O Barcelona não manteve o nível das últimas atuações, sem Lionel Messi. No entanto, o outro protagonista do clube nas últimas temporadas fez a diferença na semifinal da Supercopa da Espanha: o goleiro Marc André ter-Stegen. O alemão realizou defesas decisivas ao longo dos 120 minutos de bola rolando contra a Real Sociedad, em que os bascos buscaram o empate por 1 a 1 e estiveram a ponto de virar. Já na disputa por pênaltis, o camisa 1 se destacaria um pouco mais. Defendeu duas batidas dos adversários, determinando a vitória dos blaugranas por 3 a 2 em Córdoba e confirmando a passagem à decisão.

Lionel Messi sentiu problemas musculares e o Barcelona preferiu poupá-lo por precaução. Sem o craque, a trinca de ataque teve Antoine Griezmann, Ousmane Dembélé e Martin Braithwaite. E a Real Sociedad começou melhor em sua estratégia. Marcava alto, dando problemas à saída de bola do Barça, e trabalhava melhor no ataque. Com mais posse de bola, os bascos também criaram as primeiras ocasiões de gol. Alexander Isak e Portu erraram o alvo, antes que Robin Le Normand assustasse numa cabeçada. Ter Stegen também precisaria trabalhar logo, diante de Isak, fechando o ângulo no mano a mano.

Depois de 20 minutos superiores da Real Sociedad, o Barcelona começou a encontrar mais espaços para atacar. Ousmane Dembélé surgia como uma importante válvula de escape, enquanto Pedri também entrou no jogo. Os blaugranas cresceram até saírem em vantagem aos 38. Griezmann recebeu na linha de fundo e cruzou de primeira. Frenkie de Jong se posicionou na pequena área, desviando de cabeça. Antes do intervalo, a Real Sociedad tentou responder, mas Ter Stegen apareceu para manter a segurança.

Logo no início do segundo tempo, Frenkie de Jong foi de herói a vilão. O meio-campista parou com o braço um cruzamento e, apesar do membro junto ao corpo, a arbitragem assinalou o pênalti. Mikel Oyarzabal assumiu a cobrança e colocou a Real Sociedad em vantagem, superando Ter Stegen. A partida seguiu em ritmo alto, com muita disputa e os dois times tentando aproveitar o momento. Pouco depois, o Barça criaria algumas ocasiões para retomar a vantagem, mas sem precisão na conclusão.

Numa partida tensa, faltava um pouco mais de qualidade na criação das equipes. Era uma noite equilibrada, em que os dois times se alternavam. Pedri poderia ter recolocado o Barça em vantagem aos 31, mas Álex Remiro evitou os riscos a Real, desviando para escanteio. Nos minutos finais, porém, as alterações não evitaram uma sensação de desgaste. Os dois lados indicavam cansaço e não se expunham. A prorrogação parecia inescapável. O Barcelona tentou exercer uma pressão insuficiente, enquanto as investidas da Real Sociedad não deram muito resultado.

Na volta para a meia hora final, o Barcelona colocou Riqui Puig e Miralem Pjanic em campo. Porém, antes que os substitutos pudessem aparecer, Ter Stegen realizou uma defesaça em chute de longe de Joseba Zaldua, espalmando a bomba que ia em direção ao alto da meta. Logo depois, quando Dembélé arriscou, Álex Remiro pegou. No segundo tempo extra, Remiro reapareceu diante de Griezmann e Stegen também evitou o tento de Oyarzabal. De qualquer maneira, a Real Sociedad pareceu mais pronta à vitória. A grande figura foi Stegen, de novo ao negar o gol a Adnan Januzaj com a ponta dos dedos. E em meio aos apuros que corriam os blaugranas, Januzaj cobrou uma falta contra a trave. Os pênaltis caíam bem ao Barça.

Ter Stegen começou a decidir para o Barcelona na primeira cobrança, ao defender o chute de Jon Bautista. Frankie de Jong bateu na trave logo depois, antes de Stegen voltar a brilhar e pegar o tiro de Oyarzabal. Ousmane Dembélé converteu e o Barça pôde criar uma vantagem maior quando Willian José também carimbou o poste. Pjanic fez e, depois de Mikel Merino finalmente marcar para a Real, o chute isolado por Griezmann nem fez falta. Na quinta série, Januzaj marcou, mas também Riqui Puig, para definir a vitória barcelonista por 3 a 2.

O Barcelona aguarda o vencedor de Real Madrid x Athletic Bilbao, que se enfrentam nesta quinta-feira em La Rosaleda. A decisão da Supercopa está marcada para 17 de janeiro, no Estádio de La Cartuja, em Sevilla.