Espanha

Para entrar na história

A Espanha está sob estado de graça. Os espanhóis não estão acostumados a terem uma seleção triunfante como a atual. Seu futebol exuberante, seus jogadores entre os melhores do mundo, títulos, recordes, enfim, tudo é novo. Agora não se orgulham apenas de Real Madrid e Barcelona, mas de todo seu futebol.

Nesta semana que passou, foram três vitórias em três partidas na Copa das Confederações. Primeiro atropelou a Nova Zelândia por 5 a 0. Na sequência teve um duro embate com o Iraque, mas deixou o gramado com 1 a 0 no placar. Neste sábado, já com um time misto, bateu a África do Sul por 2 a 0. São 15 vitórias consecutivas, novo recorde mundial. Nunca outra seleção conseguira uma sequência assim.

Mais: ao derrotar os donos da casa, a Espanha alcançou a impressionante marca de 35 partidas invicta e se igualou ao feito do Brasil. Se passar, agora, pelos Estados Unidos na semifinal, conquistará mais um recorde.

E a fase realmente é espetacular. Os jogadores espanhóis estão cheios de confiança, não têm medo de errar e já não temem a derrota. Antigamente, o velho estigma de tremer em momentos decisivos se mostrava presente. Faltava coragem, ambição aos atletas, algo que foi extinto com o título da Eurocopa no ano passado.

Agora, na Copa das Confederações, a Espanha mostra que a lição foi aprendida. Hoje o time é o maior favorito ao título, ao lado do Brasil. Mas enfrentar os brasileiros na mais provável decisão não será um martírio para eles. Pelo contrário: será uma motivação a mais.

Os espanhóis não temem os brasileiros. Existe o respeito natural, mas já não se sentem submissos. E esse sentimento parte dos jogadores e contagia a todos no país, principalmente a imprensa, que está em êxtase com La Roja.

Muitos podem dizer que a Espanha não enfrentou ninguém nesta primeira fase. Porém, não percebem que a equipe fez, então, o que tinha que fazer: três vitórias. Ao contrário de diversas seleções consideradas fortes pelo mundo, que tropeçam em partidas fáceis.

E é bom salientar que nesta competição, os espanhóis estão sem dois dos seus principais jogadores: Marcos Senna e Iniesta. Os dois eram os pilares do meio campo que encantou a todos na Eurocopa. Mesmo assim, o técnico Vicente del Bosque tem reservas à altura, que substituem ambos sem problemas. Afinal, poucos times no mundo podem se dar ao luxo de ter Xabi Alonso e Fàbregas como opções.

Isso sem falar no momento extraordinário que vivem seus atacantes. Quando Fernando Torres e David Villa não estão lá para marcar, aparece do banco o jovem e talentoso Fernando Llorente.

E um setor que não tem recebido tantos elogios – muito mais pelo brilhantismo dos outros – é a defesa. Até agora, nas três partidas da Copa das Confederações, nenhum gol sofrido. Enfim, o momento dos espanhóis realmente é espetacular. Se nenhum absurdo acontecer ao longo desta semana, no próximo domingo teremos o jogo mais aguardado do ano: Brasil e Espanha. Para regozijo de Galvão Bueno.

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Equipe Trivela

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