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Folarin Balogun, uma das revelações da Ligue 1, será um ótimo reforço para a seleção dos EUA

O atacante formado e emprestado pelo Arsenal defendeu a Inglaterra em torneios das categorias de base, mas decidiu mudar de seleção

Um dos melhores jogadores da temporada do Campeonato Francês decidiu mudar de seleção no futebol internacional e se tornará um grande reforço para a seleção dos Estados Unidos. O atacante Folarin Balogun, emprestado pelo Arsenal ao Stade Reims, defendeu a Inglaterra nas categorias de base, mas, após a Fifa acatar o seu pedido, estará disponível para disputar as semifinais da Liga das Nações da Concacaf pelos americanos em meados de junho.

O jogador de 21 anos tinha mais de uma opção. Nasceu no Brooklyn, em Nova York, filho de pais nigerianos, antes de retornar à Inglaterra ainda criança. Enquanto avançava pelas categorias de base do Arsenal, disputou o Campeonato Europeu Sub-17 de 2018 pela Inglaterra e fez seis gols em 10 partidas entre 2021 e 2022 pelo Sub-21 durante a classificação para a fase final do Europeu da categoria que será realizado na Romênia e na Georgia a partir de junho deste ano.

Nesse período, aceitou uma convocação para um campo de treinamento e um torneio amistoso na Tchéquia com o sub-18 da seleção americana e parece que curtiu a experiência. “Minha decisão de representar os EUA foi tomada junto com a minha família. No fim, não tive que pensar muito, mas era algo que eu queria fazer e eu me sinto em casa aqui. Representar os EUA significa muito, mais do que as pessoas saberiam. Estou muito orgulhoso e honrado por esta oportunidade e quero dar tudo que tenho para que o time seja bem sucedido”, disse.

Balogun está tendo uma temporada de afirmação no futebol europeu. O prata da casa teve poucas oportunidades no time principal do Arsenal, com apenas dez jogos, a maioria entrando no fim de duelos da Liga Europa ou da Copa da Liga Inglesa, quando os clubes grandes costumam usar times reservas ou modificados. Fez apenas duas rodadas de Premier League, contra Brentford, como titular, e Chelsea, em agosto de 2021. Seus dois gols pelos adultos dos Gunners saíram no torneio europeu secundário, diante de Molde e Dundalk, em 2020.

Começou a ser emprestado para ganhar experiência na temporada passada. Passou a segunda metade defendendo o Middlesbrough, na Championship, com três gols em 18 rodadas. Deu uma pequena contribuição para o Boro ficar próximo da zona de playoffs, em sétimo lugar, a cinco pontos de tentar uma vaga na Premier League. Na França, desabrochou de vez: são 19 gols em 34 rodadas da Ligue 1. Está entre os seis principais artilheiros, empatado com Loïs Openda, do Lens, e atrás de Habib Diallo (Estrasburgo), Jonathan David (Lille), Alexandre Lacazette (Lyon) e Kylian Mbappé (Paris Saint-Germain).

Ele será um reforço importante para os EUA, que teve uma boa Copa do Mundo no Catar, mas falhou principalmente na hora de colocar a bola na casinha. “Estamos muito felizes que Folarin escolheu representar os Estados Unidos. Ele não apenas é um jogador extremamente talentoso, mas também uma pessoa boa que acrescentará valor à seleção, dentro e fora de campo, em um momento em que o time continua melhorando. Está claro que ele valoriza suas raízes americanas e nós mal podemos esperar para que ele faça parte do nosso time”, disse Anthony Hudson, treinador interino dos EUA, após a saída de Gregg Berhalter, que não teve seu contrato renovado no fim do ano passado, em meio a uma investigação sobre um caso de violência doméstica em 1992.

Em uma entrevista ao site da Ligue 1, no último mês de novembro, Balogun entrou em detalhes sobre a sua origem. “Quando eu tinha 17 anos, a Federação Americana me chamou para um torneio amistoso na Tchéquia durante o verão. Eu havia jogado pela Inglaterra na Euro Sub-17 alguns meses antes, mas, depois de conversar com a minha família, eu decidi ir. E vencemos o torneio! Foi uma boa experiência porque eu vi uma maneira diferente de jogar e outros métodos. Ainda estou em contato com várias pessoas que conheci lá”, disse.

“Eu nasci no Brooklyn. Meus pais passaram férias lá por alguns meses porque temos família em Nova York. Minha mãe tem uma tia lá. Mas pouco depois de nascer, todos nós nos mudamos para Londres. Não tenho memória daquela época, mas eu voltei para Nova York no último verão, durante minhas férias. Foi muito divertido e aproveitei para andar pela região da clínica onde nasci. Foi obviamente um sentimento especial para mim”.

“Meus pais são da Nigéria, a primeira língua deles é o iorubá. Tenho muita família na Nigéria. Minha mãe também tem família em Nova York e em Atlanta, com quem conversamos regularmente e que às vezes nos visitam em Londres. E Londres é minha cidade, é onde eu cresci, onde meus amigos estão, e se as pessoas me perguntarem, eu digo que sou inglês. Mas, sim, sou uma mistura de todas essas culturas”, completou.

Depois de fazer sucesso pelo Stade Reims, no meio da tabela da Ligue 1, Balogun pode também se tornar uma opção importante para Mikel Arteta, que precisa de mais profundidade em seu elenco para a próxima temporada, especialmente no ataque. E tem tudo para ser um grande atacante pela seleção americana, começando pela semifinal da Liga das Nações contra o México, em 15 de junho, em Las Vegas.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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