Estados Unidos

Por Messi, Inter Miami tem de se desfazer de um de seus ídolos

Para manter Inter Miami dentro do teto salarial da MLS e seguir reforçando o time, DeAndre Yedlin, recordista de jogos pelo clube, foi para o FC Cincinnati

A chegada de Lionel Messi ao Inter Miami foi muito mais do que apenas a ida de um dos maiores jogadores de todos os tempos aos Estados Unidos. Além de levar seu nome, ele também foi essencial para as negociações de Jordi Alba, Sergio Busquets e Luis Suárez, seus ex-companheiros de Barcelona. Porém, na MLS, existe um preço a se pagar para trazer tantas estrelas. E no sentido literal da palavra mesmo.

Por conta das regras salariais existentes nas competições esportivas dos Estados Unidos, assim como em NBA, MLB e NFL, o Inter Miami precisou se desfazer de um dos maiores ídolos da recente história do clube, que foi fundado apenas há 6 anos. O clube da Flórida optou por envolver DeAndre Yedlin em uma negociação com o FC Cincinnati. Lateral-direito também da seleção dos EUA, o jogador é conhecido também pelas passagens por Tottenham, Newcastle e Galatasaray. Ele chegou ao Inter Miami em 2022, e logo ganhou o carinho e confiança dos torcedores.

— DeAndre foi um líder para nós no campo e fora dele, e somos muito gratos por tudo o que ele fez pelo Inter Miami — disse Chris Henderson, diretor esportivo da equipe da Flórida.

Um mal necessário, segundo executivo da franquia

Yedlin foi mais do que um bom lateral-direito. Ele também é o jogador com mais jogos disputados com a camisa do time. Ao todo, foram 82 jogos, assim como o atacante mexicano Victor Ulloa, ficando a apenas uma partida de ser o líder isolado neste quesito. Antes da chegada de Messi, ele também era o capitão do time. Mas segundo Henderson, sua saída será reposta mais do que à altura pelo Inter Miami.

— Essa troca nos dará flexibilidade para continuarmos montando o nosso elenco. Nossas ambições continuam altas e estamos nos planejando para usar o espaço financeiro criado neste movimento para melhorarmos nosso plantel e competirmos por títulos.

A liberação de salários é importante para manter o time saudável e dentro das regras da MLS. Trazer o argentino e as outras estrelas, assim como o jovem Federico Redondo, reforço mais recente, mostram um preço alto se pagar, no sentido literal também. Em nota divulgada pela própria MLS no fim do ano passado, Messi tinha o salário mais alto da competição. O camisa 10 recebe 12 milhões de dólares anuais de salário base, e também uma compensação garantida de mais de 20 milhões de dólares.

O segundo maior salário da equipe até recentemente era o do venezuelano Josef Martínez, que recebia do Inter Miami 4 milhões em salários-base e mais de 4 milhões de compensação garantida. Mas seguindo a ideia de liberar a folha para Messi e outros astros, o clube da Flórida não renovou com o atacante, e ele acabou rumando ao CF Montreal, no início desta temporada.

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Como funciona o teto salarial da MLS?

A MLS opera com um teto salarial para tentar equilibrar os gastos das franquias, buscando manter as equipes em um mesmo nível. Cada equipe pode gastar US$ 5,21 milhões por temporada, com o salário mínimo sendo de R$ 85,4 mil e o máximo contra o teto sendo US$ 651,25 mil.

Porém, para atrair grandes nomes do futebol mundial, a MLS fez uma regra que permite que cada franquia possa contar com dois jogadores designados, que são atletas que podem receber salários acima do teto, mas que os salários contam contra o teto apenas em valores menores:

  • Jogadores acima de 24 anos: US$ 612,5 mil;
  • Jogadores de 21 a 23 anos: US$ 200 mil;
  • Jogadores de 20 anos ou menos: US$ 150 mil.
  • Se um time quiser outros jogadores designados acima de 24 anos, como o Inter Miami, ele deverá pagar US$ 150 mil para a liga;
Foto de Vanderson Pimentel

Vanderson PimentelRedator de esportes

Jornalista formado em 2013, e apaixonado por futebol desde a infância. Em redações, também passou por Estadão e UOL.

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