Estados Unidos

Quatro em seis

Após dois jogos na segunda fase das Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo de 2014, os Estados Unidos estão no primeiro lugar do grupo, após vitória contra Antígua e Barbuda em casa e empate contra a Guatemala na América Central. Mas o que dá para tirar dos resultados e do que aconteceu nos jogos?

De início, dá para dizer que a defesa americana precisa ser bem mais segura do que se mostrou nas duas partidas, principalmente contra Antígua e Barbuda. As duas grandes chances da equipe caribenha mostram bem alguns dos problemas da defesa.

Na primeira, Jose Torres, que estava na lateral esquerda, subiu ao ataque e ninguém fez cobertura para ele. Por ali, Antígua fez uma boa jogada e se não fosse um bloqueio de Clarence Goodson no meio da área, o placar estaria empatado.

Na segunda oportunidade, que foi quando saiu o gol, Oguchi Onyewu deu um bote desnecessário, errou e não conseguiu competir na velocidade com Peter Byers, que saiu na frente de Tim Howard e marcou.

Onyewu parece não ter mais o nível que o destacou de outros zagueiros americanos durante os últimos anos, então os defensores mais jovens precisam aparecer. Com as dúvidas e lesões na lateral esquerda, Carlos Bocanegra pode ter que jogar por lá e deixar um espaço ao lado de Goodson na zaga central. Caso aconteça isso, Geoff Cameron deve ser o substituto e com razão, já que se adaptou bem ao setor no Houston Dynamo e participou bem sempre que chamado pela seleção.

Além disso, a equipe precisa segurar melhor a pressão ou não ceder tanto espaço para o adversário, como fez com a Guatemala no segundo tempo da partida de ontem (13). Os guatemaltecos tiveram boas oportunidades durante a segunda etapa e se não fosse uma ótima defesa de Howard e a falta de pontaria de seus atacantes, o time da América Central até poderia sair com a vitória.

No momento do gol guatemalteco, dá para destacar um ponto crucial. Os americanos iam para o ataque e o árbitro marcou falta em uma situação que Jozy Altidore sairia na cara do goleiro adversário. No ataque seguinte, saiu o gol da Guatemala. Não é novidade que a arbitragem da Concacaf não é a melhor coisa do mundo e que os times americanos sofrem com isso para jogar fora de casa, mas isso tem que ser esquecido. Jogue de apito a apito, não fique estressado pelas decisões, ainda que erradas, dos árbitros.

No ataque, Klinsmann deveria aproveitar mais o talento de Clint Dempsey dentro da área. Contra a Guatemala, o meia-atacante do Fulham recebeu na área, limpou a marcação de dois zagueiros e marcou um belo gol. Herculez Gomez já é acostumado a jogar pelas pontas no Santos Laguna, então dá para fazer variações, deixar com que eles se movimentem, alternando posições e confundindo a defesa adversária.

A movimentação livre entre Gomez e Dempsey deve ser a melhor alternativa, já que Klinsmann tem preferido a formação com três meias centrais (Maurice Edu, Jermaine Jones e Michael Bradley) e dois meias abertos que encostem no atacante, que são Dempsey e Landon Donovan.

Não foi bonito, mas foi bom para a seleção sair com quatro pontos dos seis primeiros disputados. A próxima disputa é uma série ida e volta contra a Jamaica e até lá, os problemas da defesa precisam ser arrumados, até porque o próximo teste não será fácil, já que a primeira partida será fora de casa.

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Equipe Trivela

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