O poder das mudanças

Há algumas colunas atrás, este colunista fez uma consideração sobre as dúvidas recentes de Bob Bradley. E no jogo contra a Eslovênia, o técnico fez uma mudança em seu meio-campo. Ricardo Clark, volante que fica mais fixo em frente a defesa e teve uma atuação discreta, apesar de efetiva contra a Inglaterra, saiu para a entrada de Jose Torres, a fim de dar mais qualidade e velocidade na saída de bola.
A mudança não só não surtiu efeito, mas ajudou os eslovenos a fazer os dois gols. No primeiro tento dos europeus, Valter Birsa teve bastante espaço entre Torres e Onyewu para pensar e disparar um letal chute de esquerda que pegou Howard adiantado e despreparado.
Após o primeiro gol, os ianques melhoraram e depois de perderem duas boas oportunidades de gol, uma com Torres e outra com Donovan, novamente apareceu o espaço entre a zaga e os meias centrais e o atacante Novakovic deixou Ljubijankic na cara do gol para ampliar para os eslovenos.
No intervalo, Bradley atendeu o clamor deste que vos escreve. Tirou Findley e colocou Feilhaber, meia nascido no Brasil. Além dessa alteração, Edu entrou no lugar de Torres. Com isso, os EUA voltaram ao esquema original, com Edu a frente da zaga, Bradley liberado para atacar, Donovan aberto pela direita, Feilhaber fechando o meio e Dempsey mais aberto pela esquerda.
E as mudanças surgiram efeito rapidamente, já que aos três minutos, Donovan avançou pela direita e só parou quando colocou a bola no fundo das redes de Handanovic. Depois disso, foi uma grande pressão dos americanos, que empataram o jogo em uma das subidas de Michael Bradley, filho do técnico, ao ataque. O meia aproveitou uma bola ajeitada por Altidore e tocou por cima do goleiro esloveno.
O que seria uma derrota fácil virou um empate, devido à persistência dos ianques. Só que esse empate ficou com gosto de revés, visto que Maurice Edu virou o jogo para os americanos depois de uma falta cobrada por Donovan, mas o juiz apitou uma falta completamente inexistente, o que deixou todos os jogadores inconformados.
Fica a lição: não entrar tão mole contra a Argélia, que encaixotou muito bem a Inglaterra e pode fazer o mesmo com a seleção de Bradley. E ir ao ataque será importante, visto que uma vitória por dois gols de diferença classifica os americanos para a próxima fase, mas não podem acontecer descuidos como os que ocorreram contra a Eslovênia.



