Estados Unidos

Yellow Submarine na MLS

O grande nome deste início de temporada 2008 da MLS é a equipe do Columbus Crew. A equipe amarela de Ohio tem a melhor campanha entre os 14 times da liga, e é líder isolada da Conferência Leste, somando 15 pontos em 6 jogos, com 5 vitórias e uma derrota. Nesta última semana o Columbus derrotou o KC Wizards por 2×1.

O Crew é um time operário. A começar pelo escudo, que mostra 3 trabalhadores da construção civil, e pelo nome, que é uma homenagem aos trabalhadores da região de Columbus (Columbus é a cidade e Crew quer dizer grupo de trabalhadores). Além disso, o lema do time é “trabalhar duro, jogar mais duro ainda”. E é operário também na tradição. O Crew ganhou apenas uma US Open Cup em 2002 e o Supporters’ Shield (melhor campanha da temporada regular) em 2004, mas nunca sequer chegou a disputar a MLS Cup e desde 2004 não chega aos playoffs. E também desde 2004 que o Crew não liderava a Conferência Leste.

Este ano, no entanto, a equipe dirigida pelo alemão Sigi Schmid parece que pode repetir a boa campanha de 2004 e finalmente voltar aos playoffs. A grande estrela do time é o veterano atacante argentino Guillermo Barros Schelotto. Schelotto, que no último domingo completou 35 anos, é um dos líderes da equipe e tem contribuído não só marcando gols, mas principalmente com assistências.

Outro destaque do Crew é o capitão Frankie Hejduk. O jogador, com passagens pelo Bayer Leverkusen (ALE) e pela seleção norte-americana, é o ponto de referência da defesa e, ainda mais do que Schelotto (também em função do idioma), exerce a liderança sobre o time. E o Crew conta ainda com o bom atacante venezuelano Alejandro Moreno, que também joga na seleção da Venezuela. Além deles, temos ainda como destaque o defensor inglês Andy Iro, e o meio-campo norte-americano Danny O’Rourke. Finalmente, a equipe tem em seu elenco mais dois argentinos e dois brasileiros: o atacante Guilherme Só, que veio do Brasil de Pelotas (RS), e o meio-campo Stefani Miglioranzi, que nunca jogou no Brasil, apenas na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Com essa boa mistura de experientes jogadores de diferentes partes do mundo, o Crew espera provar que o trabalho duro vale a pena, e que uma equipe operária pode chegar aos degraus mais altos da MLS, com a conquista da MLS Cup. Como o igualmente amarelo Villareal, que este ano surpreendeu na Espanha, o Crew quer ser o amarelo surpresa da liga americana. Os torcedores, por sua vez, esperam que esse submarino amarelo também faça sucesso e se mantenha na superfície, sem afundar.

Não é só o Crew

Justiça seja feita. Apesar da ótima campanha do Columbus Crew neste início de 2008, outro destaque deve ser dado ao Chicago Fire, igualmente brilhante neste começo de temporada.

Os ‘Men in Red’ estão em segundo lugar na Conferência Leste com 13 pontos, e somam 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Nesta semana a vítima foi novamente o arqui-rival NE Revolution, e o Fire mais uma vez goleou, agora por 3×0. O craque da equipe é o veterano mexicano Cuauhtemoc Blanco, que tem feito valer a pena o investimento com gols e assistências.

Assim, o Fire vem também em um ótimo começo de temporada, e está na espera apenas de um tropeço do Crew para alcançar a liderança. O Fire ainda leva a vantagem de ser um time com mais tradição do que o Crew, tendo chegado aos playoffs todos os anos que disputou a liga, exceto em 2004, além de ter um título da MLS Cup, 4 da US Open Cup e 3 Supporters’ Shield. E, quando vier a hora da decisão, a tradição da camisa pode pesar.

E a gangorra continua a balançar…

Conforme já havíamos discutido aqui há algumas semanas, o campeonato da MLS deste ano apresenta alguns times bem instáveis, alternando vitórias e derrotas sem apresentar um padrão definido. Tirando os líderes da Conferência Leste e os lanternas, todos os demais times estão em algum grau nessa situação de gangorra.

Pelo lado Leste, KC Wizards, NE Revolution e Toronto FC são os maiores exemplos. Wizards e Revolution continuam com seus altos e baixos, somando até agora 3 vitórias, 3 derrotas e 1 empate em seus 7 jogos. A diferença é que o Toronto tem 6 jogos, e então apenas 2 derrotas.

No Oeste os maiores exemplos são Colorado e Galaxy. O Colorado, que aliás é o líder da Conferência, tem 3 vitórias e 3 derrotas em 6 jogos. E, assim como o NE Revolution, são vitórias e derrotas intercaladas. O badalado Galaxy tem melhor distribuição, mas a mesma inconsistência: 2 vitórias, 2 derrotas e 2 empates, mas também sem repetir o mesmo resultado em duas partidas seguidas.
 

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