Estados Unidos

A bola de futebol que resistiu à explosão da nave Challenger, em 1986, agora flutua no espaço

Em janeiro de 1986, a NASA vivenciou um de seus maiores desastres. O ônibus espacial Challenger explodiu nos ares 73 segundos depois de sua decolagem, matando todos os sete tripulantes. Mais de três décadas depois, as homenagens às vítimas continuam sendo feitas. E, na última semana, aconteceu uma ligada ao futebol: uma bola que resistiu ao acidente flutuou na Estação Espacial Internacional, em tributo a Ellison Onizuka, um dos astronautas falecidos na ocasião.

“A bola estava no Challenger naquele fatídico dia. Voou graças a Ellison Onizuka, para se lembrar de sua filha, que jogava futebol”, escreveu Shane Kimbrough, atual comandante da Estação Espacial. Foi ele o responsável por tirar uma fotografia da bola flutuando em frente à janela, dentro do laboratório Cupola.

A bola está autografada por todos aqueles que faziam parte das equipes de futebol do Clear Lake High School em 1986, tanto garotos quanto garotas. Filha de Ellison, Janelle Onizuka tinha 16 anos na ocasião e ofereceu o presente ao astronauta antes da viagem. “A bola de futebol, de várias formas, continuou a missão na qual meu pai embarcou há tantos anos. Continuou a viajar e a explorar o espaço, enquanto inspira tanta gente através de sua história”, comentou Janelle. Atualmente, ela possui filhos na equipe esportiva do Clear Lake High School, assim como Shane Kimbrough – o que motivou a homenagem.

Ellison Onizuka estava em sua segunda missão espacial quando a nave Challenger explodiu. Alguns de seus itens pessoais foram encontrados no mar após o desastre, incluindo também uma bola de futebol americano e uma bandeira dos Estados Unidos. A bola havia sido devolvida pela família do astronauta ao Clear Lake High School.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo