
Com apenas 36 minutos de jogo, o Real Madrid já havia feito os dois gols que viriam a garantir a vitória por 2 a 1 sobre o Sevilla, nesta quarta, por La Liga. O triunfo, no entanto, foi muito mais apertado do que esse dado revela. Em momento algum do duelo o resultado pareceu garantido. A equipe da Andaluzia martelou o time de Carlo Ancelotti em momentos-chave, diminuiu o placar com tempo para sonhar com o empate e ainda teve seus atletas travando duelos duros com os madridistas. O saldo disso tudo foi que o Real, que já tinha três desfalques para o clássico contra o Atlético de Madrid, viu esse número possivelmente aumentar para seis, com as lesões dos importantíssimos Sergio Ramos e James Rodríguez e o quinto amarelo de Marcelo.
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Esses dois últimos, aliás, foram os nomes do gol que abriu o placar. Com bela assistência do brasileiro, o colombiano acertou um peixinho preciso para fazer 1 a 0 com apenas 12 minutos. A dupla deverá fazer muita falta no duelo do final de semana, no Vicente Calderón, cada um dos atletas à sua maneira. James por viver uma fase fantástica no clube, aumentando cada vez mais seu protagonismo entre as estrelas merengues, sobretudo nesses dois últimos jogos de ausência de Cristiano Ronaldo, suspenso. Já Marcelo, por forçar Ancelotti a improvisar alguém pela lateral esquerda, visto que Coentrão deverá desfalcar o time por contusão.
Nos minutos seguintes ao primeiro gol, o Sevilla foi ao ataque, acertou bola na trave, mandou bola na rede pelo lado de fora com perigo e deixou claro para o Real que estava vivo no jogo. Os donos da casa respondiam especialmente pelas pontas, com os inspirados Isco e James. No entanto, a lesão do colombiano, aos 26, freou o distanciamento técnico que os madrilenos desenhavam. Jesé entrou no lugar e, bem posicionado, conseguiu o segundo gol, aos 36 minutos, mesmo com a diminuição de ritmo. Apesar de não se entregar em momento algum, o Sevilla diminuiu relativamente tarde, com Iago Aspas fazendo o gol solitário aos 35 da segunda etapa.
Sergio Ramos não se envolveu em nenhum dos lances de gol, mas foi a primeira baixa do Real Madrid, lesionando-se logo no início do jogo e dando lugar a Nacho. Este, aliás, se for confirmada a ausência do camisa 4, provavelmente será titular no confronto contra o Atleti, já que Pepe também está contundido. A solução para fechar o quarteto será utilizar Arbeloa pela esquerda. Seu nível no flanco direito, o de origem, já não é lá grande coisa. Invertido, então, deverá ser ótima opção sobre a qual o time de Simeone pode basear seus lances ofensivos.
Embora a defesa seja o maior problema para o clássico, o setor de criação também deverá estar um tanto combalido, com o desfalque de Modric e James. O lado positivo é o retorno de Cristiano Ronaldo. Conta a favor do Atlético também o retrospecto recente contra o arquirrival jogando em casa. Dos últimos três duelos, venceu dois e empatou um, mesmo com a diferença técnica entre os dois. Simeone parece saber cada vez mais o melhor jeito de enfrentar os madridistas.
Apesar dos seis desfalques importantes para o jogo contro os Colchoneros, o fato de ter conseguido os seis pontos que disputou durante a ausência de seu maior craque deve ser comemorado. Se tivesse tropeçado hoje, por exemplo, iria para o duelo pressionado e com uma chance bem real de perder a liderança. Entretanto, a diferença de apenas quatro pontos para o segundo colocado Barcelona não permite aos comandados de Ancelotti relaxarem completamente. Está aí uma boa oportunidade para Cristiano Ronaldo matar a saudade da rede, brilhar em um jogo grande e reforçar sua importância individual para o time.



