Armênia vive a melhor noite da história de sua seleção
A seleção da Armênia não possui tantos anos de existência. A antiga república soviética disputou sua primeira partida internacional em 1992, acumulando 153 aparições desde então. E nenhuma das 36 vitórias conquistadas pelos armênios foi tão emblemática quanto a desta terça-feira. Em Copenhague, a equipe atropelou a Dinamarca por 4 a 0, igualando a maior goleada de sua história – registrada antes sobre Eslováquia e Andorra.
Próxima de conquistar uma vaga na repescagem da Euro 2012, a Armênia não vai tão bem nas Eliminatórias da Copa de 2014. Com o triunfo sobre os dinamarqueses, a seleção chega aos seis pontos em seis rodadas. É a quarta colocada no Grupo C, a oito pontos da Itália, quatro da Bulgária e três da República Tcheca. As chances existem, mas a tabela é complicada, guardando jogos fora de casa contra italianos e tchecos. Além disso, o país também recebe os dinamarqueses e os búlgaros.
A goleada sobre a Dinamarca, de qualquer forma, é um grande sinal da evolução dos armênios. Antes desse jogo, a seleção tinha vencido apenas quatro jogos por Eliminatórias da Copa: dois contra a inexpressiva Andorra, um contra Albânia e outro em cima da Bélgica. A geração atual, encabeçada por Henrikh Mkhitaryan, é boa e tem margem para se desenvolver – dos 11 titulares contra os escandinavos, apenas quatro têm mais de 25 anos.
Enquanto isso, os dinamarqueses precisam se refazer do pesadelo. A equipe fez ótimo papel na Euro 2012 e só tinha perdido para a Itália, em Milão, nas eliminatórias. A pane de Copenhague é a pior derrota do país desde os 4 a 0 sofrido ante a Irlanda, em 2007 e a mais acachapante em Eliminatórias desde 1973, quando levou 6 a 0 da Tchecoslováquia. Não à toa, o tarimbado técnico Morten Olsen assumiu a culpa pelo vexame e o classificou com seu “pior dia desde que começou a trabalhar com futebol”.
A sorte dos dinamarqueses é que a vida não é tão complicada quanto parece. A seleção também soma seis pontos nas eliminatórias, atrás da Armênia pelo saldo de gols. Pela frente, recebe a Malta e a Itália, enquanto joga fora novamente contra Malta e Armênia. E este pode ser o susto necessário para acordar a Dinamarca para uma arrancada a sua quinta Copa do Mundo.



