Estados Unidos

Voando para os play-offs

Na última sexta, o Home Depot Center serviu de casa para um dos jogos mais aguardados da MLS. O Los Angeles Galaxy, de David Beckham e Landon Donovan, recebeu o New York Red Bulls, de Rafa Marquez, Juan Pablo Angel e Thierry Henry, que não jogou devido a uma lesão explicada na última coluna. O que era previsto como um duelo dos jogadores designados foi resolvido por detalhes bem menores que os salários deles.

O New York levou um 4-4-1-1 a campo com Juan Pablo Ángel no comando de ataque, enquanto o recém adquirido Mehdi Ballouchy jogava logo atrás, buscando encostar no atacante colombiano. Às vezes, o esquema virava um 3-5-2, quando Rafa Márquez se juntava aos dois zagueiros centrais Tim Ream e Carlos Mendes, liberando espaço para os alas Carey Tally e Roy Miller atacarem.

Enquanto isso, o Los Angeles Galaxy foi escalado em um tradicional 4-4-2 com David Beckham e Landon Donovan como wingers. O inglês tinha mais mobilidade, ajudando na defesa e dando espaço para Sean Franklin fazer ultrapassagens quando o time estava no ataque. Já o americano encostava mais nos dois atacantes, Edson Buddle e Jovan Kirovski. Mas o grande problema foi Bruce Arena ter escalado Leonardo e Yohance Marshall, dois jovens inexperientes, na zaga, já que Omar Gonzalez estava suspenso e Gregg Berhalter lesionado.

Durante o início do jogo, o New York manteve a posse de bola, enquanto o Galaxy pressionava o adversário a fim de recuperar a bola e sair no contra-ataque, a grande força do time californiano. Mas o Galaxy não conseguiu aproveitar os espaços que haviam nos lados, devido à mudança para o 3-5-2 dos touros vermelhos. Faltou velocidade na transição entre a defesa e o ataque.

Tudo começou a mudar quando Hans Backe forçou seus atacantes a jogarem em cima dos jovens defensores do Los Angeles. A recompensa pela mudança veio quando Joel Lindpere deixou Leonardo pra trás e acertou a trave. No rebote, a bola sobrou para o veloz jamaicano Dane Richards, que só empurrou para o gol.

No segundo tempo, o Red Bulls voltou com a mesma proposta de jogo, mas dessa vez, o Galaxy conseguiu controlar melhor e chegou perto da rede defendida por Bouna Condoul. Mas faltou o poder de decisão dos atacantes. Aí era a vez dos nova-iorquinos aproveitarem o contra-ataque. E foi assim que saiu o segundo gol. Mendes roubou a bola de Buddle e achou Richards com muito espaço e apenas um defensor a sua frente. Resultado: pênalti que Angel, capitão do Red Bulls, converteu para aumentar o placar.

Depois da derrota de 1 a 0 para o Galaxy em casa no mês passado, muitas pessoas deram o New York como fora do páreo, mas após essa vitória em Los Angeles, certeza que as cabeças dessas pessoas mudaram, já que ela só veio confirmar um bom mês para a franquia da Big Apple.

Pra quem esperava ver Beckham, Donovan, Marquez e Angel, teve que se contentar com Dane Richards. Mas ninguém pode reclamar que foi ruim.

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Equipe Trivela

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