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Expandir ou parar, eis a questão?

Na última semana, uma declaração de Mark Abbott, presidente da Major League Soccer, deu o que falar no meio futebolístico norte-americano. Abbott disse que o foco atual da MLS era adicionar um vigésimo time (atualmente são 18, mas uma equipe de Montréal fará parte da liga a partir da próxima temporada) e que esse time seria de New York. Muita gente pensou diretamente em uma volta do Cosmos, mas a situação do antigo clube não é tão fácil assim.

Isso porque Abbott disse que a MLS negocia diariamente e diretamente com alguns grupos de investidores de New York e também representações de Las Vegas, Orlando e do estado de Minnesota. Apesar disso, deixou bem claro que o desejo da liga era de que New York recebesse uma nova franquia.

Mas o que Abbott disse foi rebatido por Don Garber, comissário da MLS, que apareceu no jogo entre Dallas e Red Bulls. Garber confirmou a conversa com os grupos citados pelo presidente, mas disse que a expansão não é um foco atual da liga e que o preço de uma nova franquia em Nova York seria de 100 milhões de dólares, mais que o dobro cobrado para a entrada de qualquer outro clube na história da MLS.

E o colunista que vos escreve agradece pelos comentários de Garber.Uma nova equipe em New York seria um tiro no pé da liga. Mesmo sendo o Cosmos, que já tem um nome feito pelo time antigo. A atual franquia existente na cidade já não consegue encher seu estádio mesmo com três jogadores designados conhecidos (Henry, Marquez e Rost) e possíveis novas estrelas da seleção americana (Agudelo e Ream). Mesmo com a cidade tendo milhões de pessoas, não dá para achar que um clube formado em outra área faria com que mais indivíduos se interessassem pelo esporte e pelo clube.

Para piorar a situação de uma segunda franquia  em New York, muito se lembra da atual experiência de Los Angeles, que tem dois clubes na liga e, teoricamente, teria um grande mercado para isso, já que a influência hispânica é muito grande na cidade da Califórnia. Mas enquanto o Galaxy é sucesso de público, o Chivas USA não conseguiu atingir um bom público desde que entrou na liga, em 2004. A diferença fica bem nítida quando se vê jogos dos clubes no Home Depot Center, estádio dividido pelos dois. Com a diferença de público, nem parece o mesmo local.

Aí Las Vegas surge como um bom lugar para o 20º time da liga. A cidade conhecida internacionalmente pelas apostas é um dos maiores mercados televisivos de futebol nos Estados Unidos, tanto em transmissões das seleções do país quanto da MLS, mesmo sem existir um time na região. E uma ida para Las Vegas poderia se beneficiado por um projeto de construção de um complexo esportivo no centro da cidade, que tem em sua composição um estádio que poderia ser usado tanto para futebol americano quanto para o soccer.

Outra opção que poderia ser considerada pela MLS para essa 20ª vaga é Orlando. Recentemente, como você leu por aqui, cerca de 11500 pessoas compareceram à final da 3ª divisão do futebol norte-americano na cidade. Além disso, sempre são registrados bons públicos em um torneio de pré-temporada que é realizado na Disney com três times da MLS e o Orlando City, que disputa a 3ª divisão. E há boas mobilizações por um time na Flórida, mesmo depois da saída do Tampa Bay Mutiny e do Miami Fusion no começo da última década.

Opções não faltam e continuar a liga por um grande tempo com um número ímpar de times não seria uma boa ideia. Resta à Major League Soccer e seus executivos saber escolher a melhor proposta para o seu crescimento, levando em consideração o tamanho dos mercados e como essa franquia poderia contribuir para a liga como um todo.

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Equipe Trivela

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