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Torres marca pelo quarto jogo seguido e vem sendo importante na boa fase do Atlético

O sistema de jogo de Diego Simeone monta uma barreira quase intransponível à frente do goleiro. A melhor defesa do Campeonato Espanhol sofreu apenas 16 gols em 33 partidas, uma marca incrível. No entanto, o cobertor é curto. Para se proteger, o Atlético de Madrid muitas vezes tem dificuldades no ataque. Depende muito da bola parada e de de jogadores como Griezmann, o principal atacante da equipe. Mas, sem chamar muita atenção, outro jogador vem colocando seu nome no placar: Fernando Torres.

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Torres voltou para casa há um ano e meio depois de cair em desgraça, com uma passagem no máximo razoável pelo Chelsea – mas muito abaixo da expectativa criada pelas £ 50 milhões que o Chelsea pagou por ele – e seis meses fracos pelo Milan. Começou devagar no retorno ao Calderón, com apenas seis gols no primeiro semestre de 2015 (três na Copa do Rei). Na atual temporada, porém, já marcou nove (oito em La Liga e uma na Champions League), inclusive em cada um dos últimos quatro jogos do Atlético de Madrid.

E foram gols importantes. Torres fez 1 a 0 contra o Bétis, abrindo caminho para a goleada por 5 a 1. Levou os colchoneros ao empate contra o Espanyol, partida que o time de Madri acabou vencendo por 3 a 1. Foi dele também o gol dos visitantes contra o Barcelona no Camp Nou, pelas quartas de final da Champions League. E neste domingo, ampliou para 2 a 0 a vantagem sobre o Granada. Placar final foi 3 a 0.

Torres, aos 32 anos, provavelmente nunca recuperará a forma da época do Liverpool, quando foi um dos melhores atacantes do mundo e fez o Chelsea pagar uma fortuna por ele. Mas não precisa. Debaixo do radar, vem conseguindo ser um atacante importante para o Atlético de Madrid, com gols importantes que fazem o clube sonhar novamente com os títulos do Campeonato Espanhol e da Champions League.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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