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Orlando City quer Kaká em 2015, mas ainda é só um sonho

O Orlando City é uma das equipes que pretende chegar à Major League Soccer (MLS) em 2015. A equipe que tem como principal acionista Flávio Augusto da Silva, que teve como um dos seus principais empreendimentos no Brasil a escola de inglês Wise Up. O plano da franquia é chegar à principal liga de futebol dos Estados Unidos e, se chegar lá, a ideia é ter uma superestrela para encorpar o projeto. O nome de Kaká é falado porque o contrato do meia com o Real Madrid vai até esse ano. Seria, então, uma contratação de graça, caso ele não deixe o time merengue antes disso.

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A conversa toda sobre Kaká surgiu porque o meia está de férias nos Estados Unidos e visitou o centro de treinamento do clube, que atualmente joga na USL Pro, a terceira liga em importância no país, atrás da MLS e da North American Soccer League (NASL). Mais do que a visita, o que liga mesmo Kaká ao clube é a amizade com Flavio Augusto da Silva, além da ligação com Alexandre Leitão, conselheiro do clube, que é presidente da Octagon Brazil. O assessor de Kaká é da Octagon, embora o jogador não seja diretamente ligado à empresa.

O técnico do time, Adrian Heath, falou sobre a ideia de trazer Kaká no futuro. “Eu acho que é muito possível trazê-lo aqui”, afirmou. “Você não precisa ser Einstein para perceber que seu contrato termina bem quando nós esperamos estar na MLS. Seria inacreditável para o nosso clube”, declarou ainda o treinador.

Atualmente, esse parece ser só um sonho bem distante. O clube ainda precisará de muito mais do que fez até agora para chegar à MLS. O Cosmos, de Nova York, não consegue chegar à principal liga americana, mesmo com todo prestígio que tem – ou talvez por causa disso, já que quando voltou às atividades profissionais achou que seria chamado para a MLS apenas pela camisa ser famosa.

O Orlando City tem tentado mostrar que pode ser bom para a MLS, e esse é um fator chave para conquistar uma vaga. É preciso convencer o comissionário Don Garber que o clube pode trazer benefícios e um dos trunfos é justamente a forte ligação do clube com a comunidade latina, uma das mais ativas no futebol nos Estados Unidos. Orlando fica na Flórida, onde há muitos latino-americanos, incluindo muitos brasileiros.

Se conseguir chegar à MLS até 2015, aí a contratação de Kaká começa a fazer mais sentido. Até porque o jogador estará com 33 anos. Mas é bem provável que o time americano tenha a concorrência feroz de clubes brasileiros, que também irão querer contar com um jogador como Kaká. O que o Orlando City teria a oferecer? Um lugar atraente dos Estados Unidos e um time competitivo. Ao menos é o que diz o técnico Heath.

“Nós já dissemos que nós não queremos estar na MLS, nós queremos ser o melhor na MLS”, disse, confiante, o técnico. “Nós acreditamos que podemos”. Acreditar é o primeiro passo. Daqui até junho de 2015, quando se encerra o contrato de Kaká, há muito a acontecer. Até lá, o sonho que parece tão distante pode ser mais possível.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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