Gangues nas ruas ou futebol? Há quem prefira a primeira opção
O que você prefere: morar uma vizinhança na qual as ruas sejam ocupadas por gangues, abriguem consumidores de drogas ou sirvam de palco para jogos de futebol? Pois é, por mais absurdo que pareça, uma moradora de Nova York optaria pelas duas primeiras alternativas. Revoltada com as partidas que acontecem nas proximidades de seu apartamento, ela movimenta uma petição entre os vizinhos para expulsar os peladeiros dali.
“Eu vivia na vizinhança quando havia gangues soltas, heroína, mas esta é uma das coisas mais desagradáveis que já aconteceram por aqui. É um comportamento de fraternidades. Eu não quero insultar as crianças e dizer que elas são infantis. Há adultos gritando, tentando reviver a juventude ou algo parecido”, afirmou Karen Gehres, a vizinha insatisfeita, em entrevista ao DNA Info.
O chilique de Karen se dá contra os jogos de Kickball, uma espécie de beisebol disputado com os pés . Duas competições da modalidade são abrigadas nas quadras da escola próxima ao apartamento de Karen. As partidas acontecem durante as noites dos dias de semana, bem como aos sábados.
E a insatisfação da vizinha também é compartilhada por seu marido, Phil Penman, de 35 anos: “Começou há dois ou três anos, com alguns adultos jogando. Então, vagarosamente começou a haver refletores, adultos gritando loucamente. E o horário ficou cada vez mais tarde. Às vezes, eles jogam até 10 ou 11 da noite”.
Segundo a Notwork Network Society, que realiza os jogos de Kickball, a entidade preza pelo “espírito esportivo entre os seus membros e se esforça para manter um nível de barulho razoável”. Além disso, a agremiação pediu que eventuais problemas sejam tratados diretamente com ela.
Karen espera que a petição, que já colheu cerca de 40 assinaturas, funcione junto a um comitê comunitário. Ou será ela quem mudará de Lower East Side: “Basta o tempo estar bom para que comece. Eu não posso permanecer por muito tempo aqui. Você não pode abrir as janelas ou ouvir seus próprios pensamentos no apartamento”. Imagine então se uma bolada quebrasse a vidraça da janela de Karen? Talvez nem as gangues suportassem a fúria da vizinha.



