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[Vídeo] Dérbi dentro do dérbi: como foi o duelo entre Simeone e Ancelotti à beira do campo

Joachim Löw recebeu o prêmio de melhor técnico de 2014 na cerimônia da Fifa. Se o troféu ficasse com qualquer um de seus concorrentes, de qualquer forma, estaria em excelentes mãos. Diego Simeone e Carlo Ancelotti fazem trabalhos fantásticos. O argentino, elevando o potencial de um time longe do talento de seus concorrentes, mas com garra para equiparar forças. O italiano, transformando um esquadrão de craques em time campeão, podando egos e encaixando peças. Juntos, os dois treinadores tornam o Dérbi de Madri ainda mais grandioso.  E criam um duelo particular fora de campo.

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Nos últimos tempos, entretanto, Simeone parece ter encontrado uma fórmula perfeita de superar as táticas de Ancelotti. A pegada forte do Atlético de Madrid prevalece, é claro, mas não é só isso que permite aos colchoneros reverterem o quadro e fazerem dos antigos carrascos os atuais fregueses. A solidez defensiva também conta, assim como a velocidade e a presença de área do ataque. Nesta temporada, o Real Madrid não venceu um clássico sequer em seis duelos com os rivais. Dos oito tropeços merengues em 2014/15, apenas dois não vieram contra o Atleti. E os únicos três jogos em que o poderoso ataque passou em branco, o algoz era o mesmo. Os 4 a 0 no Calderón foram apenas a cereja do bolo.

À beira do campo, Simeone tocava a sua banda ao ritmo do rock. Batidas fortes, é claro. Mas também guitarras elétricas, capazes de incendiar a torcida rojiblanca. Já do outro lado, Ancelotti sofria em uma ópera. O tenor que esbravejava, mas só tinha uma orquestra desafinada para acompanhá-lo. Um duelo de gênios, que pendeu para o lado do Atlético de Madrid. E que pode ser conferido neste vídeo, trabalho do excelente El Día Después, programa do Canal+ espanhol:

Mais dois extras, para quem quiser se divertir com o ótimo material do El Día Después: as atuações individuais de Mandzukic e Cristiano Ronaldo, protagonistas do dérbi em campo.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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