Estados Unidos

MLS 2008: modo de usar (parte 2)

Continuamos esta semana com o nosso preview da temporada 2008 da MLS. Semana passada demos um panorama geral da temporada que se iniciará no próximo dia 29/03 e apresentamos quem, na nossa opinião, serão as 3 principais forças da Conferência Oeste. Nesta semana apresentamos as demais equipes da Conferência Oeste. Isso não quer dizer que essas equipes não tenham chances ou sejam muito mais fracas, mas apenas aparentam ter menos fôlego para agüentar a maratona da longa temporada e chegar aos playoffs com chances de disputar o título da MLS Cup.

FC Dallas
Estádio: Pizza Hut Park (20.500 lugares)
Técnico: Steve Morrow
Estrela: Duílio Davino
Fique de olho: Juan Carlos Toja
Quem chegou: Duílio Davino (América – MEX), André Rocha (Atlético-PR), Brek Shea (draft), Josh Lambo (draft), Eric Avila (draft), Jamil Roberts (draft) e Ben Nason (draft)
Quem saiu: Carlos Ruiz (LA Galaxy), Denílson (Palmeiras), Shaka Hislop (aposentou), Chris Gbandi (FK Haugesund – NOR), Clarence Goodson (San Jose Earthquakes), Sebastián Botero (passe livre), Roberto Miña (passe livre), Scott Jones (passe livre) e Sandy Gbandi (passe livre)
Pretensão: chegar aos playoffs

O FC Dallas poderia muito bem ter figurado na lista das 3 principais forças da Conferência Oeste da MLS da semana passada. Só que o time parece que perdeu um pouco de força para este ano, e não deve chegar mais longe do que chegou nos últimos 3 anos: a primeira rodada dos playoffs. No ano passado, mais uma vez o ‘Hoops’ brigou até quase o final da temporada regular de 2007 pelo primeiro lugar na Conferência Oeste, mas perdeu o fôlego no final e ficou para trás de Houston e Chivas. E nos playoffs chegou a ganhar o jogo de ida por 1×0 de seu arqui-rival, Houston Dynamo, criando expectativas na torcida. Mas no jogo de volta o Dallas foi goleado por 4×1 de virada, e acabou novamente por decepcionar sua torcida.

A perda de força do Dallas para esta temporada começa com a saída do veterano guatemalteco Carlos Ruiz, o organizador do meio-campo que foi para o LA Galaxy, e do brasileiro Denílson, que voltou para o Brasil e está no Palmeiras. Assim, o meio-campo perde em criatividade, porém ainda segue combativo, com o argentino Pablo Ricchetti, o brasileiro Marcelo Saragosa, o canadense Adrian Serioux e o jovem colombiano Juan Carlos Toja, que chegou como uma promessa no início de 2007 e logo se transformou em um dos principais jogadores da equipe. O ataque, que era o setor mais forte, não foi tão bem no ano passado. Mesmo assim, ainda conta com os talentos de Kenny Cooper, do jovem ganês Dominic Oduro e do brasileiro Ricardinho. Por fim, a defesa talvez seja o único setor que promete evolução para este ano. Chegaram o experiente zagueiro mexicano Duílio Davino, ídolo do América do México, e o brasileiro André Rocha, que veio por empréstimo do Atlético-PR por meio da parceria entre este clube brasileiro e o Dallas.

Colorado Rapids
Estádio: Dick´s Sporting Goods Park (18.086 lugares)
Técnico: Fernando Clavijo
Estrela: Christian Gomez
Fique de olho: Cesar Zambrano
Quem chegou: Christian Gomez (D.C. United), Jose Luiz Burciaga (KC Wizards), Tim Ward (Columbus Crew), Rafael Gomes (Santa Clara – POR), Mike Graczyk (draft), Brian Grazier (draft), Ciaran O’Brien (draft), Cesar Zambrano (draft)
Quem saiu: Zach Thornton (NY Red Bull), Brandon Prideaux (Chicago Fire), Nicolas Hernández (Columbus Crew), Roberto Brown (Montreal Impact), Daniel Osorno (Dorados de Sinaloa – MEX)
Pretensão: chegar aos playoffs

O ano de 2007 prometia ser o ano da virada para o Colorado Rapids. O clube tinha chegado às semifinais da Conferência Oeste nas duas últimas temporadas. Além disso, estreou estádio novo, fez um acordo com o Arsenal (Inglaterra), mudou o escudo, as cores do uniforme. Só que o resultado foi decepcionante. O Rapids não passou de um 4º lugar na Conferência Oeste, a 9 pontos do 3º, e sequer chegou aos playoffs, o que não acontecia desde 2001.

Para este ano, o Colorado se reforçou para voltar aos playoffs e, quem sabe, ir mais longe e voltar a incomodar. O principal reforço do time para 2008 foi o experiente armador Christian Gomez, que veio do D.C. United e fará um meio-campo de respeito ao lado do capitão Pablo Mastroeni. O meio-campo ainda terá a opção do brasileiro Rafael Gomes, que jogava em Portugal. A defesa melhorou bastante e deve continuar a evoluir. Continuam este ano o goleiro senegalês Bouna Coundoul, o argentino Facundo Erpen e o estadounidense Ugo Ihemelu, e chegam Jose Luiz Burciaga, ex KC Wizards, Tim Ward, ex Columbus Crew, e o jovem Cesar Zambrano, 5ª escolha no draft. Finalmente, o ataque perdeu os experientes Nicolas Hernández e Roberto ‘Bombardero’ Brown, mas manteve Conor Casey, Jovan Kirovski, Omar Cummings e Jacob Peterson. Com essa mescla de jogadores que permaneceram com os que chegam, o Colorado ‘Arsenal’ Rapids espera voltar a dar trabalho às tradicionais forças do Oeste, e voltar a disputar os playoffs.

Real Salt Lake
Estádio: Rice-Eccles Stadium (45.634 lugares)
Técnico: Jason Kreis
Estrela: Kyle Beckerman
Fique de olho: Robbie Findley
Quem chegou: Dema Kovalenko (NY Red Bull), Kenny Deuchar (Gretna F.C. – ESC), Nat Borchers (Odd Grenland – NOR), Ian Joy Free (FC St. Pauli – ALE), Jámison Olave (Deportivo Cali – COL), Matias Jesus Cordoba (Argentinos Juniors – ARG), Tony Beltran (draft), Alex Nimo (draft), David Horst (draft), Brennan Tennelle (draft)
Quem saiu: Freddy Adu (Benfica – POR), Kyle Brown (Houston Dynamo), Alecko Eskandarian (Chivas USA), Atiba Harris (Chivas USA), Eddie Pope (aposentou), Chris Lancos (passe livre), Jamie Watson (passe livre), Chris Brown (passe livre), Steven Curfman (passe livre), Christian Jimenez (passe livre), Jean-Martial Kipre (passe livre), Jack Stewart (passe livre), Ritchie Kotschau (passe livre), Willis Forko (passe livre)
Pretensão: não terminar em último

O Real Salt Lake teve outra temporada para esquecer. Mesmo com Freddy Adu durante boa parte da temporada, o Real terminou novamente na última colocação da Conferência Oeste e na penúltima colocação no geral, à frente apenas do estreante Toronto FC. Mesmo assim, o técnico Jason Kreis (que era jogador da equipe e virou técnico durante a temporada passada) recebeu um voto de confiança dos dirigentes e volta este ano para tentar obter melhores resultados e, pelo menos, terminar mais acima na tabela de classificação.

O caminho será difícil. Não só os concorrentes se reforçaram, mas também o Real perdeu jogadores importantes. Além de Adu, saíram Kyle Brown, Alecko Eskandarian, Atiba Harris e o experiente Eddie Pope, que se aposentou. Por outro lado, ficaram Kyle Beckerman e Robbie Findley, que provavelmente comandarão o novo elenco que conta com a chegada de diversos jogadores do exterior. E a pré-temporada foi promissora. Mesmo jogando com algumas equipes amadoras, o Real venceu e convenceu como nunca antes na sua curta história. Apesar disso, nem sempre a pré-temporada é um bom parâmetro para os jogos oficiais, e o caminho para subir na tabela poderá ser duro para o Real Salt Lake. Mas quem sabe com a inauguração do novo estádio, prevista para antes do final da temporada, não dá o ânimo que o Real precisa?

San Jose Earthquakes
Estádio: Buck Shaw Stadium (11.500 lugares)
Técnico: Frank Yallop
Estrela: Ronnie O’Brien
Fique de olho: Kei Kamara
Pretensão: retornar em grande estilo

O estreante deste ano não pode ser considerado inexperiente, como o Toronto FC no ano passado, e merece desde logo respeito dos adversários. O San Jose Earthquakes é um dos times mais tradicionais da MLS, vencedor da MLS Cup em 2001 e 2003 e do Supporters’ Shield em 2005. A ‘antiga’ equipe, que disputou a MLS de 1996 a 2005, mudou-se para Houston em 2006, virou Dynamo, e ganhou mais duas MLS Cup nos últimos dois anos. E com o renascimento do San Jose volta a rivalidade californiana com o LA Galaxy (o ‘California Clasico’). E talvez surja uma nova rivalidade contra seu sucessor, Houston.

E a equipe se reforçou bem para essa reestréia. A começar pelo técnico Frank Yallop, que foi o comandante dos dois títulos da MLS Cup do San Jose e no ano passado dirigiu o LA Galaxy. No gol o veterano Joe Cannon e à sua frente uma experiente defesa com Iván Guerrero, Nick Garcia, Ramiro Corrales e Ryan Cochrane. O meio-campo conta com Ronnie O’Brien e Chris Pozniak. E finalmente o ataque tem à disposição Gavin Glinton e Kei Kamara. Apesar do elenco ainda reduzido, o San Jose quer mostrar que ainda é uma das equipes mais tradicionais da MLS e que pode voltar a brigar de igual para igual com seus adversários.

 

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