Europa

Brondby desenvolve chama que não queima para torcida fazer shows pirotécnicos com segurança

A festa de aniversário de 50 anos do Brondby teve um espetacular show pirotécnico da sua torcida. Espetacular e perigoso. Como em muitos cantos da Europa, os dinamarqueses desafiam as leis que proíbem chamas nos estádios de futebol para fazer a sua festa. O clube tenta de todas as maneiras controlar a entrada dos itens proibidos, mas é uma tarefa ingrata e as multas da Federação Dinamarquesa e da Uefa chegam com frequência. A solução? Bem, se não pode vencê-los, junte-se a eles.

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O Brondby, em parceria com a federação e grupos de torcedores, está há um ano tentando desenvolver uma chama que seja segura e que cumpra os requisitos das leis dinamarquesas para que os seus torcedores possam fazer a sua festa livremente e sem o risco de sanções financeiras por parte das autoridades. À frente do projeto, está o pirotécnico Tommy Cordsen.

A ideia é conciliar três interesses: a segurança de todos os presentes no estádio; o desejo dos torcedores de fazer shows pirotécnicos; e, obviamente, a legislação. A missão ainda não foi cumprida, mas o Brondby anunciou em seu site oficial que conseguiu chegar a um produto preliminar: uma chama que queima em baixa temperatura e, portanto, não machucaria ninguém.

Quem conta é o representante de segurança do clube, Lasse Bauer. “Os novos fogos de artifício, quando ficarem prontos, poderão ser usados nas arquibancadas e estarão disponíveis em diferentes cores para igualar as cores dos clubes”, afirma. “A temperatura do produto é tão baixa que você pode passar a mão pelas chamas. O projeto tem que ser visto como um primeiro passo na direção de resolver o problema que temos com pirotecnia hoje em dia e o desenvolvimento de produtos pirotécnicos ainda melhores em longo prazo”.

Tommy Cordsen, a mente por trás do projeto, afirma que, no entanto, as novas chamas também não queimam com a mesma força que as tradicionais velas romanas, que são usadas pelos torcedores em seus shows pirotécnicos. “Com os recursos e técnicas que temos disponíveis na indústria pirotécnica atual, não conseguimos chegar a uma luminescência tão forte em baixa temperatura, mas estamos muito satisfeitos com os resultados que alcançamos até agora, porque eles dão aos torcedores de futebol novas oportunidades”, explicou.

O trabalho em busca de um produto perfeito continua, assim como as discussões para legalizar os shows pirotécnicos, mas o mais importante dessa história é a postura do clube, que entendeu a necessidade dos seus torcedores e colocou a mão na massa para auxiliá-los em vez de lavar as mãos diante da proibição. Ficou ao lado de sua torcida e não ao lado das autoridades.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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