Estados Unidos

Dissecando os play-offs – Parte I

Após 360 minutos de play-offs, a Trivela traz um pequeno resumo de cada um dos quatro jogos que movimentaram a ida da primeira fase dos playoffs.

Colorado Rapids 1×0 Columbus Crew

O Colorado Rapids dominou os primeiros 60 minutos jodo em Commerce City com a grande presença de seus dois atacantes, Omar Cummings e Conor Casey. Os dois tiveram ótimas chances de marcar e não conseguiram, mas participaram do único gol da partida, quando Cummings desceu pela direita, cruzou pra área e Casey passou pela bola, que sobrou para o experiente Pablo Mastroeni, que só teve o trabalho de empurrar para a rede.

Nos últimos 30 minutos, o Columbus parecia outro time. Por mais que pareça estranho, o Crew melhorou depois que um dos maiores ídolos as história do clube, Guillermo Barros Schelotto, e o principal atacante do time, Steven Lenhart, saíram para a entrada de Jason Garey e Andres Mendoza. O empate do Crew só não chegou por causa das ótimas defesas de Matt Pickens.

A vantagem do Colorado é boa e não traz boas recordações para o Crew, visto que na temporada passada, os amarelos foram eliminados por um time da região rochosa (Real Salt Lake) na mesma fase depois de uma derrota por 1 a 0 fora de casa. A situação está aberta, mas a vantagem do Rapids é fundamental.

San Jose Earthquakes 0x1 New York Red Bulls

Talvez seja o confronto mais resolvido dessa primeira fase. O Red Bulls tem três jogadores designados (Juan Pablo Angel, Thierry Henry e Rafa Marquez), mas quem fez a diferença de novo foi um dos “coadjuvantes” do time. Trato o termo com aspas porque não dá pra dizer que Joel Lindpere é um coadjuvante entre essas estrelas. O estoniano esteve de área a área, trabalhando duro e por tudo que fez, foi muito bem recompensado com o único gol da partida.

Hans Backe merece grande parte da vitória. O sueco mexeu muito bem na tática do time, saindo de um 4-5-1 fracassado nas últimas rodadas para um 4-4-2 em que Lindpere atuava como meia centralizado, diferentemente de quando o meio tinha cinco jogadores. E créditos a Backe por ter a coragem de trazer Juan Agudelo, atacante de 17 anos, para seu primeiro jogo na MLS. O jovem não se intimidou e apareceu bem para o jogo.

Ao San Jose, basta esperar que Wondolowski e Geovanni apareçam mais efetivamente no jogo de volta. Os dois produziram bem, chegaram perto de ultrapassar Bouna Condoul, mas não conseguiram, devido a uma ótima performance do goleiro senegalês.

Dallas 2×1 Real Salt Lake

O melhor time da MLS também sucumbe. Isso é o que foi provado a todos no último sábado. O Real abriu o placar logo no começo do jogo, com um belo gol do atacante argentino Fabian Espíndola, e asfixiou todo o time do Dallas, mas não conseguiu acabar com o confronto. Além disso, ainda levaram dois gols que podem fazer a diferença no confronto.

Mas a derrota parece não ser o pior. Javier Morales, o melhor jogador do RSL e a maior fonte de criatividade dos Clarets, tomou dois cartões amarelos (um por trocar tapas com Daniel Hernandez e outro por “atingir” Dax McCarty no peito) e ficará de fora da volta. Se bem que ainda há alguma esperança para os torcedores do Real, visto que na final da MLS Cup do ano passado, o Galaxy foi praticamente dado como campeão quando Morales saiu de campo machucado aos 20 minutos da 1ª etapa, mas o RSL superou a perda do argentino e venceu.

O Dallas fez uma ótima partida contra o Real em Sandy durante a temporada regular, mas sofreu com a sorte de Ned Grabavoy (que deve ser o substituto de Morales), que abriu o placar em um lance meio estranho. Os Hoops vão para Utah pensando em repetir aquela atuação, mas sem dar chance para o azar dessa vez.
Os 32 jogos de invencibilidade em casa e a conversa de Jason Kreis devem fazer a diferença para os Clarets.

Seattle Sounders 0x1 Los Angeles Galaxy

Os bons conhecedores de futebol brasileiros devem se lembrar do ‘Muricybol’, tática implantada por Muricy Ramalho enquanto esteve no São Paulo e que resultou nos três últimos títulos nacionais do clube paulista. Quem viu esse São Paulo e viu o Galaxy de domingo deve ter notado algumas semelhanças. O ‘Arenaball’ de Bruce Arena funcionou perfeitamente com um bom trabalho da linha defensiva com ajuda de Dema Kovalenko que fez um belo trabalho tanto ajudando o ataque quanto fechando a defesa.

A grande sacada de Arena foi colocar um time que quebrasse o ritmo que o Seattle tentaria impor com seus dois meias centrais, Osvaldo Alonso e Nathan Sturgis, que são defensivos de origem, mas sempre estão chegando ao ataque, abrindo espaço para outros jogadores aparecer ou ditando o ritmo do jogo com uma boa distribuição. E não foi o que aconteceu no domingo.

O ‘Arenaball’ deu tão certo que o gol do Galaxy saiu depois de um chutão do jovem zagueiro Omar Gonzalez, que foi direto para o vice-artilheiro da temporada regular, Edson Buddle, que girou sobre seu marcador e acertou um chute de extrema felicidade, surpreendendo o experiente Kasey Keller.

O Galaxy vai com a vantagem de 1 a 0 para jogar em casa, mas não dá pra garantir nada, visto que Los Galacticos perderam jogos ligeiramente tranquilos da temporada regular no Home Depot Center. Apesar disso, o Galaxy é favorito.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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