Faz sentido o Real Madrid tentar terceira investida por técnico multicampeão na Itália?
Jornal aponta o treinador do Milan como uma das prioridades de Florentino Pérez em meio à instabilidade no comando técnico merengue
A turbulência recente do Real Madrid voltou a alimentar especulações sobre o futuro do banco de reservas no Santiago Bernabéu. Após duas derrotas consecutivas em LaLiga que custaram a liderança e permitiram ao Barcelona abrir quatro pontos de vantagem, o debate sobre estabilidade e projeto esportivo reapareceu com força na imprensa europeia.
Atualmente sob o comando de Álvaro Arbeloa, que assumiu após a saída de Xabi Alonso em janeiro, o clube merengue ainda busca consolidar uma direção técnica clara. E, segundo o jornal italiano “Corriere dello Sport”, Massimiliano Allegri ganhou força nos bastidores.
O nome da vez é o do atualmente no comando do Milan. De acordo com a publicação, o treinador seria uma das prioridades do presidente Florentino Pérez, ao lado de Jürgen Klopp, que hoje mantém vínculo contratual com a Red Bull e está fora da rotina diária de treinador.
Allegri já foi alvo do real Madrid antes
Ainda segundo o veículo italiano, esta não seria a primeira vez que o nome de Allegri aparece na mesa do Real Madrid. Trata-se, na verdade, de uma possível terceira aproximação. O técnico já teria sido sondado em 2019 e novamente em 2021. Na segunda ocasião, inclusive, as conversas teriam avançado de maneira significativa antes de esfriarem.
Na primeira ocasião, os Blancos estavam transitando entre Santiago Solari e, no fim, Zinedine Zidane acertou seu retorno. Em 2021, justamente quando o ídolo francês deixou o clube, foi seu compatriota, Carlo Ancelotti, que assumiu.
Apesar das especulações, o contexto atual não aponta para uma saída simples. Allegri tem contrato com o Milan até 2027 e participa de um projeto de reconstrução esportiva que busca recolocar o clube entre as principais forças da Europa.
O ambiente em Milão é de estabilidade e planejamento de médio prazo, algo que pesa na balança. Ainda assim, o chamado do Real Madrid costuma ter força singular no mercado de treinadores, sobretudo em momentos de transição.
O histórico entre as partes também reforça a admiração antiga de Florentino Pérez pelo treinador, mas é um perfil de treinador que, historicamente, vai contra a ideia pedida pelo clube — que sempre valorizou espetáculo e tem uma torcida “mal acostumada” com grandes jogos.
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Allegri faria sentido no Real Madrid?
O atual técnico do Milan, apesar de ser considerado pragmático, é experiente e acostumado a gerir elencos estrelados, o que pode brilhar os olhos da direção. Principalmente em um momento conturbado internamente.
Allegri construiu uma reputação sólida na Itália, especialmente por sua capacidade de equilibrar competitividade doméstica e desempenho continental. Foi quem tirou o Milan de uma fila de sete anos sem títulos da Serie A quando conquistou o Scudetto em 2011. Depois, fez história na Juventus após a saída de Antonio Conte.
👔 @AArbeloa17: "Quedan 36 puntos y aquí no se va a rendir nadie".
🎙️ Rueda de prensa ➡️ RM Play— Real Madrid C.F. (@realmadrid) March 2, 2026
Foram cinco títulos seguidos do Campeonato Italiano, de 2015 a 2019, quando deixou o clube. Após um hiato de dois anos, voltou à Juve em crise e conquistou uma Copa da Itália em 2024. Agora, reestrutura o Milan após mais um momento de queda e é o segundo colocado da Serie A.
No entanto, mesmo técnicos condecorados tiveram dificuldade no Real Madrid. Para se manter na Itália, seu conterrâneo Fabio Capello, um dos grandes treinadores da história do país, teve duas passagens polêmicas de uma temporada cada que não deixaram grande saudade no Santiago Bernabéu.
Taticamente, Allegri historicamente implementou times com um misto de 3-5-2 e 3-4-1-2, conhecidos pela solidez defensiva, pouca posse de bola para um gigante e a confiança nas relações individuais em detrimento de excessivos movimentos padronizados.
O italiano acredita em um estilo de futebol de certa forma simplista, confiando no talento individual, na inteligência e na movimentação dos jogadores em vez de combinações predeterminadas. É possível fazer a comparação, por exemplo, com o tempo de Ancelotti no clube.


