Copa do Mundo FemininaEstados Unidos

Com Natalie Portman, Serena Williams e grande elenco entre as donas, NWSL terá nova franquia em Los Angeles

Dezenas de prêmios de televisão e cinema, incluindo um Oscar, 23 títulos de Grand Slam de tênis, algumas centenas de jogos e gols pela seleção americana e até uma criança de dois anos. Apropriado para um time de Los Angeles, a lista de donos – majoritariamente donas – da nova franquia da National Women’s Soccer League, principal liga de futebol feminino dos Estados Unidos, está repleta de estrelas.

Quem lidera a iniciativa é a atriz Natalie Portman, vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2011 por Cisne Negro, acompanhada pela empresária Kara Nortman, a empreendedora de mídia e games Julie Urhman e Alexis Ohanian, co-fundador do Reddit e marido de Serena Williams.

Williams também está listada como uma das donas, ao lado da sua filha de dois anos, Alexis Olympia Ohanian Jr., e 14 ex-jogadoras da seleção americana, incluindo Mia Hamm e Abby Wambach. As atrizes Uzo Aduba (a Suzanne de Orange Is The New Black), Jennifer Garner, Eva Longoria, Jennifer Garner e Jessica Chastain (da esquerda para a direita na foto acima) também investirão no 11º time da NWSL.

Portman, ativista dos direitos das mulheres e outras causas sociais, afirmou em entrevista ao The Athletic que começou a se aproximar das jogadoras da seleção americana para saber mais sobre a luta por pagamento igualitário. O movimento no qual ela está envolvida – Time’s Up – passou a fazer ações conjuntas com a Associação de Jogadoras da seleção americana.

Depois do título da Copa do Mundo do ano passado, ficou forte a ideia de criar um time em Los Angeles e reforçar o número de mulheres envolvidas em propriedade nos esportes dos EUA. “Quanto mais tempo eu passava com essas mulheres, mais eu aprendia e mais eu queria me envolver. Era óbvio que precisávamos ver essas mulheres jogando em Los Angeles. Precisávamos de um time aqui”, disse.

A NWSL foi a primeira liga importante dos Estados Unidos a retomar as atividades durante a pandemia de coronavírus, com a Challenge Cup, atualmente na fase semifinal, com duelos entre Portland Thorns x Houston Nash e Chicago Red Stars x Sky Blue. No último mês de outubro, aprovou a entrada do seu décimo filiado em Louisville, Kentucky.

O time de Los Angeles, ainda provisoriamente chamado de Angel City – Cidade dos Anjos, em português, apelido de LA -, será o 11º. A nova franquia deve anunciar seu nome oficial e em que estádio mandará suas partidas até o fim do ano. A ideia é estrear em 2022, entre os dois principais eventos do futebol feminino, a Olimpíada de Tóquio e a Copa do Mundo.

O último time sediado em Los Angeles a disputar a primeira divisão feminina foi o Sol, desmembrado em 2010 após apenas uma temporada, ainda quando a liga era chamada de Women’s Professional Soccer League.

Apesar do forte interesse pela modalidade, os EUA demoraram para conseguir estabelecer um forte campeonato de futebol para mulheres, mas a NWSL tem dado bons sinais. O público cresceu 22% e bateu recordes depois do sucesso da seleção na Copa do Mundo da França, e o Lyon, principal time feminino da Europa, comprou o Reign FC.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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