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Tottenham ou Real Madrid: os possíveis caminhos de Bale

O Tottenham bate o pé por seu craque. Gareth Bale vive fase espetacular com os Spurs e, não por menos, é um dos jogadores mais cortejados no atual mercado de transferências. A imprensa espanhola garante que o Real Madrid está disposto a abrir seus cofres para contar com os serviços do galês na próxima temporada. Só não tem a complacência dos londrinos, que prometem todos os esforços para segurá-lo.

Como trunfo, o Tottenham renovou recentemente o contrato de Bale, o que garante certo compromisso do jogador e uma multa rescisória mais polpuda. Mesmo fora da Liga dos Campeões, os ingleses acertaram suas contas para segurar o camisa 11 em White Hart Lane. E é nele que apostam para retornar à competição continental o quanto antes.

O próprio técnico André Villas-Boas assegura que o galês fica nos Spurs: “O presidente disse que não estamos abertos às ofertas, sem importar quais são, e que o jogador permanecerá. No futebol, tudo pode acontecer, mas essas foram as garantias dadas a mim. Houve um momento na temporada passada em que Gareth veio a mim porque não estava confortável fora de campo. Não sei se foi minha resposta ou o alívio da pressão, mas depois disso ele ficou mais confiante e jogou com liberdade. Ele se sentiu importante e fechou o ano em alto nível”.

De um lado, a estabilidade do Tottenham. Do outro, os holofotes do Real Madrid. No meio das propostas, Bale precisará decidir se prefere continuar sendo o cara nos Spurs ou a mais nova estrela da constelação merengue. Quais as vantagens oferecidas por cada clube? Analisamos ambas nas linhas a seguir:

O futuro no Tottenham

Bale continuaria em sua casa, onde já está adaptado e é aclamado para a torcida. Condições mais do que ideais para manter o alto nível apresentado na última temporada e até superá-lo, diante da continuidade de trabalho de André Villas-Boas à frente do time. O treinador também foi importantíssimo por aumentar o protagonismo do galês, dando maior liberdade no ataque e permitindo até mesmo que jogasse centralizado.

O ritmo de jogos de Bale será bastante parecido com o da última temporada.  Dedicação total à Premier League, com aparições esporádicas na Liga Europa. Uma situação na qual o craque já demonstrou que não tem suas condições físicas prejudicadas – em 2012/13, o galês esteve em campo 52 vezes, sempre como titular, e a única lesão sofrida, na coxa, o afastou dos gramados por apenas duas semanas.

Mais do que isso, continuar no Tottenham, mesmo com a proposta merengue, seria um motivo a mais para Bale se eternizar como um dos maiores ídolos do clube. Ainda faltam títulos para tornar ainda mais marcante a passagem do galês por White Hart Lane, mas as premiações individuais e as atuações impressionantes já são suficientes para colocá-lo entre os grandes dos Spurs.

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O futuro no Real Madrid

Bale seria uma resposta de peso ao Barcelona após a contratação de Neymar. O galês pode ser menos espetacular, mas não deverá precisar se adaptar e possui um poder de decisão visto em poucos jogadores na atualidade. Embora atue no mesmo setor de Cristiano Ronaldo, pode muito bem ser deslocado para outras posições na trinca de meias, desbancando Mesut Özil ou Ángel Di María.

A concorrência, aliás, seria um dos grandes entraves para Bale no Bernabéu. O preço e a qualidade técnica o colocariam logo como titular da equipe de Carlo Ancelotti. Entretanto, a pressão para que rendesse de imediato seria grande e, se o Real não descartasse algumas de suas estrelas no mercado, a ameaça ao meia seria constante durante seus primeiros meses no clube.

Em Madri, a grande diferença seria o patamar atingido por Bale como personalidade. A badalação sobre o camisa 11 na Inglaterra e inegável, mas tende a aumentar no Real Madrid. Não apenas pelo caráter midiático da contratação, como também pela oportunidade de disputar títulos com maior frequência. Sem dúvidas, uma expansão de fronteiras.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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