Estados Unidos

Thierry Henry se coloca como candidato a ser técnico da seleção dos Estados Unidos

Aos 45 anos e com a experiência de ter sido jogador e técnico na MLS, além de assistente técnico na seleção belga, Henry indica que tem interesse no trabalho

A seleção americana está sem técnico desde o fim do contrato de Gregg Berhalter, após a Copa do Mundo, e questionamentos em relação ao seu comportamento fazem com que a permanência pareça improvável. Assim, a Federação Americana de Futebol, US Soccer, provavelmente terá que contratar um novo treinador. Thierry Henry, ex-jogador de muito prestígio e que envereda pelo caminho como técnico há alguns anos, se colocou em posição de assumir o cargo em entrevista na CBS/Paramount +.

“Eu colocaria o meu nome na lista? Em primeiro lugar, é complicado falar sobre isso. Roberto Martínez foi treinar Portugal e não vou com ele. Ser o número dois não é mais algo que eu gostaria de fazer. Máximo respeito ao chefe, ele me deu uma oportunidade quando ninguém mais deu. Eu quero ter uma nova chance como técnico de novo”, afirmou o jogador na ABC/Paramount+.

“Eu conheço os jogadores? Sim, eu conheço. Conheço a liga (MLS)? Sim, conheço a liga”, continuou o francês. “Qual é o plano (para a seleção americana)? Qual é a filosofia? O que você quer ser? Quando você se faz essas perguntas, você irá encontrar eventualmente essas respostas. E não é porque você irá sediar a competição (na Copa 2026) que você irá longe automaticamente. Vimos que não é fácil fazer isso. Vimos alguns grandes times sofrerem em casa”, continuou Henry, com palavras que repercutem profundamente em qualquer brasileiro que lembre da Copa 2014.

Henry já foi técnico na MLS, mas no Canadá: ele dirigiu o Montreal em 2019. Com ele no comando, o time chegou aos playoffs pela primeira vez em quatro temporadas. Ele deixou a sua posição antes o início da temporada 2021 porque queria ficar mais perto dos filhos em Londres.

Como jogador, Henry atuou no New York Red Bulls de 2010 a 2014. Foram 122 jogos, com 51 gols marcados no período. Deixou uma boa impressão com suas atuações nos Estados Unidos. Após se aposentar, no fim de 2014, trabalhou como técnico das categorias de base no Arsenal por um ano antes de assumir o posto de assistente técnico na seleção da Bélgica, em 2016, após a Eurocopa. Ficou até outubro de 2018.

Em 2018, assumiu como técnico do Monaco, mas não durou muito tempo: de outubro de 2018 a janeiro de 2019. Foram 20 jogos, mas o time seguiu em campanha ruim. Foi uma aposta na história, já que Henry foi jogador do Monaco, onde inclusive foi revelado. Foi só então que atuou como técnico na MLS, de novembro de 2019 a fevereiro de 2021. Voltou a ser assistente técnico da Bélgica em maio de 2021 e ficou até dezembro de 2022, na Copa do Mundo.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo