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Suárez deu assistência, mas passou longe de ser o jogador letal da temporada passada

Luis Suárez foi libertado. Quatro meses depois de estupidamente morder Giorgio Chiellini na Copa do Mundo, a punição imposta pela Fifa terminou, e o uruguaio pode voltar a sentir o gostinho de calçar as chuteiras, ir aos vestiários e participar de uma partida oficial de futebol. O problema foi o adversário da sua estreia com a camisa do Barcelona. Enfrentar o Real Madrid exige inspiração, concentração e excelência física, mas o novo camisa nove azul-grená ainda está recuperando o seu ritmo de jogo e não teve a prestação com a qual o torcedor do Liverpool se acostumou na temporada passada e o catalão sonhou durante a última semana.

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Suárez começou bem, com um passe longo que terminou no gol que abriu o placar do estrelado superclássico deste sábado, vencido pelo Real Madrid, por 3 a 1. Neymar recebeu na ponta da grande área, cortou para o meio e venceu Casillas. O uruguaio ainda deu mais dois passes para finalização, também pela direita, onde foi a sua maior área de atuação, com o brasileiro pela esquerda e Messi pelo centro.

O atacante manteve algumas médias da última temporada, quando foi o artilheiro do Campeonato Inglês, como as três chances de gol criadas e os três dribles certos por partida. Mas uma das fintas foi no campo de defesa e as outras duas não deram em nada. O principal destaque deste jogo de Suárez foi negativo. Na Premier League na qual levou o Liverpool ao vice-campeonato, chutou 5,5 vezes a gol por partida. Contra o Real, não arriscou nenhum arremate e, de dono do time, tocou na bola o mesmo número de vezes que o goleiro Claudio Bravo: 42. Menos que qualquer outro jogador de linha.

É natural que Suárez encontrasse dificuldades depois de tanto tempo afastado do futebol competitivo, ainda mais com atuações meio apagadas dos seus companheiros de ataque. Messi poderia ter deixado a missão do Real Madrid muito mais difícil, não tivesse perdido um gol feito na pequena área, e mesmo Neymar, o melhor dos três, não foi excepcional. O time inteiro do Barcelona sentiu o gol de empate de Cristiano Ronaldo e teve uma atuação coletiva ruim.

Sem contar que o estilo de jogo catalão, com passes curtos e posse de bola, é muito diferente do que o Liverpool praticava, com velocidade, lançamentos e contra-ataque. Talvez tenha sido um erro de Luis Enrique colocar Suárez desde o começo da partida. Poderia ter tido um impacto maior se tivesse entrado no segundo tempo, contra adversários mais cansados. Mas há muitas justificativas para atuação do uruguaio, que variou de razoável para ruim. Tão importante é o fato de o adversário deste sábado ser um dos melhores times do mundo.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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