da sua geração, Conte deixa o Napoli com uma temporada de vice-campeão após o título italiano. Ele assumiu o clube depois de um 10º lugar em 2023/24, que veio logo após o histórico título com Luciano Spalletti.
Com passagens históricas por Juventus, Inter de Milão e Chelsea, além de dois anos com a seleção italiana, o treinador de 56 raramente fica mais de dois anos em um clube — apenas uma vez, com a Juventus. É um técnico que se adaptou após conquistar títulos com times mais verticais e com segurança defensiva, e construiu trabalhos agressivos e ofensivos com diferentes tipos de jogadores.
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Andoni Iraola
Antes mesmo de concluir um trabalho excelente com o Borunemouth, Iraola já havia anunciado que deixaria o clube ao fim da temporada. E ele entregou o time como participante da Europa League na primeira vez nos 127 anos de história do clube.
Andoni Iraola entrega o Bournemouth em sexto lugar, invicto nas últimas 18 rodadas e classificado para a Liga Europa, primeira competição continental de sua história.
Curioso para ver seu próximo passo.pic.twitter.com/heESJSTh9H
— Leonardo Bertozzi (@lbertozzi) May 24, 2026
O espanhol encerra sua passagem de três anos com um aproveitamento muito semelhante ao de outros trabalhos, como nos três anos anteriores no Rayo Vallecano: “apenas” 47,7%. A forma como o time joga, no entanto, é o que mais chama a atenção para futuras oportunidades.
Já cotado em grandes, Iraola fez do Bournemouth uma equipe elétrica: pressiona forte, verticaliza rápido e abusa em transições, sem deixar o time defensivo. O Bournemouth flertou com a liderança no início da Premier League e, mesmo perdendo força no meio da temporada, encerrou o ano em alta — assim como seu treinador.
Didier Deschamps
O atual treinador da seleção francesa disputará sua quarta Copa do Mundo como técnico, depois de vencê-la em 1998 como jogador. Campeão do mundo em 2018 e finalista em 2022, o time de Deschamps é mais uma vez favorito ao Mundial.
Com uma safra histórica no futebol francês, o ex-volante levou o time a grandes resultados, mas também com um estilo de jogo de domínio da bola, com atacantes versáteis, trocas de posições e muita criatividade. Claro, seria difícil reunir tanto talento e emular esse estilo no futebol de clubes.
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Mesmo que seja há mais de uma década, Dechamps teve experiências muito positivas em clubes. Treinou o Monaco por quatro anos e foi finalista da Champions League em 2004 e assumiu a Juventus rebaixada para a Serie B por conta do Calciopoli em 2007, sendo campeão da segunda divisão mesmo com nove pontos de dedução.
Seu último trabalho em clubes foi no Olympique de Marseille, de 2009 a 2012, onde foi campeão da Ligue 1, tricampeão da Copa da Liga Francesa e bicampeão da Supercopa da França.
Rúben Amorim
Um nome polêmico, mas que ainda deve ter mercado, Amorim teve uma passagem histórica no Sporting, fazendo o clube voltar a ser campeão português e chamando a atenção dos grandes centros. Até ir para o Manchester United.
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Na Premier League, o lusitano parecia ter chegado como alguém para ser casca dura e resolver lacunas de um elenco “torto”. Impôs seu 3-4-2-1 de sucesso no Sporting e tomou decisões curiosas, como deixar Casemiro no banco e recuar Bruno Fernandes para a posição de volante. O esquema nunca pareceu dar certo.
Ainda assim, Amorim pareceu ceder e mudou para um 4-2-3-1 no fim de sua passagem. É um treinador com ideias claras, campeão e com repertório, mas que pode ter tido algumas chances minadas por conta de uma passagem ruim em Old Trafford.
Oliver Glasner
Campeão da FA Cup e da Community Shield com o Crystal Palace, Oliver Glasner surpreendeu em sua passagem pela Premier League — mesmo que a atual temporada não tenha sido tão positiva.
Oliver Glasner turned us from a joke club finishing 12th every year to a European finalist with two trophies in the space of 24 months.
He is our greatest-ever manager.#CPFC pic.twitter.com/CFKh4x5gNc
— The Palace Way (@ThePalaceWay) May 24, 2026
Mesmo perdendo grandes nomes ao longo de seus dois anos no Palace, como Eberechi Eze, Michael Olise e Marc Guéhi, o austríaco montou um time competitivo com nomes menos badalados e se mostrou um grande “copeiro”.
Teve boa campanha na Conference League com o Palace e chegou a vencer a Europa League com o Eintracht Frankfurt em 2021/22. Teve grande passagem pelo LASK, da Áustria, antes de fazer bons trabalhos no Wolfsburg e Frankfurt. Seu 3-4-2-1 agressivo e vertical, além do sucesso internacional, podem chamar a atenção de clubes maiores na próxima temporada.