Estados UnidosMLS

Jogo das estrelas?

Para muitos, o All-Star Game da MLS é visto como apenas mais um amistoso de pré-temporada de algum clube europeu. Outros já olham para a partida com outros olhos, os que de um resultado positivo poderia trazer boas coisas para a liga. Algum dos pontos de vista está mais correto que o outro?

Bom, para quem não se importa com a liga, a primeira forma de enxergar a partida é a mais correta. Até porque ainda existe um preconceito muito bobo contra a MLS, principalmente aqui no Brasil. Então podemos dizer que muitos verão como apenas o Chelsea jogando.

Mas para quem acompanha a liga e gosta do futebol nos EUA, o All-Star Game deveria ser visto como uma forma de fazer com que a MLS recebe mais atenção dos amantes do esporte pelo planeta. Pessoas em todos os cantos da Terra verão o jogo ou olharão o resultado após e uma vitória do time das estrelas da liga poderia mostrar que a qualidade técnica tenha melhorado.
Apesar disso, um grande problema do All-Star Game da MLS é que ele não contempla todas as equipes, assim como é feito nos outros esportes americanos. Apenas 10 franquias da liga estarão diretamente envolvidas na partida, deixando outras oito franquias sem nenhum representante.

Levar uma equipe famosa como o Chelsea para disputar o All-Star Game traz uma boa visibilidade para a liga, mas a MLS precisa achar alguma maneira de contemplar todas as equipes, já que a partida poderia perder visibilidade dentro mesmo dos Estados Unidos e do Canadá.

Um exemplo disso é de Giovanni Sardo, que escreve sobre o Montréal Impact no blog Mount Royal Soccer. Como não há nenhum jogador da equipe, Sardo acaba ficando sem motivação para ver a partida. Mas isso poderia mudar caso um atleta do Impact participasse do jogo, como é o caso do meia brasileiro Felipe, que faz boa temporada.

A liga tem opções para manter todos os fãs interessados na partida. Dá para convocar um jogador de cada equipe, o que colocaria 19 atletas no elenco. Após isso, franquias que têm mais estrelas, como o Galaxy de Beckham e Donovan, poderiam ganhar uma segunda vaga. Até porque ter jogadores como esses disputando a partida realmente aumenta o impacto dela nos outros países, mas não tira o interesse de ninguém dentro dos limites da MLS.

Caso a liga entenda que já explorou todo o potencial do All-Star Game contra grandes equipes do cenário europeu, a MLS poderia voltar o formato do jogo para a tradicional disputa entre as duas conferências. No caso, cada equipe poderia ter até 22 jogadores, o que significaria pelo menos dois participantes de cada uma das franquias da MLS.

Para quem não gosta da opção do duelo entre as conferências, fica a opção dada pela NHL. A liga indica um elenco com um certo número de jogadores e coloca dois deles como capitães. Dois dias antes da partida seria feito um draft, com os dois capitães recrutando os companheiros de profissão para suas equipes. Já imaginou Beckham e Donovan sendo os capitães e tendo que escolher os jogadores? Acho que seria muito legal.

Opções para melhorar ou manter o All-Star Game não falta. O problema é a liga olhar mais para fora do que para dentro. O crescimento realmente é algo importante, mas não é a melhor coisa do mundo deixar seus fãs sem vontade de assistir a partida.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo