Suárez limpa a barra de Luis Enrique depois de escalação (bem) questionável
A escalação de Luis Enrique para enfrentar o Almería chamou a atenção. A defesa estava bastante modificada, mesmo considerando as lesões de Vermaelen e Mathieu, Rafinha foi titular no lugar do machucado Iniesta, com Xavi no banco de reservas, e o ataque teve Pedro e Munir ao invés de Suárez e Neymar. As decisões do treinador já foram contestadas antes mesmo do adversário abrir 1 a 0, no final do primeiro tempo, e esboçar a terceira derrota seguida do Barcelona no Campeonato Espanhol. O erro ficou ainda mais claro quando os astros entraram em campo e viraram a partida para 2 a 1.
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Luis Enrique preferiu escalar o jovem Bartra no miolo da zaga pela segunda vez seguida no lugar de Gerard Piqué, em má fase técnica, e gradualmente perdendo espaço com o novo treinador. Na lateral direita, mesmo com Montoya e Daniel Alves à disposição, dois especialistas da posição, optou pelo lateral esquerdo Adriano. Xavi renovou seu contrato sabendo que não jogaria todas as partidas, e foi titular contra o Ajax no meio de semana, mas por que Suárez e Neymar também foram reservas?
O uruguaio fez três jogos seguidos depois de uma inatividade de quatro meses e poderia muito bem se beneficiar de um descanso, mas a semana de Champions League ficou para trás, a próxima é data Fifa, e o próximo jogo do time blaugrana será apenas em 22 de novembro. O caso de Neymar é um pouco mais inexplicável porque o jogador brasileiro (até onde sabemos) não tem nem problemas físicos. Sentou no banco para jogar Munir, alternativa utilizada por Luis Enrique nos primeiros jogos da temporada, quando o camisa 11 ainda voltava daquela lesão que o tirou da Copa do Mundo.
Se a opção foi técnica, tática, física, um castigo depois de dois resultados ruins, ou uma mensagem para o elenco, Luis Enrique precisou de apenas 45 minutos para mudar de ideia. Tirou Pedro e Munir para colocar Suárez e Neymar no intervalo, e o Barcelona foi muito mais perigoso no segundo tempo. Messi cabeceou muito bem uma bola da entrada da área, e apenas a trave o impediu de bater o recorde de Zarra e virar o maior artilheiro da história da liga espanhola.
Quem decidiu, porém, foi Suárez. Fez uma jogada brilhante no gol de empate, parecida com as que fazia quando vestia vermelho na Inglaterra, com um drible curto e inesperado antes de cruzar rasteiro para Neymar empurrar a bola para o gol. Em seguida, deu uma cavadinha nos pés de Jordi Alba, que deu apenas um toquinho para vencer o goleiro do Almería.
As decisões de Luis Enrique têm que ser avaliadas separadamente. Xavi dificilmente aguenta duas partidas seguidas e Piqué realmente não vive boa fase. Mas deixar Neymar e Suárez fora do time titular, e colocar um lateral esquerdo na direita, mesmo com duas opções à disposição, são opções muito mais duvidosas. Graças ao uruguaio, o treinador terá um pouco mais de tranquilidade para responder aos questionamentos que certamente virão.
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