Estados Unidos

Os Capitães America

A seleção americana parte para a Copa do Mundo de 2010 depois de mostrar um ótimo trabalho de recuperação durante a Copa das Confederações em 2009 e atingir o primeiro lugar durante as eliminatórias da Concacaf. O time treinado por Bob Bradley vem crescendo há algum tempo e ocupa o 14º lugar no ranking da FIFA.

Na última competição oficial da FIFA de que participaram, a Copa das Confederações de 2009, os norte-americanos surpreenderam e chegaram à final deixando para trás seleções como a tetra-campeã mundial Itália (logo na primeira fase) e a favoritíssima Espanha (na semifinal). Na decisão, os ianques deram trabalho ao Brasil e chegaram a abrir dois gols de frente, mas sofreram a virada e acabaram com a medalha de prata.

Depois de uma Copa decepcionante em 2006, os americanos procuram repetir o sucesso de 2002, quando além de avançar da fase de grupos, chegaram até as quartas de final, onde foram eliminados pela vice-campeã Alemanha com um magro 1-0. A esperança de superar o fracasso de 2006 é grande, visto que a seleção é a segunda força do Grupo C, onde também estão Inglaterra, Algéria e Eslovênia.

Os americanos contam com as boas atuações de Tim Howard, goleiro que ganhou as Luva de Ouro da Copa das Confederações de 2009 e figura como um dos mais constantes da Premier League na posição atuando pelo Everton. Titular do time de Liverpool há quatro anos, Howard é uma das peças-chaves para uma boa atuação da seleção, visto que na maioria dos sucessos recentes dos americanos, ele teve ótimas atuações.

A linha defensiva geralmente começa por Jonathan Spector (West Ham/ING) na lateral-direita, jogador inteligente que pode passar por todas as funções da linha defensiva. No miolo de zaga, estará o capitão Carlos Bocanegra (Rennes/FRA), jogador mais experiente do time e um dos que mais atuou durante as eliminatórias. Ao seu lado, jogará Oguchi Onyewu (Milan/ITA), que disputou apenas um jogo pelo clube italiano antes de sofrer uma contusão da qual ele ainda se recupera. E por fim, na lateral-esquerda, Jonathan Bornstein (Chivas USA), que jogava mais a frente e foi trazido para a linha defensiva por Bob Bradley, quando este o treinava no Chivas.

No meio, Bob Bradley costuma jogar com uma linha de quatro. No interior dessa linha, dois centrais que sabem compor muito bem o meio campo. Ricardo Clark (Eintracht Frankfurt/ALE) é o jogador que faz o papel daquele volante mais tradicional. Depois de quatro anos e dois campeonatos com o Houston Dynamo, Clark escolheu o futebol alemão para prosseguir sua carreira. Michael Bradley (Borussia Monchengladbach/ALE) é filho do técnico e um meia no estilo box-to-box dos ingleses. Além de defender bem, ele chega muito bem ao ataque, tanto que marcou 18 gols em 32 jogos pelo Heerenveen na temporada 2007/08 e chamou a atenção dos alemães para o seu talento.

Pela direita, deverá estar Stuart Holden (Bolton Wanderers/ING), recém contratado pelo Bolton junto ao Dynamo. O jogador que recebeu muitos elogios do técnico Owen Coyle após sua estreia na Premier League, machucou-se em um amistoso contra a Holanda e está em fase final de recuperação, mas não deixa de ser o favorito para ocupar a posição. E descendo pela esquerda, estará Clint Dempsey (Fulham/ING), um americano já conhecido em campos ingleses. O jogador que é um dos favoritos de Bradley e dos torcedores do Fulham, acrescenta bastante ao time pelo fato de poder jogar tanto como meia aberto ou como atacante.

O ataque norte-americano sofreu uma baixa com o acidente que envolveu Charlie Davies, que vinha jogando constantemente pela seleção. Como sua recuperação é bastante inesperada, o técnico Bob Bradley deve puxar Landon Donovan (Los Angeles Galaxy), a estrela do time, para ser um 2º atacante que busque o jogo e arme as jogadas para que Jozy Altidore (Hull City/ING) possa finalizar. Altidore, que já fez festa contra uma defesa brasileira no Mundial Sub-20 de 2007 numa partida em que ele marcou os dois gols americanos na vitória por 2-1. Donovan passou alguns meses no Everton no começo do ano, quando a MLS está de férias, para não ficar parado. O meia-atacante recebeu muitos elogios do técnico David Moyes, que queria que o americano permanecesse no time, assim como grande parte da torcida, mas o Galaxy não aceitou o prolongamento do empréstimo.

Os Estados Unidos têm time para passar para a próxima fase, até porque tem um conjunto melhor que Algéria e Eslovênia, além do fato de que no único confronto contra os ingleses durante uma Copa, os americanos venceram por 1-0 no Estádio Independência em Belo Horizonte na Copa de 1950. O problema é que se passarem da fase de grupos, os americanos devem enfrentar algum adversário entre Alemanha, Sérvia, Austrália e Gana, seleções que podem dificultar bastante a vida dos comandados de Bob Bradley.

Sobre os outros 12 convocados, não deverá haver muita surpresa. Os outros dois goleiros devem ser Brad Guzan (Aston Villa/ING), reserva imediato de Howard, e Troy Perkins (DC United), que vem salvando seu time de desastres ainda piores na MLS. Dentre os defensores, Jay DeMerit (Watford/ING), capitão de seu time na Inglaterra, Chad Marshall (Columbus Crew), ótimo em bolas aéreas, e Steve Cherundolo (Hannover/ALE), outro bastante experiente, estão praticamente garantidos. Clarence Goodson (Start/NOR), Heath Pearce (FC Dallas) e Frankie Hedjuk (Columbus Crew) disputam a última vaga.

Para o meio-campo, o duo campeão escocês pelo Rangers deve estar presente: Maurice Edu, forte meia central, e DaMarcus Beasley, ótimo winger experiente. A convocação também deve ter os nomes de Benny Feilhaber (Aalborg/DIN), meia nascido no Brasil, e Robbie Rogers (Columbus Crew), jovem winger que se destaca no seu time na MLS. Correndo por fora, está Sasha Kljestan (Chivas USA), principal armador da seleção que representou os Estados Unidos nas Olimpíadas de 2008.

No ataque, Brian Ching (Houston Dynamo), atacante experiente que conhece o caminho do gol, é figura certa depois de recuperar-se de lesão. O último reserva fica entre Conor Casey (Colorado Rapids), ótimo finalizador, e Eddie Johnson (Aris/GRE), artilheiro do Mundial Sub-20 de 2003. Mas o palpite do colunista é de que ela deveria ser ocupada por Edson Buddle (Los Angeles Galaxy) que está em uma ótima forma na MLS com nove gols e uma assistência em seis jogos disputados até a 6ª semana da liga americana.

Resultados da 6ª semana:

DC United 0-2 New York Red Bulls
NY: Ibrahim Salou (51’), Juan Pablo Angel (60’)

San Jose Earthquakes 1-0 Colorado Rapids
SJ: Chris Wondolowski (33’)

Real Salt Lake 2-1 Toronto FC
RSL: Jamison Olave (14’), Andy Williams (42’) / TFC: Dwayne De Rosario (88’)

Chicago Fire 1-1 Chivas USA
CHI: Baggio Husidic (52’) / CHV: Maicon Santos (76’)

Los Angeles Galaxy 3-1 Philadelphia Union
LA: AJ DeLaGarza (1’), Edson Buddle (27’, 45’) / PHI: Jack McInerney (84’)

New England Revolution 1-1 FC Dallas
NE: Zach Schilawski (41’) / DAL: Atiba Harris (67’)

Houston Dynamo 3-0 Kansas City Wizards
HOU: Luis Angel Landín (24’), Brian Mullan (52’), Samuel Appiah (87’)

Seattle Sounders 1-1 Columbus Crew
SEA: Steve Zakuani (4’) / CLB: Steven Lenhart (45’)

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