‘Raphinha é perfeito’: Flick não crava nova função, mas explica por que brasileiro é tão decisivo
Atacante do Barcelona brilha em posição diferenciada no começo de La Liga
Favorito ao título de La Liga 2026/27, o Barcelona já venceu suas duas primeiras rodadas. Em ambas, a participação de Raphinha foi decisiva: dois gols e uma assistência na estreia com o Elche no último final de semana e um contra o Athletic Bilbao nesta quinta-feira (27), que o colocam como artilheiro da competição junto de Kylian Mbappé e Fermín López.
O desempenho veio mesmo escalado em uma função pouco habitual ao brasileiro: como um centroavante de muita mobilidade.
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O momento do atacante, por enquanto, ainda não serviu para Hansi Flick cravar se ele será o melhor camisa 9 que o Barça conseguirá ter nesta temporada. “Não sei”, respondeu o técnico em entrevista ao “DAZN”.
— Para mim, é importante que o plano funcione, seja o Raphinha o camisa 9 ou não. Ele está indo muito bem. É incrível seu dinamismo, ele é muito bom para nós, sua intensidade, os movimentos que faz sem a bola, como no gol de hoje. É perfeito para nós — completou.
Por que Raphinha tem dado tão certo como camisa 9 do Barcelona
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Ainda é cedo para garantir que o brasileiro é um centroavante consolidado. Mas as duas primeiras impressões oficiais — a função já havia sido testada em amistosos na pré-temporada — foram muito positivas.
Raphinha, como ponta esquerda com liberdade para flutuar para dentro sob o comando de Flick desde 2024, se tornou um dos melhores do mundo na capacidade de ler e atacar os espaços, principalmente por ser muito veloz.
Como centroavante, sendo acionado por jogadores tão técnicos como Lamine Yamal e Pedri, se mostrou a combinação perfeita. O novo capitão do Barça marcou dessa forma contra o Athletic: fingiu que ia recuar para apoiar o meio-campo, mas rapidamente se virou para romper nas costas da defesa adversária. Pedri enfiou em profundidade e o brasileiro driblou o goleiro antes de marcar.
O lance também serve para mostrar que ele é mais do que velocidade e leitura. É um jogador com um grande poder de finalização e também muito técnico. Frente ao Elche, no mano a mano com um zagueiro na área, deu um bonito drible antes de sofrer o pênalti que serviu para ele mesmo abrir o placar.
Mas a razão não é só ofensiva. O brasileiro não cessa um minuto a marcação pressão e incomoda a saída de bola adversária a todo momento, algo inegociável ao estilo de jogo do treinador alemão. “Rafa é o jogador que, para mim, é um bom exemplo de intensidade”, explicou Flick após a estreia em LaLiga.
— Quando ele pressiona, o resto do elenco segue o exemplo. Isso é um capitão. Ele é um capitão.