O futuro do US Team é agora (ou daqui quatro anos, na Rússia)
Parafraseando Fernando Vanucci, “a Rússia é logo ali”. E ela fica mais próxima ainda quando falamos da seleção norte-americana, que veio para o Brasil e avançou em um grupo considerado difícil, mas que mesmo assim não tirou os olhos da Copa do Mundo de 2018.
De contrato renovado até 2018, Jurgen Klinsmann trouxe alguns jovens já pensando no próximo mundial, seja pelo fato de que eles já estavam prontos para atuar ou pela possibilidade de um futuro brilhante. E a decisão do alemão gerou bons frutos, talvez mais rápido até do que ele imaginava.
DeAndre Yedlin começou a jogada do segundo gol contra Portugal e dificultou a vida de Eden Hazard nas oitavas de final, John Brooks marcou o importante tento contra Gana e Julian Green deu sobrevida aos americanos contra a Bélgica na prorrogação.
Com isso, Klinsmann deve contar com boa parte da base desta equipe na Rússia. Dos três já citados, Brooks é o mais velho e terá 25 anos em 2018. Além deles, pelo menos outros sete jogadores devem continuar no grupo, com Brad Guzan tendo a missão mais complicada: substituir Tim Howard.
Além dos jogadores que já disputaram este Mundial, os Estados Unidos devem contar com a participação de uma nova safra que vem aparecendo, principalmente na MLS. Separamos alguns nomes para que o leitor fique de olho nos próximos anos.

Luis Gil (meia, Real Salt Lake, 20 anos): Em uma das minhas primeiras colunas para a Trivela, em 2010, escrevi sobre o potencial do garoto. Atualmente, Gil é um dos principais jogadores do RSL e atua entre as duas pontas do diamante, uma posição fundamental para a formação 4-4-2 diamante adotada por Klinsmann na seleção em 2014.
Harry Shipp (meia, Chicago Fire, 22 anos): Shipp liderou Notre Dame no título universitário em 2013 e já está tomando a MLS em seu primeiro ano, sendo o principal candidato ao prêmio de novato da temporada. O garoto tem ótima visão e tem melhorado suas decisões a cada jogo com a camisa do Fire, resultando em boas oportunidades de gol para os atacantes.
Will Trapp (meia, Columbus Crew, 21 anos): Kyle Beckerman foi um dos principais jogadores dos EUA na Copa de 2014, protegendo muito bem a defesa. Pensando nisso, Trapp pode ser fundamental. Sem contar que o jovem do Crew distribui a bola com rapidez e precisão para que a jogada se inicie.
Dillon Powers (meia, Colorado Rapids, 23 anos): Powers comanda o meio-campo dos Rapids com absoluta precisão nos passes e um bom senso de movimentação, criando o espaço e o tempo que necessita para trabalhar, normalmente colocando um companheiro na cara do gol.
Erik Palmer-Brown (zagueiro, Sporting KC, 17 anos): Antes mesmo de começar um jogo pelo SKC, o garoto já era desejado por vários clubes europeus, como a Juventus. Palmer-Brown tem uma ótima situação para se desenvolver em Kansas City, ainda mais após a renovação de contrato de Matt Besler e com o técnico Peter Vermes. E tendo apenas 21 anos na próxima Copa do Mundo, ele pode ser uma das surpresas de Klinsmann pensando em 2022.
Matt Hedges (zagueiro, FC Dallas, 24 anos): A defesa dos Hoops é uma das mais irregulares da temporada, mas poderia ser muito pior se Hedges não estivesse por lá. O zagueiro recebeu a faixa de capitão e tem crescido de produção com o técnico Oscar Pareja, melhorando seu posicionamento, aparecendo mais na distribuição inicial de jogo e sendo uma boa arma nas bolas paradas.
Estes são apenas alguns dos nomes da MLS que podem se juntar aos remanescentes em 2014. Kelyn Rowe, Perry Kitchen, Benji Joya, Shane O’Neill e Chris Klute são outros jogadores que devem ser observados bem de perto pela comissão técnica.
Darlington Nagbe, Diego Fagundez e até Dom Dwyer também serão monitorados com cuidado, já que podem conseguir o passaporte americano nos próximos anos. Esta é a mesma situação de uma das joias almejadas por Klinsmann, Gedion Zelalem, um alemão das categorias de base do Arsenal.
Enfim, a evolução do futebol nos Estados Unidos continua, principalmente quando o assunto é desenvolvimento de jogadores, até porque os dirigentes da US Soccer e da MLS entenderam perfeitamente que isto é necessário para que o esporte continue crescendo no país e a seleção tenha mais chances de avançar nas Copas do Mundo.



