Europa

A Itália teve um melancólico amistoso neste domingo e perdeu da Áustria, com bomba de Alaba em cobrança de falta

Alaba e Schlager marcaram os gols no jogo que encerrou o ano da Itália

A ausência da Itália na Copa do Mundo é melancólica por si. Não bastasse isso, os azzurri se viram obrigados a entrar em campo no dia da abertura do Mundial. O amistoso com a Áustria neste domingo já estava marcado quando a Fifa alterou a data de Catar x Equador e a televisão local não aceitou a proposta da federação italiana para antecipar o jogo para o sábado. O motivo? Por mais bizarro que pareça, a RAI não quis perder a audiência da “Dança dos Famosos”. Para piorar, a equipe de Roberto Mancini sequer venceu. Os austríacos anotaram 2 a 0 em Viena, com direito a um gol de falta de David Alaba.

A Itália ainda escalou vários nomes importantes em seu 11 inicial. Gianluigi Donnarumma, Leonardo Bonucci, Marco Verratti e Nicolò Barella estavam presentes. Ralf Rangnick também contou com suas estrelas e se deu melhor. O primeiro gol saiu aos seis minutos, num contra-ataque. Marko Arnautovic acelerou e Xaver Schlager mandou para dentro. Já aos 35, Alaba concluiu a vitória. Numa falta de muito longe, o capitão soltou a pancada e Donnarumma chegou atrasado. A bola foi forte, mas entrou no meio do gol. Os italianos contaram com Federico Chiesa e Nicolò Zaniolo no segundo tempo, mas a pressão não deu resultado.

A derrota para a Áustria encerrou uma sequência de três vitórias da Itália, que havia feito 3 a 1 na Albânia em outro amistoso desta Data Fifa. A Azzurra agora só volta a campo em 2023. Disputará as eliminatórias da Euro 2024, num grupo que inclui Inglaterra, Ucrânia e a temida Macedônia do Norte. Além disso, também se garantiu nas semifinais da Liga das Nações.

https://www.youtube.com/watch?v=uU4VzhU1UUM

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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