Estados Unidos

Dinheiro de alocação?

A defesa do Philadelphia Union é a 2ª melhor da MLS, atrás apenas do Real Salt Lake. O sucesso do clube até mascara uma falta de profundidade no setor, o que ficou bastante evidente durante alguns jogos em que o técnico Piotr Nowak teve problemas para escalar sua linha defensiva. Por isso, houve um pequeno espanto quando o Union negociou Jordan Harvey, lateral-esquerdo titular, com o Vancouver Whitecaps em troca de dinheiro de alocação.

Harvey é um bom jogador, nada de fantástico, mas encaixou bem no esquema de Nowak e sempre que o técnico precisou colocar outro atleta em uma das laterais, precisou improvisar alguém por ali. Os meio-campistas gêmeos Gabriel e Michael Farfan já foram usados no setor e apesar de não fazerem feio, não foram tão bem quanto os titulares da posição. O que deixa a troca mais estranha ainda.

Mas pra que serve o dinheiro de alocação? É aí que a troca começa a ficar interessante. Como bem descreveu Adrian Cann, do blog Philly Soccer Page, o dinheiro de alocação é algo como um cartão de presentes da MLS. Esse dinheiro não pode ser usado contra o teto salarial dos clubes, mas pode ser usado nas seguintes situações: Contratação de um novo jogador para a MLS, renovação de contrato de um jogador, diminuir o salário de um jogador ou comprar os direitos do contrato de um jogador, como foi feito com Harvey.

E como você pode conseguir esse dinheiro de alocação? Existem quatro formas: Não se qualificando para os play-offs da MLS, vendendo algum jogador para fora da liga, ser um clube de expansão (como é o caso de Vancouver e Portland nesse ano) e classificando-se para a Concacaf Champions League. No final da temporada, o comitê de competição da MLS solta uma lista com a quantidade de dinheiro de alocação que cada clube receberá.

Se você não entendeu ainda, vamos a exemplos práticos. Benny Feilhaber assinou com o New England Revolution como jogador normal, mas com preço de jogador designado. Com o dinheiro de alocação, os Revs puderam baixar o salário de Benny de 335 mil dólares para 150 mil. Outro bom exemplo é se algum clube da MLS quiser trazer um jogador que não esteja na liga, o dinheiro de alocação pode ser usado para isso.

No fim, a troca do Philadelphia nem parece tão sem sentido. Agora o Union pode usar o dinheiro de alocação para buscar algum bom jogador para reforçar o setor, até melhor que o próprio Harvey.

Confira os resultados da 17ª semana da MLS

Vancouver Whitecaps 0x1 Columbus Crew
CLB: Jeff Cunningham (90’)

Sporting Kansas City 1×1 Colorado Rapids
SKC: Graham Zusi (62’) / COL: Conor Casey (32’)

Chivas USA 2×0 San Jose Earthquakes
CHV: Ben Zemanski (64’), Nick LaBrocca (84’)

New York Red Bulls 5×0 Toronto FC
NY: Thierry Henry (33’), Luke Rodgers (38’), Joel Lindpere (52’), Juan Agudelo (67’, 89’)

Sporting Kansas City 1×1 Chivas USA
SKC: Omar Bravo (90’) / CHV: Nick LaBrocca (6’)

New York Red Bulls 0x1 DC United
DC: Dwayne DeRosario (51’)

Houston Dynamo 2×0 Toronto FC
HOU: Danny Cruz (50’), Geoff Cameron (81’)

Real Salt Lake 2×0 FC Dallas
RSL: Andy Williams (47’), Fabian Espindola (90’)

Colorado Rapids 2×1 Vancouver Whitecaps
COL: Conor Casey (25’), Scott Palguta (68’) / VAN: Camilo (77’)

Los Angeles Galaxy 2×1 Chicago Fire
LA: Landon Donovan (58’), David Beckham (65’) / CHI: Cristian Nazarit (62’)

San Jose Earthquakes 0x0 Philadelphia Union

Portland Timbers 2×3 Seattle Sounders
POR: Jeff Parke (contra, 46’), Jorge Perlaza (69’) / SEA: Fredy Montero (57’, 74’), Osvaldo Alonso (83’)

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