
Após a goleada sofrida para o Barcelona em pleno Santiago Bernabéu na rodada passada, a torcida do Real Madrid esperava mais de seu time no jogo seguinte de La Liga, contra o fraco Eibar. Apesar da vitória por 2 a 0, o bom futebol não apareceu, e embora o desempenho no duelo deste domingo tenha sido preocupante para um clube que sempre entra em uma competição para vencer, conquistar os três pontos foi imprescindível para os comandados de Rafa Benítez.
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Mesmo atuando em casa, o Eibar conhecia bem suas limitações e, diante de um adversário como o Real Madrid, evidentemente não propôs jogo. Atuou para buscar evitar a derrota e conseguiu segurar essa condição por mais de 40 minutos. Eventualmente, no entanto, mesmo sem fazer uma boa partida ofensivamente, o Real chegou ao primeiro gol. Aos 42 minutos de jogo, Modric acertou cruzamento preciso na cabeça de Gareth Bale, que abriu o placar.
Autor do passe para o primeiro gol, Modric foi o destaque positivo da atuação decepcionante coletiva e individualmente do Real Madrid. O meio-campista chamou o jogo para si, criou três chances de gol, acertou grande parte de seus passes (86% de precisão) e foi o principal articulador das jogadas dos madridistas. Sua postura não foi suficiente para levar toda a equipe a uma boa partida, mas fez a diferença no resultado, sobretudo por ter aliviado a pressão sobre o time a alguns minutos do intervalo. A cobrança sobre o Real seria ainda maior se fosse para o vestiário com um 0 a 0, e isso poderia ter influído negativamente na equipe.
A jogada do croata e o gol de Bale, porém, serviram apenas para dar a vantagem no placar, porque não pavimentou uma melhora do time em campo. O esforço coletivo para encontrar as melhores jogadas não pode ser contestado, mas as coisas não encaixavam. Para completar, Cristiano Ronaldo, o maior diferencial individual dos madridistas, teve uma atuação apagada.
O camisa 7 só não completou três partidas sem balançar as redes em La Liga contra o Eibar porque, a dez minutos do fim, o Real foi beneficiado com um pênalti inexistente assinalado após Lucas Vázquez se atirar dentro da área. Na cobrança, Cristiano Ronaldo converteu, fechou o placar em 2 a 0 e de quebra igualou Hugo Sánchez na terceira colocação de maiores goleadores da história de La Liga, com 234 gols. A penalidade foi curiosamente a 100ª da carreira do português, que tem números impressionantes, tendo acertado 86 delas.
Se para o torcedor merengue ver a equipe jogar com tão pouca inspiração pode ser desanimador, especialmente em contraste com o futebol de sonhos praticado pelo Barcelona e seu tridente de protagonistas, o resultado deve ser comemorado por seu significado na tabela. Manteve a distância para os culés, que lideram, em apenas seis pontos, não permitiu que o Celta igualasse sua pontuação e se manteve a uma combinação de resultados de uma rodada de poder ultrapassar o vice-líder Atlético de Madrid.
Não é este o tipo de saldo que o exigente torcedor madridista gostaria de ter após um jogo contra o fraco Eibar, mas pontuar durante uma fase instável é o que mantém as equipes como concorrentes a títulos por toda a temporada. Material humano para encontrar um futebol melhor o Real tem, pode ser apenas questão de tempo. O desafio é se manter vivo para quando este momento chegar.



