Sinal vermelho
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A temporada do Toronto FC vem chegando ao final e depois das grandes expectativas criadas pelo trabalho de Preki, ela vem acabando de forma totalmente deprimente. Depois de uma vitória e cinco derrotas nos últimos oitos jogos, o ex-jogador da seleção americana foi demitido após a derrota de 1 a 0 para o pior time da liga nesse ano, o D.C. United, em solo canadense. E se não fosse o grande problema de finalizações do United, que vem assolando o time faz tempo, o resultado poderia ter sido bem maior.
Uma grande diferença desse jogo é que Preki, geralmente tão agitado, esteve bastante tranquilo e culpou o calendário cheio de jogos e viagens (em 11 dias o TFC esteve em Dallas, Chicago, Toronto e fecha nessa quarta em Salt Lake City, pela CCL). O ex-técnico dos Reds tem razão sobre a pequena maratona de jogos, mas um time que está lutando pela pós-temporada não pode jogar tão mal contra o lanterna da liga. Ainda mais depois de cinco jogos sem vencer na MLS.
Com tudo isso, o TFC fica mais perto de ser o primeiro time a entrar na liga e demorar mais que quatro anos para participar da pós-temporada pela primeira vez. Situação que fica ainda mais tensa olhando que os canadenses tiveram ótimas chances de alcançar os playoffs, devido à estrutura totalmente favorável que era usada há dois anos, antes de o Seattle Sounders entrar na liga.
Os Reds ainda podem ir aos playoffs, mas dependem de tropeços de Seattle, San Jose e Colorado. Caso esses não aconteçam, a pós-temporada já estará completa e o Toronto não será parte dela. Mais uma vez.
Enquanto um cai, outros se sobressaem
Se Preki não conseguiu levar o TFC aos playoffs, outros três técnicos estarão lá com toda a certeza e merecem bastante destaque:
– Schellas Hyndman (FC Dallas): Depois de 14 frutíferos anos como técnico da Southern Metodist University, o ex-jogador demorou dois anos para se adaptar bem ao nível profissional. E em seu terceiro ano, conseguiu acertar a defesa dos Hoops e defende uma invencibilidade de 14 jogos na liga.
– Jason Kreis (Real Salt Lake): Tudo bem que o técnico mais jovem a vencer a MLS Cup não precisou fazer muitas mudanças no time, já que a base continuou a mesma que ganhou do Galaxy na última final, mas não dá pra negar que Kreis deu uma ótima cara a um time que de penetra na pós-temporada de 2009 passou a ser uma das forças da liga.
– Hans Backe (NY Red Bulls): O sueco foi o primeiro técnico que chegou a New York e moldou um lote errante, deixando ele com cara de uma franquia. A chegada de Henry e Márquez só ajudou um time que já tinha consistência e organização, fazendo com que o encaixe dos designados fosse fácil.
Você não me verá nos playoffs
Sebastien Le Toux já foi tema de coluna, mas a temporada do francês merece mais uma nota. Depois de participar da temporada 2009 pelo Seattle e, inexplicavelmente, não ser protegido durante o recrutamento de expansão, o meia caminhou para o Philadelphia Union. E os Zolos parecem ter tirado a sorte grande.
Com o gol contra o Chicago Fire na última rodada, seu 11º na temporada, Le Toux reafirmou sua qualidade ao iniciar a jogada do gol, posicionar-se bem para receber a bola e finalizar com inteligência. O francês tem a chamada temporada de 10-10, ou seja, com 10 ou mais gols e assistências. Fato que apenas 7 jogadores conseguiram nos últimos 5 anos da liga.
É uma pena não poder ver Le Toux liderando o Union na pós-temporada.