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Passar pelo Cruz Azul foi tão fácil que o Real não precisou nem de gol de Cristiano Ronaldo

A estreia do Real Madrid neste Mundial de Clubes foi tão fácil quanto o mais pragmático dos analistas poderia esperar na prévia do jogo. Contra o Cruz Azul, os merengues não encontraram resistência para golear por 4 a 0 e garantir um lugar na final do torneio, à espera do confronto entre Auckland City e San Lorenzo, nesta quarta. O que mais chamou a atenção no confronto em Marrakech nesta terça foi mesmo o fato de Cristiano Ronaldo não ter feito nenhum gol. E olha que ele tentou –  de tudo quanto é jeito.

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Não levou quase nada para que o Real Madrid exercesse sua supremacia. Logo no início da partida Cristiano Ronaldo quase abriu o placar, mas foi parado por um milagre de Corona. O goleiro se atirou na bola e, à queima roupa, conseguiu evitar o gol do português – naquela que acabaria sendo a chance mais próxima de gol do camisa 7. Se a defesa do mexicano poderia sugerir algum tipo de dificuldade do Real no restante do jogo, um duelo interessante contra o estrelado ataque merengue, isso foi por água abaixo bem cedo. Logo aos 15 minutos, Corona saiu caçando borboleta e viu Sergio Ramos abrir o placar de cabeça. Ainda no primeiro tempo, Benzema ampliou para os espanhóis, após grande jogada de Carvajal pela lateral direita.

O Cruz Azul já não demonstrava grande resistência no primeiro tempo, mas isso se acentuou na segunda etapa. Exaustos pelos 120 minutos que tiveram de encarar no lamaçal do estádio em Rabat, nas quartas de final, contra o Western Sydney Wanderers, os mexicanos acabaram deixando espaços na zaga para um time que sequer precisava deles para vencer. O resultado disso foi um domínio de jogo tranquilo por parte do Real, que ampliou com Bale aos cinco minutos do segundo tempo.

A facilidade da partida deixou os jogadores madridistas tão tranquilos que começaram a tentar jogadas de efeito. Marcelo com um toque diferente aqui, Bale com um lançamento caprichado lá, e Cristiano Ronaldo tentando fazer uma pintura. Acabou terminando sem gols, mas, caso tivessem entrado, dois de seus lances teriam sido históricos. Primeiro a bicicleta, que já vem tentando há alguns jogos, e depois uma conclusão de cruzamento com uma finalização de letra. Isco fechou o placar ainda aos 27 minutos do segundo tempo, com uma ótima jogada individual e um chute no canto direito do goleiro Corona.

As belas tentativas de Cristiano Ronaldo

Entre toda essa supremacia espanhola, o Cruz Azul conseguiu chegar próximo do gol em uma ou outra oportunidade. Acertou a trave de Casillas no segundo tempo, além de ter desperdiçado com o experiente Torrado uma cobrança de pênalti, no primeiro tempo. Pouca coisa, mas não muito distante do que era esperado do time contra um adversário tão imensamente superior e após um jogo tão desgastante quanto aquele contra os australianos.

Embora a maior probabilidade seja de que o Real Madrid ganhe sem muitos problemas do San Lorenzo no caso do time argentino passar pelo Auckland nesta quarta, os campeões da Libertadores deverão oferecer resistência muito maior ao poder ofensivo dos espanhóis. Além de ser um time notavelmente aguerrido, possivelmente estará mais descansado que o Cruz Azul esteve nesta terça. Se há a possibilidade de um milagre no sábado, não sabemos, mas ele precisará ser grande para derrubar esse time de Ancelotti.

Veja os gols de Cruz Azul 0x4 Real Madrid

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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