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Bicho, só que ao contrário: presidente do Olympiacos multou o elenco pela queda na Liga Europa

Quem acompanha o noticiário internacional sabe como é pesada a crise econômica vivida na Grécia. Problemas que também afetam de maneira impetuosa os clubes, a maioria absoluta com altas dívidas e salários atrasados. A exceção é o Olympiacos, uma ilha em meio ao caos graças ao magnata que o banca. Entretanto, Evangelos Marinakis prefere ele mesmo impor a crise aos seus jogadores. Após a eliminação para o Dnipro nos 16-avos de final da Liga Europa, o dirigente decidiu punir o elenco em 500 mil euros. Uma espécie de “bicho inverso”, talvez desculpa para aliviar as próprias finanças.

VÍDEO: Invasão antes do jogo e sinalizadores atirados: a tensão tomou conta do clássico grego

O dinheiro deverá ser retirado da própria folha de pagamentos da equipe. No entanto, há uma brecha sobre a legalidade da decisão, que deve permitir aos atletas entrarem na justiça contra o patrão. O Olympiacos venceu apenas um de seus últimos seis jogos, perdendo o clássico contra o Panathinaikos na visita a Atenas. Atualmente, o Campeonato Grego está paralisado por decisão do governo, após a violência da torcida alviverde contra policiais e jogadores adversários no dérbi.

“Este é o maior clube grego e, para vocês, é uma honra representarem esta equipe. Devem respeitar e honrar o Olympiacos. Se alguém tiver algum problema ou não quiser ficar, que tenha coragem de assumir e vá embora”, afirmou Marinakis, em reunião com o elenco após a eliminação. O cartola também exigiu os títulos da copa e da liga nacional.

Magnata do ramo da navegação, Marinakis possui uma fortuna estimada em 1 bilhão de euros. Além disso, a posição na presidência do Olympiacos desde 2010 o ajudou a ascender na política de Pireu. O dirigente já foi acusado de se envolver com manipulação de resultados, de intimidar árbitros e de financiar os setores mais violentos da torcida alvirrubra. No último clássico, a torcida do Panathinaikos estendeu uma faixa acusando-o de traficar heroína.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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