Futebol espanhol

Seleção de Barcelona e Real Madrid da era moderna tem Messi, Cristiano Ronaldo e três brasileiros

Fenômeno foi escolhido como centroavante do time ideal dos últimos 30 anos; Roberto Carlos e Dani Alves completam presença brasileira

Montar uma seleção reunindo Real Madrid e Barcelona significa inevitavelmente deixar algumas lendas de fora. Em um time ideal do El Clásico na era moderna, publicado pelo “Football Whispers” e limitado aos últimos 30 anos, uma das decisões mais difíceis aconteceu justamente no comando do ataque: Ronaldo ganhou a vaga de Raúl.

O Fenômeno não é o único brasileiro escolhido. Roberto Carlos ocupa a lateral esquerda, enquanto Dani Alves aparece do outro lado da defesa. Ao todo, são três representantes do Brasil em uma equipe que ainda consegue colocar Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Zinedine Zidane juntos.

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Ronaldo, atacante do Real Madrid, em duelo com Carles Puyol e Andrés Iniesta, do Barcelona, durante o Clásico de 1º de abril de 2006, válido pela LaLiga 2005/06.
Ronaldo em duelo com Carles Puyol e Andrés Iniesta em Barcelona x Real Madrid, em abril de 2006. Foto: Agency/IMAGO)

Ronaldo supera Raúl na disputa mais apertada na seleção de Barcelona e Real Madrid

A escolha de Ronaldo é provavelmente a mais difícil da seleção. Raúl marcou 323 gols pelo Real Madrid, conquistou seis títulos de La Liga e três Champions League, além de ter construído praticamente toda a carreira de elite ligado ao clube. Ronaldo, por outro lado, tem uma particularidade que nenhum outro centroavante daquela geração oferece no contexto do El Clásico: defendeu os dois lados da rivalidade.

Sua única temporada pelo Barcelona, em 1996/97, terminou com impressionantes 47 gols em 49 partidas. O brasileiro, que mais tarde revelaria seu desejo de ter permanecido no clube catalão, acabou se transferindo para a Inter. Em 2002, chegou ao Real Madrid e marcou 104 vezes em 177 jogos antes de deixar Madri.

Na lateral esquerda, Roberto Carlos foi tratado como escolha natural. O brasileiro permaneceu no Real Madrid de 1996 a 2007 e disputou 527 partidas, com 69 gols. Sua potência ofensiva e o papel desempenhado na era dos Galácticos, período sobre o qual o próprio ex-lateral revelou histórias dos bastidores do clube, o colocaram entre os grandes símbolos madridistas do período.

Dani Alves venceu uma disputa mais apertada com Dani Carvajal pela lateral direita. A avaliação reconhece a maior segurança defensiva do espanhol, mas considera decisiva a capacidade ofensiva do brasileiro e, principalmente, sua conexão com Messi durante uma das fases mais dominantes da história do Barcelona.

Roberto Carlos, lateral do Real Madrid, em duelo com Henrik Larsson, do Barcelona, durante o Clásico de 1º de abril de 2006, válido pela LaLiga 2005/06.
Roberto Carlos em duelo com Henrik Larsson em Barcelona x Real Madrid, em abril de 2006. (Foto: BSR Agency/IMAGO)

No centro da defesa, Carles Puyol e Sergio Ramos formam uma dupla que dificilmente seria imaginada no mesmo uniforme durante os anos mais tensos da rivalidade. Iker Casillas completa o setor como goleiro.

No meio, o domínio é de jogadores que marcaram época no futebol espanhol. Xavi e Andrés Iniesta formam a base, enquanto Zidane ganha a posição mais avançada. Sergio Busquets recebe menção especial, mas fica fora justamente pela concorrência encontrada no setor.

Na frente, Cristiano Ronaldo e Messi ocupam os lados. O português marcou 450 gols em 438 partidas pelo Real Madrid e conquistou quatro Champions pelo clube. Messi deixou o Barcelona como maior artilheiro de sua história e chegou a uma temporada de 73 gols em 60 jogos em 2011/12.

Casillas; Dani Alves, Sergio Ramos, Puyol e Roberto Carlos; Xavi, Iniesta e Zidane; Messi, Cristiano Ronaldo e Ronaldo.

A seleção deixa fora nomes do tamanho de Raúl, Busquets, Gerard Piqué, dentre outros.

Foto de Naim Beneddra

Naim BeneddraColaborador

Descobri o futebol de verdade nos anos 90, embalado pelas façanhas de Romário e Bebeto na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Desde então, o futebol nunca mais saiu do meu cotidiano. Com o tempo, consegui unir essa paixão a outra que sempre me acompanhou: a escrita. Transformar essas duas paixões em profissão é, sem dúvida, uma das maiores conquistas da minha vida.

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