Espanha

Espanha vence Haiti por pouco e aproveita mal a ocasião

Campeã mundial e bicampeã europeia, a Espanha iniciou sua preparação à Copa das Confederações. Um amistoso pouco desafiador contra o Haiti em Miami, que serviria mais para dar espaço a alguns jogadores do que para realmente testar a equipe de Vicente Del Bosque. Invicta desde novembro de 2011, a Roja fez sua parte ao vencer, mas não teve motivação suficiente para ir além do placar de 2 a 1.

Del Bosque escalou um time formado basicamente por jogadores que atuam fora de La Liga. Sergio Ramos, Raúl Albiol e Cesc Fàbregas foram as exceções, assim como Iker Casillas, que voltava a atuar após permanecer encostado no Real Madrid nos últimos meses. Já do meio para frente, vários nomes de destaque em outros países, como Javi Martínez, Juan Mata e Santi Cazorla.

Durante os primeiros 20 minutos, tudo dentro do script. Muita vontade por parte dos espanhóis e dois gols anotados rapidamente. Cazorla acertou belo chute da entrada da área e Mata deu excelente passe para Fàbregas ampliar. Diferença que permitiu a acomodação da Fúria, que só voltou a buscar o gol nos 30 minutos finais.

Roberto Soldado entrou no lugar de Fernando Torres e não balançou as redes por detalhe, acertando a trave duas vezes e tendo o chute salvo em cima da linha em outra. Do outro lado, os haitianos teriam seu momento de glória a 15 minutos do fim, quando Wilde Guerrier aproveitou cochilo da defesa espanhola para anotar um belo gol.

Ficou a impressão de que Del Bosque deverá aproveitar mais os treinos para repensar o time do que os amistosos – além do Haiti, os espanhóis pegam a Irlanda antes de estrearem na Copa das Confederações, contra o Uruguai. Até porque o treinador precisa planejar equipe sem Xabi Alonso, peça-chave na engrenagem da Fúria.

Sem o volante do Real Madrid, Del Bosque poderá trazer Andrés Iniesta de volta ao meio-campo, apesar de suas grandes atuações na ponta esquerda, e dar espaço a Cazorla, Fàbregas ou Mata mais à frente. Outra opção seria trazer Javi Martínez ao lado de Sergio Busquets, em uma composição mais robusta da cabeça de área, mas menos técnica.

O treinador também precisa decidir se seguirá confiando a lateral direita a Álvaro Arbeloa e, principalmente, quem comandará o ataque, onde Fernando Torres, Roberto Soldado, David Villa e Cesc Fàbregas concorrem, mas ainda não convenceram totalmente o comandante. Trabalho necessário para manter o alto nível e apagar a má impressão deixada na Copa das Confederações de 2009, com a queda nas semifinais e as dificuldades para conquistar o terceiro lugar.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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