Europa

Árbitro turco invade entrevista de técnico para pedir desculpa por erro decisivo

O árbitro Deniz Coban protagonizou uma cena bastante inusitada na TV turca na noite desta segunda-feira. Responsável por apitar o confronto entre Kasimpasa e Rizespor, Coban influenciou diretamente o resultado do jogo, assinalando um pênalti inexistente no fim do jogo. Após o apito final, tendo constatado o erro, o árbitro interrompeu a entrevista do técnico do Kasimpasa, prejudicado pela decisão, e fez possivelmente o pedido de desculpa mais sincero que você já viu no futebol.

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O Kasimpasa vencia o Rizespor por 1 a 0, mas, aos 52 do segundo tempo, o Rizespor chegou ao gol de empate em cobrança de pênalti. O problema é que o árbitro foi ludibriado no lance em que assinalou a penalidade. Precisando do resultado, o atacante Leonard Kweuke se atirou no gramado e conseguiu enganar o árbitro, convertendo ele mesmo o pênalti e causando ainda a expulsão do goleiro Koray Altinay.

Após a partida, Riza Calimbay, técnico do Kasimpasa, concedia entrevista a um repórter de TV, ao vivo, quando foi interrompido por Coban. “Peço desculpa a você, ao time do Kasimpasa, ao time do Rizespor, à Federação Turca e também ao comitê de arbitragem e tenho que considerar meu futuro depois disso”, afirmou o árbitro.

Surpreso pela atitude de Coban, Calimbay observou atentamente o árbitro e demonstrou compreensão, pedindo que o profissional não deixasse o futebol por causa de um erro e afirmando que ele servia como exemplo para o esporte. “Todos cometemos erros, mas o fato de que você tenha tido a coragem de vir aqui e admitir o erro é digno de muito respeito. Não fale em deixar a profissão, o esporte precisa de mais pessoas como você”, respondeu o treinador.

Erros sempre acontecerão no futebol e podem no máximo ser minimizados com a implementação de novas tecnologias que auxiliem os árbitros. É algo com que os fãs e os profissionais do esporte precisam saber lidar. A nobreza nos gestos de Coban, de pedir desculpa, e no de Calimbay, de demonstrar ponderação e transigência com o árbitro, é um ótimo exemplo de como lidar com a questão, nunca resolvida em discussões acaloradas.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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