Seleção de Barcelona e Real Madrid da era moderna tem Messi, Cristiano Ronaldo e três brasileiros
Fenômeno foi escolhido como centroavante do time ideal dos últimos 30 anos; Roberto Carlos e Dani Alves completam presença brasileira
Montar uma seleção reunindo Real Madrid e Barcelona significa inevitavelmente deixar algumas lendas de fora. Em um time ideal do El Clásico na era moderna, publicado pelo “Football Whispers” e limitado aos últimos 30 anos, uma das decisões mais difíceis aconteceu justamente no comando do ataque: Ronaldo ganhou a vaga de Raúl.
O Fenômeno não é o único brasileiro escolhido. Roberto Carlos ocupa a lateral esquerda, enquanto Dani Alves aparece do outro lado da defesa. Ao todo, são três representantes do Brasil em uma equipe que ainda consegue colocar Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Zinedine Zidane juntos.
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Ronaldo supera Raúl na disputa mais apertada na seleção de Barcelona e Real Madrid
A escolha de Ronaldo é provavelmente a mais difícil da seleção. Raúl marcou 323 gols pelo Real Madrid, conquistou seis títulos de La Liga e três Champions League, além de ter construído praticamente toda a carreira de elite ligado ao clube. Ronaldo, por outro lado, tem uma particularidade que nenhum outro centroavante daquela geração oferece no contexto do El Clásico: defendeu os dois lados da rivalidade.
Sua única temporada pelo Barcelona, em 1996/97, terminou com impressionantes 47 gols em 49 partidas. O brasileiro, que mais tarde revelaria seu desejo de ter permanecido no clube catalão, acabou se transferindo para a Inter. Em 2002, chegou ao Real Madrid e marcou 104 vezes em 177 jogos antes de deixar Madri.
Na lateral esquerda, Roberto Carlos foi tratado como escolha natural. O brasileiro permaneceu no Real Madrid de 1996 a 2007 e disputou 527 partidas, com 69 gols. Sua potência ofensiva e o papel desempenhado na era dos Galácticos, período sobre o qual o próprio ex-lateral revelou histórias dos bastidores do clube, o colocaram entre os grandes símbolos madridistas do período.
Dani Alves venceu uma disputa mais apertada com Dani Carvajal pela lateral direita. A avaliação reconhece a maior segurança defensiva do espanhol, mas considera decisiva a capacidade ofensiva do brasileiro e, principalmente, sua conexão com Messi durante uma das fases mais dominantes da história do Barcelona.
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No centro da defesa, Carles Puyol e Sergio Ramos formam uma dupla que dificilmente seria imaginada no mesmo uniforme durante os anos mais tensos da rivalidade. Iker Casillas completa o setor como goleiro.
No meio, o domínio é de jogadores que marcaram época no futebol espanhol. Xavi e Andrés Iniesta formam a base, enquanto Zidane ganha a posição mais avançada. Sergio Busquets recebe menção especial, mas fica fora justamente pela concorrência encontrada no setor.
Na frente, Cristiano Ronaldo e Messi ocupam os lados. O português marcou 450 gols em 438 partidas pelo Real Madrid e conquistou quatro Champions pelo clube. Messi deixou o Barcelona como maior artilheiro de sua história e chegou a uma temporada de 73 gols em 60 jogos em 2011/12.
Casillas; Dani Alves, Sergio Ramos, Puyol e Roberto Carlos; Xavi, Iniesta e Zidane; Messi, Cristiano Ronaldo e Ronaldo.
A seleção deixa fora nomes do tamanho de Raúl, Busquets, Gerard Piqué, dentre outros.