Raphinha mantém poder decisivo no Barcelona mostrando como pode ser útil em nova função
Barça goleia Elche com brilho do atacante da seleção brasileira na sua estreia em LaLiga 26/27
O Barcelona abriu a LaLiga 2026/27 como tem acontecido nos últimos dois anos: com Raphinha sendo o jogador mais decisivo. O brasileiro, agora capitão do time, participou de três gols na vitória por 5 a 0 sobre o Elche, fora de casa, em uma função diferente e que já vinha sendo testada na pré-temporada.
O camisa 11 atuou como um centroavante de muita movimentação por 65 minutos, já que, hoje, o elenco culé não tem mais jogadores dessa posição pelas saídas de Robert Lewandowski e Ferran Torres — mas pode se reforçar até o fim da janela de transferências.
O dono da braçadeira teve uma atuação decisiva em iniciar a pressão como o homem mais avançado no campo e, por sua velocidade, atacar às costas da defesa de um adversário muito corajoso.
RAPHA WITH THE BRACE 🏹 pic.twitter.com/XMsZ6Oa5pn
— FC Barcelona (@FCBarcelona) August 23, 2026
Por que Raphinha pode ser um nove útil
Com 13 minutos, o atacante da seleção brasileira iniciou a atuação convertendo um pênalti que ele mesmo sofreu na área ao tentar driblar Víctor Chust, que deu um “rapa” no jogador.
No fim do primeiro tempo, Raphinha iniciou a pressão no zagueiro, forçou um chutão e garantiu que o Barça retomasse a posse antes que ele mesmo desse o passe para Karim Adeyemi, em sua estreia oficial, marcar.
Na etapa final, já com o brasileiro movido para a ponta direita após a entrada de Dani Olmo e Fermín López se transformando em falso nove, ele marcou na área em passe de Anthony Gordon aos 22. O inglês ainda deu a assistência para o gol de López, que fez mais um nos minutos finais.
O capitão do Barça mostrou a Hansi Flick que pode ser mais usado como camisa 9, ainda mais se não chegar nenhum reforço para a posição até 31 de agosto. No entanto, o melhor dele segue sendo como ponta esquerda, com liberdade para flutuar para dentro. O técnico alemão sabe que tem outras alternativas, como Gordon e Fermín López.
Barcelona sofre com Elche no 1º tempo
Foi um primeiro tempo surpreendentemente aberto. Ao fim dos 45 minutos, a posse de bola, inclusive, foi maior do mandante: 55% a 45%. A bola, porém, não foi tão bem tratada, com muitos embates físicos, no chão e no alto, tendo Gavi e Marc Bernal como decisivos para o Barça sofrer pouco defensivamente.
O visitante começou forçando muitas bolas em profundidade, caminho que levou Lamine Yamal a perder gol cara a cara com o goleiro em lançamento de Eríc García aos seis minutos. Pouco depois, veio o gol.
A partida que iniciou caótica foi começando a ter mais domínio da bola pelo Elche. A equipe da casa criou chances, mas faltou detalhes para finalizar. Fernando Niño só não teve uma chance na frente de Joan García porque García foi decisivo para afastar passe de Buba Sangaré. Já Ali Houary teve essa oportunidade, em passe espetacular de Gonzalo Villar, mas furou feio.
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Culés resistem no início e depois ligam modo ‘rolo compressor’
O Elche seguiu com sua postura agressiva no começo do segundo tempo. Morente chegou a acertar a trave em giro na área e Lucas Cepeda isolou em roubada de bola no ataque, além de outras jogadas que, por centímetros, não permitiram uma chance clara.
As substituições de Flick, porém, colocando Gordon e Olmo, deram o frescor e qualidade técnica que faltavam para os Culés dominarem o jogo. Os gols vieram aos 22, 25 e 33 minutos, mas poderiam ter sido muito mais. Raphinha perdeu chance cara a cara com o goleiro. Olmo bateu rasteiro e a bola passou rente à trave.
Um jogo que foi equilibrado por cerca de uma hora e desandou do meio para o fim da etapa final. O Barça sai com uma vitória maior do que se desenhava e sai com confiança.