Hope Solo, estrela da seleção americana, será candidata a presidente da federação de futebol dos EUA
A goleira Hope Solo declarou a sua candidatura para a presidência da United States Soccer Federation (USSF, conhecida como US Soccer). Aos 36 anos, a jogadora apresentou a sua candidatura pela sua página no Facebook e foi muito crítica com a federação, que ela diz priorizar o lucro acima de tudo. Embora não tenha se aposentado dos gramados, ela quer tentar o cargo máximo fora de campo nos Estados Unidos.
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“Nós precisamos de pessoas inteligentes e apaixonadas liderando a US Soccer”, disse a jogadora. “A estratégia de negócios não pode continuar a ser lucro antes de progresso. O coração do que a USSF representa é o desenvolvimento do futebol de base na América”, afirmou Solo. “Eu sei exatamente o que a US Soccer precisa fazer, eu sei exatamente como fazer isso e tenho atitude para fazer isso”.
Hope Solo tem em suas ideias de gestão criar uma cultura vitoriosa, brigar por pagamento igualitário na seleção americana e para todas as funcionárias na USSF, tratar sobre a questão de pagamento por jogo para jogadores dos times de base, tornar o jogo acessível para todos, além de transparência de governança organizacional, operacional e financeira.
Solo terá muita concorrência na disputa pelo cargo. O ex-jogador da seleção Paul Caligiuri; a executiva de futebol Kathy Carter, presidente da Soccer United Marketing, subsidiária da MLS; Carlos Cordeiro, vice-presidente da US Soccer; o advogado Steve Gans; Paul Lapointe, empresário; o ex-jogador e comentarista Kyle Marino; o advogado Mike Winograd; o ex-jogador da seleção americana e comentarista Eric Wynalda. O atual presidente, Sunil Gulati, já declarou que não irá concorrer à reeleição. A eleição será no dia 10 de fevereiro.
Como jogadora, Solo foi muito marcante. Estrela da seleção americana, ela jogou pelos Estados Unidos de 2000 a 2016, com 202 jogos com a camisa dos EUA. Conquistou duas medalhas de ouro ol[impicas, em 2008 e 2012, além de ter conquistado a Copa do Mundo em 2015. Foi vice-campeá em 2011.
Individualmente, Solo foi eleita a atleta feminina do ano nos Estados Unidos em 2009. Segundo um porta-voz da goleira, ela já tem as três nominações de membros votantes exigidas para poder concorrer. O prazo para a inscrição como candidato é o dia 12 de dezembro.
Solo foi suspensa da seleção americana em agosto de 2016, depois da eliminação dos Estados Unidos diante da Suécia. Ela declarou que as suecas eram “um bando de covarde” por terem usado táticas defensivas. Ela não voltou a jogar pela seleção americana desde então. Ela passou por cirurgia no ombro e teve que parar por alguns meses.
Na época que foi suspensa, Solo estava entre as cinco jogadoras que entraram com reclamações formais na Comissão de Oportunidades Iguais de Empregabilidade. O documento pedia igualdade de salários em relação aos jogadores da seleção americana. Por lá, os jogadores da seleção recebem salários enquanto prestam seus serviços ao time.
Em 2014, Solo foi presa acusada de violência doméstica contra o seu sobrinho. O caso ainda não foi resolvido. Em 2015, Solo chegou a ser suspensa por 30 dias depois que seu marido, o ex-jogador da NFL Jerramy Stevens, foi preso por dirigir bêbado. Solo estava no banco do passageiro.
Recentemente, Solo acusou o ex-presidente da Fifa, Sepp Blatter, de assédio sexual durante a entrega da Bola de Ouro de 2013.



