Estados Unidos

MLS 2008: modo de usar parte 4

Chegamos ao nosso último capítulo na análise das equipes que jogarão a temporada da MLS este ano. Analisamos esta semana as outras 4 equipes do Leste (United, Red Bull e Revolution foram objeto da coluna da semana passada). Além das equipes mencionadas na semana passada, KC Wizards e Chicago Fire também podem ser consideradas como as outras forças do Leste, apesar de estarem um degrau abaixo das 3 analisadas na semana passada, pelo menos para este início de temporada.

Lembramos que a temporada 2008 começa neste sábado (29/03). E a partir da semana que vem você poderá acompanhar tudo o que rolar na MLS em 2008, além das outras notícias relativas ao futebol nos Estados Unidos, aqui neste espaço.

KC Wizards
Estádio: CommunityAmerica Ballpark (12.000 lugares)
Técnico: Curt Onalfo
Estrela: Claudio Lopez
Fique de olho: Chance Myers
Quem chegou: Claudio Lopez (Racing – ARG), Iván Trujillo (La Equidad – COL), Chance Myers (draft), Roger Espinoza (draft)
Quem saiu: Eddie Johnson (Fulham – ING), Jose Burciaga Jr. (Colorado Rapids), Nick Garcia (San Jose Earthquakes)
Pretensão: brigar pelo título

O Kansas City Wizards foi uma das maiores surpresas da Conferência Leste na temporada passada. A equipe, que não contava com nenhum ‘jogador designado’, lutou durante boa parte do campeonato pelos primeiros lugares e, apesar de ter caído no final, conseguiu segurar-se no quinto lugar e garantir sua vaga aos playoffs. E nos playoffs disputou a final da Conferência Oeste (pelas regras da MLS, se há mais equipes de uma conferência do que da outra nos playoffs, uma – ou mais – deve disputar os playoffs da outra conferência), perdendo para o campeão Houston Dynamo.

Um dos grandes responsáveis pelo sucesso do Wizards em 2007 foi Eddie Johnson. O jovem atacante de 23 anos comandou a equipe em 2007, só que foi transferido no começo deste ano para o Fulham, da Premier League inglesa. Assim, o Wizards foi atrás do veterano atacante argentino Claudio Lopez. Sendo 10 anos mais velho que Johnson, ‘El Piojo’ trará bastante experiência ao grupo. Para o ataque chegou também o colombiano Iván Trujillo, que já teve experiência em grandes clubes da Colômbia. Por fim, outro setor que foi bastante alterado foi a defesa. Saíram os experientes Jose Burciaga Jr. e Nick Garcia, e entrou Tyson Wahl, que era reserva, e chegou a jovem promessa Chance Myers, escolhido como o número 1 do Superdraft deste ano. Assim, com uma nova defesa e um novo ataque, o KC espera ir um passo além de onde chegou no ano passado, e voltar a disputar a MLS Cup.

Chicago Fire
Estádio:
Toyota Park (20.000 lugares)
Técnico: Denis Hamlett
Estrela: Cuauhtemoc Blanco
Fique de olho: Patrick Nyarko
Quem chegou: Tomasz Frankowski (Tenerife – ESP), Brandon Prideaux (Colorado Rapids), Patrick Nyarko (draft), Stephen King (draft), Nick Noble (draft), Daniel Woolard (draft)
Quem saiu: Jim Curtin (Chivas USA), Jeff Curtin (D.C. United), Chris Armas (aposentou), Paulo Wanchope (aposentou)
Pretensão: brigar pelo título

O Chicago Fire sempre é um dos concorrentes mais fortes da Conferência Leste. Tanto é verdade que, desde sua fundação em 1998, quando aliás levantou sua única MLS Cup, o time ficou de fora dos playoffs apenas uma vez, em 2004. Além disso, o Fire tem 4 títulos da US Open Cup. E na temporada passada, quando parecia que o Fire não iria conseguir se classificar, o time trouxe o técnico colombiano Juan Carlos Osorio, que deu novo ânimo e fez a equipe terminar em 4º lugar no Leste, classificando-se aos playoffs mais uma vez. Além disso, o Fire eliminou seu freguês de playoffs, o D.C. United, e perdeu na final do Leste para seu carrasco de playoffs, o NE Revolution.

Para este ano, a equipe perdeu o técnico Osorio para o NY Red Bull, e então promoveu o ex-assistente Denis Hamlett para o cargo principal. A vantagem é que Hamlett está com o Chicago desde 1997, e conhece tanto os jogadores como a estrutura muito bem. Com isso, a base tática do ano passado deverá ser mantida, com o comando do craque mexicano Cuauhtemoc Blanco. E, apesar de ter perdido os experientes Chris Armas e os irmãos Curtin na defesa, e Paulo Wanchope no ataque, o Fire trouxe os também experientes Brandon Prideaux para a defesa e o polonês Tomasz Frankowski para o ataque. Além disso, conseguiu escolher o cobiçado atacante ganês Patrick Nyarko no Superdraft. Agora, falta mostrar em campo que as mudanças realizadas serão suficientes para que o Fire consiga manter a tradição de sempre chegar aos playoffs, e ainda finalmente voltar a disputar a MLS Cup, o que foi impedido pelo NE Revolution nas últimas três temporadas. A questão para Hamlett nesta temporada, portanto, não será mais ser ou não ser, mas sim como fazer.

Columbus Crew
Estádio:
Crew Stadium (22.555 lugares)
Técnico: Sigi Schmid
Estrela: Guillermo Barros Schelotto
Fique de olho: Andy Iro
Quem chegou: Gino Padula (Montpelier – FRA), Brian Carroll (D.C. United), Nicolas Hernández (Colorado Rapids), Andy Iro (draft), Kevin Burns (draft), Kenny Schoeni (draft)
Quem saiu: Marcos González (Universidad Católica – CHI), Tim Ward (Colorado Rapids)
Pretensão: chegar aos playoffs

Diferentemente do Chicago Fire, o Columbus Crew não tem tido muita tradição de chegar aos playoffs. Nos últimos 5 anos, o Crew classificou-se apenas em 1 (2004), e ainda com a melhor campanha (e o troféu Supporters’ Shield). Além disso nunca ganhou a MLS Cup e foi campeão apenas uma vez da US Open Cup. Mas é claro que retrospecto passado não garante as projeções futuras, e é para melhorar seus números no futuro que o Crew está trabalhando.

A equipe é mais uma do Leste comandada por um veterano atacante argentino. Desde o ano passado, Guillermos Barros Schelotto – contratado como ‘jogador designado’ – é o centro das ações da equipe amarela representante do estado de Ohio. E neste ano mais dois argentinos se juntam a ele: Gino Padula, lateral esquerdo que começou no River Plate, jogou na Inglaterra, e veio do Montpelier da França, e Nicolas Hernández, atacante que começou no Ferro Carril Oeste, jogou na Itália e no Chile, e veio do Colorado Rapids. Outra atração é o jovem defensor inglês Andy Iro, destaque no futebol universitário dos EUA e escolhido pelo Crew na primeira rodada do SuperDraft.

Toronto FC
Estádio:
BMO Field (20.522 lugares)
Técnico: John Carver
Estrela: Jim Brennan
Fique (ou melhor, continue) de olho: Maurice Edu
Quem chegou: Tyler Rosenlund (Atvidaberg – SUE), Marco Vélez (Puerto Rico Islanders), Kevin Harmse (LA Galaxy), Julius James (draft), Pat Phelan (draft), Brian Edwards (draft), Jarrod Smith (draft), Nana Attakora-Gyan (draft)
Quem saiu: Kenny Stamatopoulos (Tromsø IL – NOR) Ronnie O’Brien (San Jose Earthquakes), Chris Pozniak (San Jose Earthquakes)
Pretensão: não ser o lanterna novamente

O ex-caçula da MLS quer usar a temporada passada como aprendizado e alçar novos vôos este ano. Pior equipe da MLS em 2007, sua primeira temporada, o Toronto FC espera agora usar a experiência adquirida para chegar mais longe. Para isso, o time quer primeiro manter-se mais inteiro, pois um dos fatores mais prejudiciais no ano passado foram as diversas contusões, que afetaram quase o elenco inteiro, e poucas vezes o time ideal pode jogar junto.

Para este ano veio um técnico novo, o inglês John Carver (o anterior, o escocês Mo Johnston, foi promovido a diretor de futebol). E chegaram também novos jogadores, tanto experientes como jovens, para aumentar e reforçar o elenco. Apesar da saída de Stamatopoulos e O’Brien, as demais principais estrelas continuam. Na defesa, o jamaicano Tyrone Marshall receberá o jovem Julius James, escolhido na primeira rodada do Superdraft de 2008. No meio, o capitão Jim Brennan e a jovem promessa Maurice Edu continuarão a comandar a equipe, juntamente com o outro jovem Pat Phelan, também escolhido na primeira rodada do Superdraft de 2008. E no ataque, os experientes Jeff Cunningham e Danny Dichio são sempre garantia de muitos gols. Com essa base, mais os reforços que chegaram e ainda deverão chegar durante a temporada, o Toronto espera dar mais alegrias à sua sempre presente torcida, que lotou o BMO Field em todos os jogos da temporada passada, e esgotou novamente os ingressos para a temporada deste ano. Uma coisa, porém, todos já podem ter ccerteza: pior que 2007 o Toronto não vai terminar.

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Equipe Trivela

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